terça-feira, 3 de julho de 2018

Objectivo cumprido - Mestre Atirador



O objetivo para esta época não era nem podia ser o da luta pelo título de campeão nacional nas springers internacional 16j.
Ainda muito me falta aprender, seja a nível de perceção das condições atmosféricas, aperfeiçoamento técnico e metodos de treino, ergonomia da arma e claro, evolução em equipamento, mira telescópica de topo, casaco e mais uma série de coisas mas principalmente estas duas.
Para já se não fiz melhor não foi por culpa do equipamento que tenho ou até do que não tenho, o que tenho ainda continua a ser melhor que eu, é certo que exceptuando a arma, o resto não se pode considerar de topo embora não seja também do mais básico, certo é que penso que tenho feito a minha parte com o que tenho e isto a meu ver é a parte mais importante caso contrário ficava em todas as provas atrás daqueles que têm melhor equipamento o que esta época até ver nunca aconteceu, houve sempre alguém com equipamento completo e de topo a ficar atrás de mim ainda que com mais experiência.

Ao lerem o que acabei de escrever podem achar que me falta alguma modéstia, não, não falta, tenho consciência das minhas limitações e ainda que possa ter ficado em algumas provas à frente de alguns atiradores com mais experiência e mais bem equipados, no final a classificação no campeonato  irá refletir o real valor de cada um, o que acabei de escrever é a realidade e é  a minha cenoura para continuar.

Este post até pode parecer um balanço de época com a época ainda em curso. Sim e não, sim porque estão decorridos 4/5 do campeonato e o objetivo está cumprido e não porque na última prova pode acontecer alguma coisa de muito bom ou muito mau mas não será uma ou outra coisa que me vão fazer alterar a minha opinião.

Estou na minha segunda época e Portugal tem vários Atiradores de nível mundial  com experiência, técnica, conhecimentos e equipamento, têm tudo aquilo que ainda me falta e que nem sei se algum dia virei a ter.
No início desta segunda época de campeonato a competição é comigo mesmo, o objetivo é ou era em primeiro lugar divertir-me a fazer uma coisa que me dá um enorme prazer e ao mesmo tempo ganhar mais bagagem mas desde o fim da época passada que disse a mim mesmo que com treino e dedicação talvez fosse possível chegar a Mestre Atirador o que acabou por acontecer na quarta prova do campeonato em Reveles. Claro que para muitos que lá andam a atirar para os lugares cimeiros isto não é nada de mais embora não acredite que não tenha sido relevante para eles o momento em que alcançaram esta insígnia.

A época ainda não terminou mas já tenho objetivo para a próxima, fazer um pódio, se o fizer não será a primeira vez mas a vez que o consegui ainda hoje não sei como foi possível, hoje acho que simplesmente aconteceu porque possívelmente os Prós tiveram um dia mau e desta forma o segundo lugar por e simplesmente aconteceu mas para o ano quero pensar que o vou conseguir porque evolui e que o consegui fruto da minha evolução.

O certo é que este objetivo já tá.
Venham mais balázios e cada vez melhores para mim e para vocês que têm pachorra para ler esta espécie de diário da vida de um atirador.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Atirador VS Qualidade do material

