terça-feira, 15 de outubro de 2019

Selecionar a informação

Confeço que não tenho tido assunto para vir aqui ultimamente mas hoje gostava de partilhar algo que é essencial em qualquer modalidade desportiva, isto é válido não só para o Field Target, como também para qualquer modalidade que comecemos a dar mais atenção ou até mesmo a praticar, seja ela a nível competitivo ou simplesmente por prazer.
Quando começamos a praticar uma qualquer modalidade desportiva é normal hoje em dia procurar informação na net para conseguir bons resultados o mais rápido possível, na net muita gente posta os seus conhecimentos OU, a sua opinião, umas vezes verdades das mais elementares, outras por sua vez, autenticas burrices. Alguns até sabem de facto muito sobre alguma das vertentes, o que não faz deles excelentes praticantes, sabem tanto que por vezes acabam por complicar coisas simples com informação em excesso que nada acrescenta mem a quem começa, nem a quem já tem algum dominio da modalidade, outros apenas pensam que sabem e decidem publicar opiniões que por vezes são autênticos disparates, neste grupo dos que dizem disparates inserem-se três semi grupos, os que dizem disparates com finalidade económica, os que procuram a autopromoção e os que simplesmente são ignorantes pensando que já sabem tudo mas que na verdade sabem muito pouco.
É óbvio que para quem pouco ou nada sabe e está no início, dificilmente consegue dar relevância à informação que merece essa mesma relevância, muitas vezes acabam por dar mais importância à informação que considero tóxica e não chamo tóxica apenas a informação falsa ou errada. Tal como para sabermos fazer contas precisamos primeiro de aprender os números, também num qualquer desporto devemos começar pelos conhecimentos básicos e adquirir mais conhecimento sim mas com critério e apenas o relevante naquela fase de aprendizagem, para mim, por vezes é preferível ignorar muito daquilo que nos chega ainda que seja verdadeiro. Vou dar um exemplo, enquanto praticante de FT eu apenas preciso saber qual o melhor tipo de projétil a usar, ou seja quais as vantagens deste face aos outros, eu não preciso de saber fabricar os chumbos, também não preciso saber fabricar armas e miras telescópicas eu preciso é  direcionar o meu conhecimento para o que pode fazer de mim melhor ou pior atirador mas sempre com critério, não adianta querer saber porque é que este kit é melhor que aquele quando ainda nem sei pegar na arma.
Obviamente que o conhecimento não ocupa espaço mas com o tempo ele acabará por nos chegar, gosto de dar o Ayrton Senna como exemplo desta minha teoria, o Ayrton era um piloto completo e por esse motivo um dos melhores, senão o melhor de sempre, Ele não se limitava a guiar muito bem, Ele adquiriu muitos conhecimentos sobre mecânica que iam desde o motor ao sistema de travões, passando pelas suspensões e sei lá mais o quê mas conhecimentos que serviam apenas para tirar vantagem para a sua profissão de piloto ou para dar dicas aos engenheiros de equipa, não para construir carros de F1.
Como eu já disse e é dito muitos, o conhecimento não ocupa espaço mas há que relativizar, filtrar, fazer a triagem das pessoas que nos dão informação útil, daquelas que nos dão informação errada ou demasiado técnica ainda que esta acabe por ter a sua utilidade, quem quiser ser bom atirador não precisará certamente de ser  construtor de armas nem de projéteis ou mesmo de acessórios, procurem sim, informação junto dos que obtêm bons resultados a fazer o mesmo que vocês querem fazer, os seus metodos de treino, as suas fontes de informação, quais os factores mais determinantes para o bom desempenho mas sempre começando por quem faz bem o que nós pretendemos um dia fazer tão bem o melhor e não vale a pena dispersar a nossa atenção com informação demasiado técnica numa fase precoce.
O texto já vai longo mas este é um aspeto pelo qual já passei nesta e noutras modalidades e um dos erros mais comuns na malta que começa a mandar os primeiros balázios.
Bons tiros a todos.


segunda-feira, 10 de junho de 2019

BSA Bucaneer VS Air Arms S510

Ao ler o título deste post a maioria deve estar a dizer lá para os seus botões que se calhar nem vale a pena ler porque o resultado será óbvio.
Teriam razão eventualmente se eu estivesse a comparar springers como por exemplo uma Gamo CFR com uma AA TX200 mas neste caso a minha teoria sobre as PCP com cano BSA parece ter saído uma vez  mais reforçada. Para começar devo desde já alertar para o facto de que esta Bucaneer está regulada com um regulador Huma o que acaba por vir dar algum equilíbrio de forças ao comparativo é que a S510 Ultimate Sporter também já vem regulada de fábrica.
Ambas as armas são originárias da terra de Sua Majestade e ambas em calibre 5.5 ou .22 como preferirem, o chumbo preferido da BSA é o JSB Jumbo Express ao passo que o da AA é o JSB Jumbo Heavy relativamente mais pesado, é certo que a AA até gostou do Crossman Premier com peso muito idêntico ao Express mas os melhores grupos que esta S510 fez foi com o Jumbo Heavy da JSB, obviamente que pode ter a ver com lotes ou com a potência o que não me parece neste caso concreto já que a diferenca de uma para a outra são apenas de 2j a mais na AA com os chumbos do teste.
Embora eu seja fã das Springer, já atirei com muitas PCP, entre elas algumas Gamo Coyote com cano BSA e para ser franco, nunca me dececionaram ou melhor, sempre me surpreenderam por terem uma excelente relação custo/qualidade, conseguindo resultados idênticos a armas do dobro do preço.
Esta mesma Bucaneer já uma vez deixou corada de vergonha uma Criket também em 5.5 e Gamo(s) Coyote também já atirei e vi atirar e os resultados foram de excelência.
Não sei se é nas PCP que os canos BSA são muito bons ou se é nas springer que a engenharia precisa de subir ainda uns degraus, uma coisa é certa, se algum dia tiver uma PCP será uma BSA ou uma Gamo, o meu conhecimento empírico sobre este tjpo de armas leva-me a pensar que não preciso de gastar muito dinheiro para se obter bons resultados com com uma PCP. Depois deste teste só fico na dúvida se mesmo neste tipo de armas vale mesmo a pena o calibre 5.5 já que aqui ficou demonstrado que mesmo com potências de 32J na BSA e 34J na AA o chumbo pesado provoca curvas de projetil bastante acentuadas, claro que a distâncias próximas dos 100m como aquela a que foi feito este comparativo o facto torna-se ainda mais evidente, por isso nada como levar as coisas ao extremo para tirar conclusões.
São testes destes que para mim começam a deitar por terra a teoria de que para caça com PCP o calibre 5.5 leva vantagem sobre o 4.5, é claro e seria estúpido da minha parte se eu não aceitasse as leis da física que nos mostram a todos que projéteis mais pesados perdem menos energia durante o voo e produzem maior impacto no alvo mas também é precisamente a Física que me demonstra a lei da gravidade, o que me leva a querer que quanto mais pesado for o projétil maior será a compensação a dar com o aumento da distância/curva balistica, se por um lado projéteis pesados desviam menos com vento devido à maior retenção de energia, também não é menos verdade que provoca uma curva balística mais acentuada.
Admito que por eu praticar Field Target o vento não seja o que mais preocupações me dá mas também desenganem-se aqueles que pensam que o atirador de FT sabe sempre como compensar o vento, nenhum atirador do mundo o sabe a 100%, muito menos eu com tanto ainda para aprender, ainda assim prefiro ter dúvidas apenas em relação ao fator vento do que com este e com a curva do projétil.
Em países como Inglaterra caçam-se coelhos e corvos com apenas 16J, animais que penso serem os maiores que são possíveis caçar com este tipo de armas e com estes calibres independentemente da energia da arma, claro que caçam a distâncias que não vão para além dos 40m porque o fazem por forma a produzir abates limpos sem sofrimento para os animais, por isso atiram à cabeça como tal para caçar estes animais e com este tipo de armas a 50/60m parece-me ser a distância limite a menos que apenas se pretenda apenas abater o animal e não o comer, o que considero uma estupidez de todo o tamanho, excetuando o controle de pragas claro está.
Mas isto é uma discussão à parte que apenas se põe em países onde se pode caçar com ar comprimido e com qualquer potência como é o caso dos EUA.
Vamos então às fotos que é o que o pessoal gosta e pode levar a tirar as suas próprias conclusões.

A Air Arms S510
Lá bem ao fundo a casa da máquina do poço.