Antes de mais devo desde já dizer que com material melhor, leia-se, arma, mira telescópica e munição de boa qualidade se conseguem melhores resultados do que com material de qualidade inferior, esta parece-me ser uma verdade de La Palisse.
Penso que também ninguém ficará espantado se disser que um atirador experiente terá sempre melhores resultados que um atirador inexperiente ainda que atire com material inferior ao atirador inexperiente.
Não fiquem a pensar que vão ler um testamento com coisas que já todos sabem, o que vão ler a seguir são coisas do conhecimento geral mas que no terreno não é bem o que se constata.
Obviamente que todos nós quando começamos uma atividade desportiva temos a ânsia de conseguir que os resultados apareçam o mais rápido possível, sonhamos com o dia em que estamos a discutir o lugar mais alto do pódio com o nosso ídolo.
Ao olhar para o nosso ídolo a primeira coisa que nos salta à vista é o equipamento de topo, casaco, arma, mira e toda a parafernália de acessórios que se junta a estas duas, a ajudar a isto as marcas fazem o seu papel, muitas vezes patrocinam das mais variadas formas esses atletas de topo, sabem que o material que eles usam leva muita gente a gastar os cobres para pelo menos se parecerem com eles.
Agora a questão é a seguinte. Será que o atirador menos experiente sabe retirar do equipamento tudo o que este tem para dar?
Eu não sou e nem sei se algum dia serei atirador de topo, não sou experiente nem sei se algum dia serei, não tenho material de topo nem sei se algum dia terei.
Dito isto, gosto de pensar ainda assim que atiro com material melhor que eu, como tal penso que quando o chumbo bate na silhueta ao invés de bater no Kill Zone ou Hit como lhe queiram chamar, a culpa não é do material mas sim de quem está atrás dele.
Desde que pratico FT tenho a sorte de ter podido falar e ouvir dicas de alguns dos melhores atiradores do mundo, obviamente que têm segredos que não contam mas por vezes ainda me dão dicas que me deixam danado por nunca ter pensado nelas, coisas básicas e simples. Com isto quero que percebam desde já que não estou aqui a descarregar Latim como se me achasse uma autoridade no assunto, com esta conversa toda pretendo apenas dizer a quem se está a iniciar no tiro ou em qualquer outra modalidade desportiva, que não tenho a certeza absoluta que começar com material muito caro seja sinónimo de sucesso imediato, há muita coisa para aprender até que se consiga tirar partido de um equipamento de topo.
Se por um lado pode ser desmotivante começar com equipamento de baixa qualidade podendo mesmo levar a que o atleta acabe por desistir da modalidade que gosta, também não posso dizer que usar material de topo seja garantia da continuidade e da glória, também o facto de se possuir o que há de melhor e não conseguir resultados idênticos aos melhores pode levar a uma certa frustração levando também ao abandono da modalidade.
Pessoalmente não posso dizer que tenha consciência de todas as minhas debilidades simplesmente porque não sei ainda o suficiente, caso contrário já as teria corrigido, uma coisa é certa, tenho ainda muitas e um longo caminho de conhecimento a percorrer o que me leva à conclusão que neste momento a minha margem de progressão será mais rápida, quanto mais rápido for a aquisição de conhecimento, é certo que também não tenho orçamento para estourar mas esta também não deixa de ser para já a minha forte convicção.
Não pensem que nas provas em que participo não olho babado para o material dos prós mas a minha consciência não deixa de me segredar ao ouvido que um atirador de topo consegue melhores resultados com o meu equipamento do que eu com o dele, fruto da bagagem de experiência e de conhecimentos que ele tem e que me falta a mim.
Não têm sido poucas as vezes e modéstia à parte até já comigo aconteceu, conseguir em algumas provas melhores resultados do que outros atiradores com melhor equipamento, ainda assim sei que só é possível devido ao muito treino e à incessante busca por aprender sempre mais e mais, infelizmente não consegui ainda ter oportunidade de conhecer a fundo a Falcon como espero vir a conhecer, bem como fazer algumas experiências que acredito que me façam subir mais alguns degraus.
Aqueles que seguem o blogue há algum tempo sabem perfeitamente que aqui vou escrevendo sobre o que vou aprendendo, coisas até que se eu voltar a ler daqui a alguns anos me farão rebolar de riso. Porquê? Porque algumas estarão erradas ou apenas parcialmente erradas, talvez este meu conceito seja um deles, neste momento o que vou constatando em todas, sim todas as provas, é que os lugares na tabela classificativa não estão ordenados em função do que se gasta em material de tiro, neste momento acredito piamente que no final do campeonato ganha aquele que obviamente tem um bom equipamento mas que a isto junta muito conhecimento e muito treino e quando falo em treino não me refiro apenas a gastar chumbo, refiro-me ao treino com método, com análise do que está certo e errado, treino físico, treino psicológico, treino em locais diferentes e em diferentes condições de luz, temperatura, humidade, inclinação e por aí fora.
Atirem, divirtam-se mas não comecem logo com uma réplica do equipamento do campeão do mundo sob pena de serem admirados pelo que têm mas não pelo que conseguem fazer com aquilo tudo.
Bons balázios. 
 


terça-feira, 12 de junho de 2018

Walther LGV Spezial

Na tarde do último domingo passou-se mais uma tarde de volta de duas armas do mesmo freguês, uma HW97k para colocar um kit de guias de mola e reduzir um pouco a potência e a que realmente me deu mais prazer, a Walter LGV Spezial, senhora já de meia idade, apesar de não necessitar de grandes cuidados, tenho sempre mais algúm carinho com as menos jovens.
Hoje público uma foto das entranhas da senhora porque ainda não tinha por aqui passado nenhuma.
Fica a foto.

domingo, 27 de maio de 2018

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Porque é que gosto tanto das springers