A BSA Bucaneer

A seta vermelha indica o bastidor em cima da casa da maquina a 95m

Estas foram as condições climatéricas deste comparativo

Foi desta forma que os alvos foram colocados no bastidor
atiramos com 12X e apontámos diretamente às pintas vermelhas
sem qualquer tipo de compensação de vento.
nos primeiros grupos das pintas de cima estava um pouco menos
de vento e por isso todos os tiros acertaram próximo das pintas vermelhas.
Na linha de baixo existe um flayer que nenhum de nós sabe quem o fêz, 
nesta linha também se corrigiram uns clicks para cima na S510.


domingo, 14 de abril de 2019

segunda-feira, 11 de março de 2019

O meu primeiro, primeiro lugar

Pois é, foi esta a minha primeira vez em primeiro nos balázios.
É certo que não foi na categoria em que normalmente participo (Springer), não tinha a TX nem a mira minimamente em condições mas não quis deixar de participar na prova organizada pelo meu anterior clube com pessoal do best, também não queria estar muito tempo sem fazer uma prova ainda para mais sendo uma prova a contar para o campeonato e como há muito que andava para ver o que poderia valer a minha querida HW50 com uma mira de baixo custo lá me decidi, ou melhor, lá me convenceram no último dia de inscrições
Foi uma decisão tomada em cima do joelho, no último dia das inscrições como já disse. A 50 estava em condições mas a Hawke Varmint 6-24x44 SF nem por isso e no sábado de manhã, dia anterio à primeira prova do campeonato lá fui um bocado à pressa fazer a curva por clicks, o paralaxe ainda estava na roda desde o ano passado quando pensei pela primeira vez usar a 50 no open de Sousel o que à última da hora acabou por não acontecer. Quando comecei a fazer a curva vi que não tinha clicks para dar a partir dos 40m (maldito drop barrel das HW50) mas também não tinha tempo para perder a calçar a mira, como tal tinha de fazer os últimos 10m por dots como habitualmente faço com esta mira, o paralaxe na máxima magnitude também só se consegue fazer apartir dos 13m logo, os primeiros 3m teria de recorrer ao zoom ou seja tinha de esmifrar bem a Varmint para conseguir fazer alguma coisa de jeito, a juntar a tudo isto, não tinha também o hamster porque estava emprestado ao Marcos e tive de improvisar um feito de esferovite azul e fita cola, mas se esta mira já me tinha dado 12 acertos em 40 alvos quando nem roda tinha, quando nunca tinha sequer sentado o cú numa almofada de FT e nem as regras sabia, não seria agora que não havia de fazer pelo menos 20 acertos e deixar de passar um belo dia com o pessoal.
Pronto, lá fui eu, no dia 24 do mês passado fazer uma prova no Cano Articulado com a minha cinquentinha, fiz 26 acertos o que não me deixou nem muito agradado nem desiludido, chegou para fazer primeiro lugar pela primeira vez desde que ando nisto dos tiros.
Para finalizar tenho de dizer que no Cano Articulado a concorrência não é propriamente a mesma que há na classe Soringer, seja em quantidade ou qualidade, há muito menos participantes e com menos experiência  mas como eu tenho aqui dito muita vez, este blog é uma espécie de diário onde vou escrevendo o meu percurso pelo tiro e um primeiro lugar é sempre um primeiro lugar apesar deste não me deixar particularmente feliz, não deixa no entanto de ser um facto que mereça aqui ser assinalado.
Já agora, os três primeiros lugares foram ocupados por três HW50 o que só me vem dar razão ao adorar esta arma, já agora também houve springers a fazer menos acertos que as cinquentinhas que roeramm os calcanhares as outras.







segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Psicologia Desportiva

Este fim de semana cá o je fez uma coisa que há muito andava para fazer, um workshop de psicologia desportiva, sempre achei que a psicologia bem como a nutrição e aspetos relacionados com treino físico, são negligenciados em muitos desportos em que a força e o movimento tem menos expressão mas quando se pretendem resultados de bom nível nenhum destes aspeto pode ser descurado como tal, lá fui aprender mais um bocadinho.
A Iniciativa foi promovida pela Associação Regional de Tiro do Sul que decorreu no pavilhão gimnodesportivo do Miratejo no concelho do Seixal e foi ministrada pela Confederação do Desporto de Portugal através Drª Inês Vigário, Psicóloga na área desportiva.
A formação foi sobretudo orientada para a vertente do tiro a 10m com carabina.
Não é que hajam diferenças substanciais a nível psicológico entre atletas desta modalidade e da que pratico, o Field Target mas existem certos aspetos que são diferentes no momento de apertar o gatilho os pensamentos que assaltam uns e outros em função da vertente têm preocupações especificas em cada uma das modalidades.
Não se pense com isto que estou a querer dizer que não valeu a pena, é precisamente o contrário, este fim de semana ganhei uma série de ferramentas que me vão tornar de certeza melhor atirador, não de forma dramática, certamente que não é que não deixarei de errar alvos mas ganhei como disse, mas ganhei algumas competências que me podem resguardar de certas dúvidas e angústias  negativas que por vezes assaltam atletas de todas as modalidades algumas delas mais específicas da malta do tiro, seja com carabina, com pistola ou até mesmo com arco.
Esta formação acabou por dar sustento à minha tese de que tal como na vida também no desporto o indivíduo é o fator determinante no sucesso da atividade que desempenha, seja pelas vias fisiológica, psicológica, nutritiva, técnica, estratégica e muitas outras, nós somos em grande parte os donos do nosso destino e dos nossos pensamentos, é claro que o equipamento afeta bastante o desempenho mas o fator principal somos nós.
Pensar que fazemos tudo o que sabemos e está ao nosso alcance para que se chegue ao sucesso é meio caminho andado, depois há que saber conviver com estados físicos e ambientais por forma a afastar os monstros com positivismo, coisas que assaltam a cabeça a muita gente, seja no desporto ou na vida.
Com esta conversa toda ninguém se convença de que me tornei uma fortaleza psicológica, algumas ferramentas estão dadas ou seja, foi-me dada uma cana, fio e um carreto, agora depende de mim conseguir por o peixe na mesa.
Muitos atletas por esse mundo fora nas mais variadas modalidades têm acompanhamento psicológico durante boa parte da carreira desportiva, principalmente nos períodos de mais stress desportivo com o aproximar dos grande eventos não significando que sejam paranóicos, estes dois dias serviram apenas para nos dar algumas orientações para que atletas e treinadores tenham algumas noções de como ultrapassar algumas barreiras psicológicas e também para dar alguns créditos junto do IPDJ a quem é ou pensa vir a ser treinador.
Não sendo eu atleta de topo, não significa que não dê ênfase às diversas formas de potenciar os meus conhecimentos e os meus resultados desportivos, mesmo que não obtenha resultados imediatos, saber mais de certeza que não me vai fazer mal.
A informação nunca é demais e muita acaba inevitavelmente por se diluir no tempo mas cabe-nos a nós usa-la em proveito próprio para que a glória fique mais próxima, glória que não significa obrigatoriamente atingir o topo mundial, pode passar apenas pela satisfação pessoal.

Primeiro dia de conceitos teóricos com a simpática Drª Inês Vigário

Já numa das alas da carreira de tiro da Casa do Povo de Corroios

Pista de 10m

Treinador Júlio Lourenço,  Drª Inês e formandos prontos para aplicar conhecimentos adquiridos






terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Desta vez deu-me pra inventar

Quando não nos sentimos confortáveis com o equipamento e não se encontra exatamente o que se pretende, nada como meter os neurónios a trabalhar e projetar o que se pretende.
Há muito que me sentia desconfortável nos tiros de pé, pra dizer a verdade nunca me senti bem nos tiros de pé, não conseguia apoiar a arma como queria e quando o conjunto pesa mais de 6 kg e um gajo tem de acertar um tiro numa merdinha de 4 cm de diâmetro a 40 metros o melhor a fazer é mudar o que não está bem, ou pelo menos tentar adaptar o mais possível a arma ao atirador.
A ideia estava na cabeça mas não sabia onde arranjar chapa de aluminio em bocados pequenos, é que não estou a pensar fabricar disto em massa. Assim que consegui o material que pretendia, foi arregaçar as mangas e meter mãos à obra, apesar de já estar um bocado enferrujado no desenho técnico ainda deu perfeitamente para os gastos, peguei na régua, no esquadro e nas lapiseiras já com uns anos valentes e bumba, já tá.
Não se pode dizer que agora não trema com este hamster mas já é um bocado menos o que de certeza vai trazer melhores resultados e nem que seja mais um alvo por prova já valeu a pena.
Não é que aqueles dos prós não sejam bons mas custam uma pipa de massa e acabaria por ter o mesmo problema ou seja, ia fixar no local onde queria meter a mão para apoiar a arma.
Depois de feito, um gajo encontra sempre coisas a melhorar, coisas que podia ter feito de forma diferente mas para protótipo está para já bem bom, daqui a uns meses e depois de bem testado logo se faz o definitivo.   

 
Desenho colado na chapa para começar a cortar

As peças quase todas cortadas

Tudo cortado e já com acabamento pronto para soldar

Torno e bancada de trabalho

Resultado final e fixo na coronha MKII comprada pra 
ajavardar à vontadinha

Visão geral, aqui com uma roda que ainda não sei se vai ter futuro

Pela quantidade de limalha já dá para ver 
o que transpirei agarrado à lima

Era este o anterior e que não conseguia fixar no sitio ideal


domingo, 28 de outubro de 2018

Mais uns pontos prá HW50

Já há algum tempo que aqui não vinha simplesmente porque nada de relevante se passou ou fiz e vir só para escrever coisas que nada acrescentam torna o blog desinteressante para mim e para quem o segue ou visita.
Posso não postar nada de novo mas terá sempre de ser algo interessante como julgo ser o caso de uma brincadeira que surgiu assim do nada, brincadeiras que nos últimos tempos têm sido raras devido a passar maior parte do tempo que tenho para atirar a treinar.
Neste momento não tenho a TX a bombar convenientemente, estamos no final da época e na altura de fazer umas experiências como tal uma boa altura para descomprimir com umas brincadeiras.
Bem mas já chega de conversa fiada, já justifiquei a prolongada ausência, vamos então ao que interessa.