Afinal não sou o único maluco no mundo  que já atirou com PCPs mas prefere as springers.
Grande senhor do Airgun, aqui está um dos motivos pelo qual tanto gosto deste canal e por isso o sigo religiosamente.

https://youtu.be/3Z9gKdaZISY

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Feinwerkbau 300s 8 Joules Parte ll

Depois do teste a 12J pretendo agora perceber se o aumento de potência afeta ou não a acurácia desta senhora de 43 anos.
No post anterior foram feitos grupos a 35 metros com vento muito ligeiro, no passado sábado o dia estava praticamente sem vento e com os mesmos atiradores mas desta vez não atirámos apenas a 35m e com o JSB Express, como a potência desceu 50% resolvi atirar também com o JSB RS, o preferido da Fein.  no seu estado original (8J), como os grupos a 35m correram bem decidi fazer também uns a 50m onde fica demonstrado que grupos de 25 milímetros a esta distância não é para todas, claro que a ausência de vento também contribuiu bastante ainda assim arrisco dizer que não são todas as PCPs que fazem isto, para ajudar à festa devo dizer também que tanto eu como o Marcos não somos propriamente snipers de elite ou seja, a Dona Fein. nas mãos de melhores atiradores os resultados evidentemente que seriam melhores.
A conclusão penso que não deixa a mínima margem para dúvidas ao comparar estes alvos com os do post anterior, a Feinwrkbau 300s é uma arma que impressiona pela extrema precisão mas tal como qualquer springer, quanto mais potência pior ou no caso concreto, melhorou ao perder potência, como queiram, o certo é que deitou por terra a teoria de que não perde precisão com potências até 12J, tudo bem que foram apenas 4J mas 4J nesta arma representa um acrescimo de 50%.
Outra coisa tenho de dizer é que esta arma não é propriamente leve o que me deixa de consciência tranquila quando há uns tempos fiz um teste a uma Diana 54 Air King e que me deixou desapontado com os resultados obtidos com uma Diana que tem um sistema recoiless similar e com fama de ser uma magnum precisa.  
São Sprigers como esta Feinewerkbau que me fazem ter o fraquinho que tenho por esta classe de armas, claro que nos países onde se pode caçar com ar comprimido é uma tentação ter uma magnum mas eu por cá prefiro as armas o mais preciso possível e se forem Springers tanto melhor.
Mas deixêmo-nos de conversa e embor lá ver os balázios.

JSB Express a 35 metros


JSB RS a 35 metros


JSB RS a 50 metros









quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Feinwerkbau 300s 12 Joules Parte l

Há muito tempo que andava com a curiosidade de ver o que vale a Fein. com um pouco mais de power, depois de umas pesquisas e de falar com pessoal entendido vim a saber que 12j é o limite de potência em que a arma não perde precisão nem danifica componentes.
Pus mãos à obra e lá meti a Fein. com os tais 12j. A primeira impressão não foi agradável visto estar habituado a uma alavanca que necessitava de pouco esforço para armar e com o acréscimo de 4j o esforço passou para o dobro, a pancada no fundo da câmara também passou a ser um pouco violenta, não penso deixar a arma assim por muito tempo, brevemente vai voltar para a potência original.
Feita a alteração nem foi preciso experimentar muitos chumbos, os JSB Express 4.52 agruparam logo bem a 18m depois foi só experimentar também os JSB RS com os quais também atirou muito bem.
Para este teste juntei a HW50 para ter um termo de comparação ao atirar com o mesmo chumbo aos mesmos 35m e desta forma satisfazer mais uma curiosidade ao comparando-as.
A 50 não estava ao seu melhor porque durante a semana quis melhora-la um pouco com um piston guiado, o problema é que ela não gostou e não vou agora esmiuçar o porquê, como tal tive de voltar à primeira fórmula e fazer o relube que ainda não tinha acamado quando fiz este teste.
Muitos até poderão dizer e bem que é uma comparação estúpida por serem armas que nada têm a ver uma com a outra, uma é cano fixo a outra não, uma tem sistema recoiless a outra não, uma pesa sem mira 4.2kg a outra menos 1.1kg.
Ok, são armas incomparáveis, vamos agora ver se fazem resultados muito diferentes.
Como disse anteriormente os alvos foram colocados a 35m e em ambos os casos os tiros foram feitos com a ajuda de miras telescópicas da mesma marca e com a mesma magnitude de 12X por ser o máximo que a Hawke Vantage 4-12X40 AO permite, na HW50 estava montada a que normalmente está, uma também Hawke Varmint 6-24X44 SF.
Para concluir quero dizer que não gosto de comparar armas com uma pessoa apenas a dispara-las, principalmente porque como tenho dito algumas vezes, a HW50 é de longe a minha arma preferida o que podia levar a aplicar-me mais com ela, por isso e porque é sempre melhor atirar na companhia de amigos, contei mais uma vez com a preciosa ajuda do Marcos.
Decidimos atirar sempre ao centro do alvo embora nenhuma estivesse perfeitamente zerada para a distância do alvo nem exatamente zerada em deriva mas como para o caso o que contava era o tamanho dos grupos decidi para agilizar a coisa zerar melhor a 50 depois do teste e esquecer o zero da Fein. uma vez que não vai ficar com esta configuração de mola. Atiramos ao centro sem qualquer tipo de preocupação com o vento e assim tentar perceber também até que ponto a diferença de potência poderia sofrer a influência do vento, nos alvos optei por medir o tamanho total do grupo desde a periferia dos tiros mais afastados e medir também a concentração do grupo excluindo os flyers por ser esta a medida que realmente importa para avaliar estas duas armas.
Vamos lá às fotos então para despachar isto, as conclusões ficam para os leitores tirarem e dizerem-me se quiserem o que acham.

Primeiros testes para escolher chumbo

Os atiradores


Os resultados






A HW50 à esquerda e a Fein. à direita

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Extreme Bench Rest Tuga

Já há algúm tempo que andava para fazer este ensaio mas ainda não tinha tido espaço, tempo, outras armas para comparar, outros calibres e um dia de muito pouco vento. Neste lindo dia de sol quase sem vento e com uma amena temperatura de 20°C foram usadas três armas, duas de cano fixo e uma de cano articulado, no cano fixo uma Weihrauch HW 97k em 5.5 e uma Gamo CFR IGT 4.5, no cano articulado uma Weihrauch HW50s 4.5.
Não quis ser apenas eu a atirar o que podia de alguma forma inquinar os resultados em função do meu estado de espírito e preferência por determinada arma, por isso nada como outro amigo para dar uma  ajudinha e assim adicionar mais credibilidade ao teste.
Se 50m já é uma distância bastante grande para uma carabina de ar comprimido 100m é um exagero mas é um exagero que realça e põe a nu muitas dúvidas e responde a algumas questões que nem sempre estão nem clarificadas na cabeça das pessoas onde eu me incluo
.
O cano fixo é sempre mais preciso que o articulado?

O chumbo 5.5 desvia sempre menos do que 4.5 com a influência do vento?

A magnitude da mira telescópica será decisiva para o sucesso do tiro?

Este teste penso que vai surpreender muita gente e se a uns vai esclarecer dúvidas, a outros irá certamente acentua-las, a mim cocretamente não me surpreendeu porque não tinha antes do teste resposta para a perguntas e por isso as procurei.
Obviamente que não é este teste realizado apenas uma vez que vai dar certezas absolutas mas para quem pensava tal como o Marcos, meu amigo e companheiro de teste que o cano fixo é sempre mais preciso que o cano articulado ou para mim que pensava que o calibre 5.5 por transportar mais energia resiste melhor ao vento, fica pelo menos a certeza de que não é bem assim ou, nem sempre será assim.

Curioso também foi perceber que pequenas diferenças de magnitude nos aparelhos de pontaria não são determinantes para o sucesso do tiro e por falar em magnitudes que o que mais me espantou foi que com 50X também significa que se veja melhor do que com 24X. Não não estou a falar de 50X baratos e 24X caros e com muita qualidade, estou a falar de uma big Nikko com 50 aumentos e de uma Hawke de 24X que custa um pouco menos de um terço da japonesa. Não sei se foi do ângulo do Sol ou por uma outra razão qualquer mas o facto que não foi constatado apenas por mim é que a 100m com a big Nikko com lente de 60mm e zoom no máximo não foi passível a três pessoas ver os pontos de impacto numa superfície branca e a Hawke Varmint com metade da magnitude e com lente de 44mm permitiu ver perfeitamente os furos, esta foi sem dúvida a minha grande surpresa do dia (é como diz o outro, estamos sempre a aprender).
Passemos então às habituais fotos e espero que gostem, espero também que não fiquem com água na boca é que realmente foi um belo dia de balázios.