O dia de trabalho estava terminado e dei um saltinho ao CTM (Clube de Tiro da Moita), o colega de clube e de treino estava lá como proprietário do espaço e como até estava pouco vento lembrou-se de meter uns alvos de cartão num pinheiro que deve estar sensivelmente a cerca de 75m de distância das improvisadas bancadas de tiro.
Ele com a sua PCP Gamo Coyote apoiada num bipé  e eu com a menina dos meus olhos, a minha querida HW50s apoiada num saco de tiro cheio de arroz, começámos por tentar acertar numa tampinha de garrafa de água e curiosamente ambos acertámos à terceira tentativa o que nos deixou empolgados, foi aí que naturalmente vieram os alvos de cartão. Fizemos um primeiro grupo de 10 tiros com um ventinho a favor, a Coyote fez um grupo de 58mm e a HW50 57mm, ficámos cheios de pica e fomos a uma segunda série onde o vento decidiu dar uma ajudinha e ficar ainda mais soft apesar de ligeiro, desta vez pensámos aumentar o zoom, o Marcos que tinha feito o primeiro grupo com 10x passou para 32X e não 36X como está no alvo, depois de andar às voltas com a torreta de elevação lá começou mais um grupo, eu experimentei 10X mas com o tiro bateu bastante a baixo e tive preguiça de fazer o mesmo que o Marcos decidi manter a mesma magnitude de 6X e sairam uns grupos que nos deixaram todos inchados, pelo menos nós achámos muito bom,  42mm para a Coyote e 44m para a minha menina, os chumbos usados em ambas as armas foi o sempre fiável JSB Exact 8.44gr.
Confeço que não esperava que uma springer de cano articulado com apenas 3,1kg e uma mirazita Hawke 4-12X40 AO desse a réplica que deu a uma PCP o que mais uma vez me deixou surpreso com o cano e com os pozinhos que lhe tenho adicionado aos poucos, fiquei mais contente por saber que a Coyote está regulada e porque o amigo Marcos não é propriamente um mau atirador embora estejamos os dois longe de exímios atiradores, acho que estamos ao mesmo nível sensivelmente e as armas ao que parece também.
Quero salientar que nas fotos de telemóvel as distâncias parecem sempre superiores ao que na realidade são como tal não se deixem enganar, nós tínhamos um alvo a 50m e dali até ao pinheiro ambos avaliámos que seriam sensivelmente 25m, avaliámos porque obviamente não fomos medir.


Estas duas primeiras fotos foram tiradas no dia seguinte porque me esqueci de tirar no próprio dia, a seta indica o pinheiro onde os alvos foram colocados

Estes foram os dois primeiros alvos, o de cima da Coyote e o de baixo da HW50.
Tive ali um erro que não levei em conta visto ser um erro do atirador e não da arma, é que com 6X a esta distância o 4º dot tapava quase toda a parte clara do lado superior direito.

Agora mais ampliado para se verem melhor os grupos de 10 tiros em cada alvo







terça-feira, 3 de julho de 2018

Objectivo cumprido - Mestre Atirador



O objetivo para esta época não era nem podia ser o da luta pelo título de campeão nacional nas springers internacional 16j.
Ainda muito me falta aprender, seja a nível de perceção das condições atmosféricas, aperfeiçoamento técnico e metodos de treino, ergonomia da arma e claro, evolução em equipamento, mira telescópica de topo, casaco e mais uma série de coisas mas principalmente estas duas.
Para já se não fiz melhor não foi por culpa do equipamento que tenho ou até do que não tenho, o que tenho ainda continua a ser melhor que eu, é certo que exceptuando a arma, o resto não se pode considerar de topo embora não seja também do mais básico, certo é que penso que tenho feito a minha parte com o que tenho e isto a meu ver é a parte mais importante caso contrário ficava em todas as provas atrás daqueles que têm melhor equipamento o que esta época até ver nunca aconteceu, houve sempre alguém com equipamento completo e de topo a ficar atrás de mim ainda que com mais experiência.