As armas


Um atirador


Atirador com assistencia, lol


Outro atirador


O gajo a aplicar-se


A equipa depois de muito esforço


Continuávamos a restabelecer as energias 


As energias quase prontas a entrar nos atiradores


Finalmente os grupos que aconteceram antes da reposição das energias


Gamo CRF IGT 4,5 18j, 10 tiros (apenas aparecem 6 os outros eram demasiado timidos)
Chumbo JSB Cometa Exact 4,52 0.547g/8.44gr
Mira Hawke 3-9X50 AO atirou com 9X
A tirador A
Grupo 34 cm


Gamo CRF IGT 4,5
Atirador B
Grupo 36 cm


Weihrauch HW50s 4,5 15j, 10 tiros
Chumbo JSB Cometa Express 4,52 0.510g/7.87gr
Mira Hawke Varmint 6-24X44 SF atirou com 6X
Atirador A
Grupo 27 cm


Weihrauch HW50s 4,5
Atirador B
Grupo 14 cm
(Não sei se contei mal os chumbos ou se mandei um balázio prás couves, acho que deve ter sido mais a segunda hipótese)


Weihrauch HW97 k 5,5 21j, 10 tiros
Chumbo JSB Exact Jumbo 5,52 1.030g/15.89gr
Mira Leapers 4-16X40 AO atirou com 12X
Atirador A
Grupo 17 cm


Weihrauch HW97 k 5,5
Atirador B
Grupo 22 cm

domingo, 22 de outubro de 2017

Desconstrução de um mito

É muito vulgar ouvir alguns amigos dizer que querem meter uma mola mais forte na pressão de ar para aumentar a potência desta.
Hoje vou tentar desmistificar esta teoria errada em que muitos caem e que ao meterem a tal mola mais comprida mais não fazem que estar precisamente a reduzir a potência da sua arma. A única coisa que uma arma ganha com uma mola mais forte é imprecisão devido ao maior recuo e uma necessidade de maior esforço para a armar o que acaba por levar muita gente a pensar que ganhou potência mas que na verdade está apenas a fazer um esforço suplementar para uma potência inferior.

Não vou colocar fotos da arma aberta porque não iria mostrar nada de relevante, vou apenas mostrar fotos do cronógrafo a medir os tiros de cada vez que cortava uma volta na mola, sendo que a primeira foto é com a mola conforme chegou ou seja, antes de qualquer corte.
A mola neste caso concreto é uma Titan XS n° 1, a indicada segundo a marca para a Weihrauch HW 50, mola que no comprimento vem com mais 2 coils que a mola de origem de 16j. Obviamente que a diferença não está apenas no maior comprimento da Titan, as características do aço, a tempra e a secção do filamento também não são as mesmas mas a Titan n°1 conforme vem é certamente o tipo de mola que levaria muitos a julgar que faria a sua arma ficar mais potente.


1° leitura da velocidade do tiro antes de qualquer corte da mola

2° leitura da velocidade após corte de uma volta da mola

3° leitura após corte de uma segunda volta

4° leitura após corte de uma terceira volta

5° leitura após corte de uma quarta volta

6° leitura após corte de uma quinta volta

7° leitura da velocidade final após colocação da guia de mola vulgarmente conhecida por top hat.

Foto de todos os pedaços de mola cortados, sendo o mais à esquerda o primeiro é o mais à direita o último.

Talvez não seja esta a velocidade ideal para a arma em questão, a mais alta não é nem era também o que se pretendia, o que se pretende neste momento com este post é demonstrar que uma mola mais comprida em que se aplica mais força para bascular o cano não é decididamente sinónimo de mais potência, é isso sim sinónimo na maior parte dos casos de uma arma menos potente, mais difícil de bascular e menos precisa, apenas isso.
Espero que com este post tenha ficado demonstrado a quem o ler e que esteja a pensar meter uma mola mais forte, que pense sim duas vezes antes de o fazer.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Terminou a época

Está oficialmente terminada a época de FT, por este ano estão terminadas as provas e os opens, como tal chegou a altura de fazer o balanço deste primeiro ano.
O campeonato começou com duas provas bastante longe que obrigavam a uma longa viagem ao Minho, viagem essa que teria sempre de se realizar no dia anterior e que para quem se está a iniciar na modalidade não traria na minha opinião qualquer vantagem classificativa para alguém que devido à sua condição de rookie não tem aspirações desta ordem, claro que gosto do convívio, claro que uma prova do campeonato é mais uma hipótese de aprendizagem mas que para mim e não só, ficaram fora de questão. Na terceira das cinco provas oficiais do campeonato estava com uma grave lesão que me impossibilitou de comparecer o que inviabilizou logo a possibilidade de eu fazer a maior parte das provas do campeonato e assim obter classificação como os outros atiradores ou seja, a classificação final correspondente às três melhores provas do campeonato, ora se eu fiz apenas duas, acabou.
Por estes motivos e não só, considero esta minha primeira época como negativa.
O balanço não é positivo também porque apesar de ter aprendido mais algumas coisas e de até ter feito um pódio que não estava mesmo nada à espera, tenho de reconhecer que não evolui quase nada na parte que mais queria evoluir, a compreensão do vento, o pódio aconteceu por ignorância minha, fiquei à frente de muita gente que sabe mais disto a dormir do que eu acordado, fiquei à frente de muita gente com mais técnica e mais conhecimentos que eu. Fiz um segundo lugar que não me ensinou nada a não ser que por vezes a ignorância também serve para descomplicar mas no fundo, apesar de uma excelente classificação numa única prova no primeiro ano não notei que tivesse evoluído onde devo evoluir, logo o balanço só pode ser negativo.

De agora até ao início do próximo campeonato vou passar a atirar muitas vezes com a arma apoiada no saco e com o bloco de notas ao lado, até pode ser que atire muita vez à mesma meia dúzia de distâncias mas vou ter de saber minimamente o que vai acontecer ao chumbo quando primir o gatilho, depois se as compensações são maiores ou menores fica para outras núpcias, uma coisa é certa, para evoluir como quero terei de começar pelo princípio e vou trocar de boa vontade um outro pódio por uma evolução no sentido que pretendo, se o conseguir espero vir aqui dizer o contrário daquilo que digo neste momento e espero vir dizer que foi uma época positiva em que aprendi o que queria aprender, posso obviamente não ter aprendido tudo mas vou ter de aprender muito mais do que este ano. Vou ter também de construir umas coisas básicas e vou ter de atirar com menos conversa e com mais olhos na cara, vou ter também de chatear mais aqueles que percebem do assunto com perguntas e mais perguntas. Vai provavelmente ser um trabalhinho menos divertido mas que vai mesmo ter de ser feito sob pena de nunca passar de daquilo que sou hoje como praticante. 

E pronto, por hoje é apenas isto.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Chumbos iguais de lotes diferentes





Os chumbos são todos JSB Exact de 8.44gr. Olho para eles e são iguais, para o caso não me interessa se têm melhor ou pior acabamento, se têm o peso mais ou menos uniforme, nada disso tive em conta nem sequer tentei saber, apenas abri as caixas, tirei o chumbo que meti no cano e pumba, no alvo. O que me interessa neste caso é perceber se chumbos de lotes diferentes agrupam de forma diferente.
Para tirar as duvidas usei duas armas que são da minha total confiança apesar do Exact não ser o preferido de nenhuma das duas. Não é o preferido da HW50 mas por norma com este chumbo agrupa melhor que desta vez, não me parece que os flyers tivessem sido culpa minha, o que me parece precisar de uma limpeza no cano, é que já há algum tempo que não é limpo, sei é que por norma agrupa melhor e pena mesmo foi o flyer com o Air Arms senão tinham entrado todos no mesmo furo, vá lá perceber-se.
Mas deixemos a 50 e vamos ao que interessa.
Para este teste usei a velhinha Feinwerkbau 300 e a Weihrauch 50 para fazer grupos de 5 tiros que penso ser suficiente, no caso da "Dona" Feinwerkbau parece que não se notou grande diferença, a arma é mais pesada, a mira também e para além do peso atirou com o dobro dos aumentos (24X), é também bem menos potente e como se não bastasse ainda tem o sistema recoiless, talvez por isso seja menos nervosa (sensível), a "menina" Weihrauch nota-se que é mais solta no momento do tiro, recua, salta e mostra que não é a melhor arma pra papel com os seus 15J daí a diferença nos agrupamentos.
Conclusões? 
Acho que não posso afirmar perentoriamente que chumbos da mesma marca e modelo mas de lotes diferentes agrupam de forma nitidamente diferente, pelo menos tomando este simples teste como exemplo que não é completo, gostava muito de ver em ambiente fechado se haverá diferenças maiores de trajetória na sua curva balística.
Ficam as habituais fotos para que cada um tire as suas conclusões, se é que se podem tirar conclusões.

                               A FWB 300s


A HW50S 

Estou a ver que tenho de testar mais a sério estes AA aqui na 50