Ao lerem o que acabei de escrever podem achar que me falta alguma modéstia, não, não falta, tenho consciência das minhas limitações e ainda que possa ter ficado em algumas provas à frente de alguns atiradores com mais experiência e mais bem equipados, no final a classificação no campeonato  irá refletir o real valor de cada um, o que acabei de escrever é a realidade e é  a minha cenoura para continuar.

Este post até pode parecer um balanço de época com a época ainda em curso. Sim e não, sim porque estão decorridos 4/5 do campeonato e o objetivo está cumprido e não porque na última prova pode acontecer alguma coisa de muito bom ou muito mau mas não será uma ou outra coisa que me vão fazer alterar a minha opinião.

Estou na minha segunda época e Portugal tem vários Atiradores de nível mundial  com experiência, técnica, conhecimentos e equipamento, têm tudo aquilo que ainda me falta e que nem sei se algum dia virei a ter.
No início desta segunda época de campeonato a competição é comigo mesmo, o objetivo é ou era em primeiro lugar divertir-me a fazer uma coisa que me dá um enorme prazer e ao mesmo tempo ganhar mais bagagem mas desde o fim da época passada que disse a mim mesmo que com treino e dedicação talvez fosse possível chegar a Mestre Atirador o que acabou por acontecer na quarta prova do campeonato em Reveles. Claro que para muitos que lá andam a atirar para os lugares cimeiros isto não é nada de mais embora não acredite que não tenha sido relevante para eles o momento em que alcançaram esta insígnia.

A época ainda não terminou mas já tenho objetivo para a próxima, fazer um pódio, se o fizer não será a primeira vez mas a vez que o consegui ainda hoje não sei como foi possível, hoje acho que simplesmente aconteceu porque possívelmente os Prós tiveram um dia mau e desta forma o segundo lugar por e simplesmente aconteceu mas para o ano quero pensar que o vou conseguir porque evolui e que o consegui fruto da minha evolução.

O certo é que este objetivo já tá.
Venham mais balázios e cada vez melhores para mim e para vocês que têm pachorra para ler esta espécie de diário da vida de um atirador.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Atirador VS Qualidade do material

Antes de mais devo desde já dizer que com material melhor, leia-se, arma, mira telescópica e munição de boa qualidade se conseguem melhores resultados do que com material de qualidade inferior, esta parece-me ser uma verdade de La Palisse.
Penso que também ninguém ficará espantado se disser que um atirador experiente terá sempre melhores resultados que um atirador inexperiente ainda que atire com material inferior ao atirador inexperiente.
Não fiquem a pensar que vão ler um testamento com coisas que já todos sabem, o que vão ler a seguir são coisas do conhecimento geral mas que no terreno não é bem o que se constata.
Obviamente que todos nós quando começamos uma atividade desportiva temos a ânsia de conseguir que os resultados apareçam o mais rápido possível, sonhamos com o dia em que estamos a discutir o lugar mais alto do pódio com o nosso ídolo.
Ao olhar para o nosso ídolo a primeira coisa que nos salta à vista é o equipamento de topo, casaco, arma, mira e toda a parafernália de acessórios que se junta a estas duas, a ajudar a isto as marcas fazem o seu papel, muitas vezes patrocinam das mais variadas formas esses atletas de topo, sabem que o material que eles usam leva muita gente a gastar os cobres para pelo menos se parecerem com eles.
Agora a questão é a seguinte. Será que o atirador menos experiente sabe retirar do equipamento tudo o que este tem para dar?
Eu não sou e nem sei se algum dia serei atirador de topo, não sou experiente nem sei se algum dia serei, não tenho material de topo nem sei se algum dia terei.
Dito isto, gosto de pensar ainda assim que atiro com material melhor que eu, como tal penso que quando o chumbo bate na silhueta ao invés de bater no Kill Zone ou Hit como lhe queiram chamar, a culpa não é do material mas sim de quem está atrás dele.
Desde que pratico FT tenho a sorte de ter podido falar e ouvir dicas de alguns dos melhores atiradores do mundo, obviamente que têm segredos que não contam mas por vezes ainda me dão dicas que me deixam danado por nunca ter pensado nelas, coisas básicas e simples. Com isto quero que percebam desde já que não estou aqui a descarregar Latim como se me achasse uma autoridade no assunto, com esta conversa toda pretendo apenas dizer a quem se está a iniciar no tiro ou em qualquer outra modalidade desportiva, que não tenho a certeza absoluta que começar com material muito caro seja sinónimo de sucesso imediato, há muita coisa para aprender até que se consiga tirar partido de um equipamento de topo.
Se por um lado pode ser desmotivante começar com equipamento de baixa qualidade podendo mesmo levar a que o atleta acabe por desistir da modalidade que gosta, também não posso dizer que usar material de topo seja garantia da continuidade e da glória, também o facto de se possuir o que há de melhor e não conseguir resultados idênticos aos melhores pode levar a uma certa frustração levando também ao abandono da modalidade.
Pessoalmente não posso dizer que tenha consciência de todas as minhas debilidades simplesmente porque não sei ainda o suficiente, caso contrário já as teria corrigido, uma coisa é certa, tenho ainda muitas e um longo caminho de conhecimento a percorrer o que me leva à conclusão que neste momento a minha margem de progressão será mais rápida, quanto mais rápido for a aquisição de conhecimento, é certo que também não tenho orçamento para estourar mas esta também não deixa de ser para já a minha forte convicção.
Não pensem que nas provas em que participo não olho babado para o material dos prós mas a minha consciência não deixa de me segredar ao ouvido que um atirador de topo consegue melhores resultados com o meu equipamento do que eu com o dele, fruto da bagagem de experiência e de conhecimentos que ele tem e que me falta a mim.
Não têm sido poucas as vezes e modéstia à parte até já comigo aconteceu, conseguir em algumas provas melhores resultados do que outros atiradores com melhor equipamento, ainda assim sei que só é possível devido ao muito treino e à incessante busca por aprender sempre mais e mais, infelizmente não consegui ainda ter oportunidade de conhecer a fundo a Falcon como espero vir a conhecer, bem como fazer algumas experiências que acredito que me façam subir mais alguns degraus.
Aqueles que seguem o blogue há algum tempo sabem perfeitamente que aqui vou escrevendo sobre o que vou aprendendo, coisas até que se eu voltar a ler daqui a alguns anos me farão rebolar de riso. Porquê? Porque algumas estarão erradas ou apenas parcialmente erradas, talvez este meu conceito seja um deles, neste momento o que vou constatando em todas, sim todas as provas, é que os lugares na tabela classificativa não estão ordenados em função do que se gasta em material de tiro, neste momento acredito piamente que no final do campeonato ganha aquele que obviamente tem um bom equipamento mas que a isto junta muito conhecimento e muito treino e quando falo em treino não me refiro apenas a gastar chumbo, refiro-me ao treino com método, com análise do que está certo e errado, treino físico, treino psicológico, treino em locais diferentes e em diferentes condições de luz, temperatura, humidade, inclinação e por aí fora.
Atirem, divirtam-se mas não comecem logo com uma réplica do equipamento do campeão do mundo sob pena de serem admirados pelo que têm mas não pelo que conseguem fazer com aquilo tudo.
Bons balázios. 
 


terça-feira, 12 de junho de 2018

Walther LGV Spezial

Na tarde do último domingo passou-se mais uma tarde de volta de duas armas do mesmo freguês, uma HW97k para colocar um kit de guias de mola e reduzir um pouco a potência e a que realmente me deu mais prazer, a Walter LGV Spezial, senhora já de meia idade, apesar de não necessitar de grandes cuidados, tenho sempre mais algúm carinho com as menos jovens.
Hoje público uma foto das entranhas da senhora porque ainda não tinha por aqui passado nenhuma.
Fica a foto.

domingo, 27 de maio de 2018

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Porque é que gosto tanto das springers

Afinal não sou o único maluco no mundo  que já atirou com PCPs mas prefere as springers.
Grande senhor do Airgun, aqui está um dos motivos pelo qual tanto gosto deste canal e por isso o sigo religiosamente.

https://youtu.be/3Z9gKdaZISY

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Feinwerkbau 300s 8 Joules Parte ll

Depois do teste a 12J pretendo agora perceber se o aumento de potência afeta ou não a acurácia desta senhora de 43 anos.
No post anterior foram feitos grupos a 35 metros com vento muito ligeiro, no passado sábado o dia estava praticamente sem vento e com os mesmos atiradores mas desta vez não atirámos apenas a 35m e com o JSB Express, como a potência desceu 50% resolvi atirar também com o JSB RS, o preferido da Fein.  no seu estado original (8J), como os grupos a 35m correram bem decidi fazer também uns a 50m onde fica demonstrado que grupos de 25 milímetros a esta distância não é para todas, claro que a ausência de vento também contribuiu bastante ainda assim arrisco dizer que não são todas as PCPs que fazem isto, para ajudar à festa devo dizer também que tanto eu como o Marcos não somos propriamente snipers de elite ou seja, a Dona Fein. nas mãos de melhores atiradores os resultados evidentemente que seriam melhores.
A conclusão penso que não deixa a mínima margem para dúvidas ao comparar estes alvos com os do post anterior, a Feinwrkbau 300s é uma arma que impressiona pela extrema precisão mas tal como qualquer springer, quanto mais potência pior ou no caso concreto, melhorou ao perder potência, como queiram, o certo é que deitou por terra a teoria de que não perde precisão com potências até 12J, tudo bem que foram apenas 4J mas 4J nesta arma representa um acrescimo de 50%.
Outra coisa tenho de dizer é que esta arma não é propriamente leve o que me deixa de consciência tranquila quando há uns tempos fiz um teste a uma Diana 54 Air King e que me deixou desapontado com os resultados obtidos com uma Diana que tem um sistema recoiless similar e com fama de ser uma magnum precisa.  
São Sprigers como esta Feinewerkbau que me fazem ter o fraquinho que tenho por esta classe de armas, claro que nos países onde se pode caçar com ar comprimido é uma tentação ter uma magnum mas eu por cá prefiro as armas o mais preciso possível e se forem Springers tanto melhor.
Mas deixêmo-nos de conversa e embor lá ver os balázios.

JSB Express a 35 metros


JSB RS a 35 metros


JSB RS a 50 metros









quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Feinwerkbau 300s 12 Joules Parte l

Há muito tempo que andava com a curiosidade de ver o que vale a Fein. com um pouco mais de power, depois de umas pesquisas e de falar com pessoal entendido vim a saber que 12j é o limite de potência em que a arma não perde precisão nem danifica componentes.
Pus mãos à obra e lá meti a Fein. com os tais 12j. A primeira impressão não foi agradável visto estar habituado a uma alavanca que necessitava de pouco esforço para armar e com o acréscimo de 4j o esforço passou para o dobro, a pancada no fundo da câmara também passou a ser um pouco violenta, não penso deixar a arma assim por muito tempo, brevemente vai voltar para a potência original.
Feita a alteração nem foi preciso experimentar muitos chumbos, os JSB Express 4.52 agruparam logo bem a 18m depois foi só experimentar também os JSB RS com os quais também atirou muito bem.
Para este teste juntei a HW50 para ter um termo de comparação ao atirar com o mesmo chumbo aos mesmos 35m e desta forma satisfazer mais uma curiosidade ao comparando-as.
A 50 não estava ao seu melhor porque durante a semana quis melhora-la um pouco com um piston guiado, o problema é que ela não gostou e não vou agora esmiuçar o porquê, como tal tive de voltar à primeira fórmula e fazer o relube que ainda não tinha acamado quando fiz este teste.
Muitos até poderão dizer e bem que é uma comparação estúpida por serem armas que nada têm a ver uma com a outra, uma é cano fixo a outra não, uma tem sistema recoiless a outra não, uma pesa sem mira 4.2kg a outra menos 1.1kg.
Ok, são armas incomparáveis, vamos agora ver se fazem resultados muito diferentes.
Como disse anteriormente os alvos foram colocados a 35m e em ambos os casos os tiros foram feitos com a ajuda de miras telescópicas da mesma marca e com a mesma magnitude de 12X por ser o máximo que a Hawke Vantage 4-12X40 AO permite, na HW50 estava montada a que normalmente está, uma também Hawke Varmint 6-24X44 SF.
Para concluir quero dizer que não gosto de comparar armas com uma pessoa apenas a dispara-las, principalmente porque como tenho dito algumas vezes, a HW50 é de longe a minha arma preferida o que podia levar a aplicar-me mais com ela, por isso e porque é sempre melhor atirar na companhia de amigos, contei mais uma vez com a preciosa ajuda do Marcos.
Decidimos atirar sempre ao centro do alvo embora nenhuma estivesse perfeitamente zerada para a distância do alvo nem exatamente zerada em deriva mas como para o caso o que contava era o tamanho dos grupos decidi para agilizar a coisa zerar melhor a 50 depois do teste e esquecer o zero da Fein. uma vez que não vai ficar com esta configuração de mola. Atiramos ao centro sem qualquer tipo de preocupação com o vento e assim tentar perceber também até que ponto a diferença de potência poderia sofrer a influência do vento, nos alvos optei por medir o tamanho total do grupo desde a periferia dos tiros mais afastados e medir também a concentração do grupo excluindo os flyers por ser esta a medida que realmente importa para avaliar estas duas armas.
Vamos lá às fotos então para despachar isto, as conclusões ficam para os leitores tirarem e dizerem-me se quiserem o que acham.

Primeiros testes para escolher chumbo

Os atiradores


Os resultados






A HW50 à esquerda e a Fein. à direita