domingo, 2 de agosto de 2020

HW50 Decada de 70

Aquela que para mim é a melhor pressão de ar do mundo tem uma estória com 70 anos, sim a Weihrauch HW50 fabrica-se há sensivelmente 70 anos.
Começaram a fabricar-se em 1950 depois da Alemanha ser novamente autorizada a fabricar armas mas apenas armas de ar comprimido e as primeiras nem cano estriado tinham porque a Alemanha podia construir armas de ar comprimido mas não com canos estriados, só em 1951 é que as poderam fabricar com um cano em condições ou seja, com estrias, a história de sucesso ainda hoje se mantem passados 70 anos a fabricar um dos modelos mais vendidos da marca.
Esta não tem 70 anos mas tem quase 50 e poderá perguntar-se, o que é que esta arma tem em comum com as jovens HW50 dos dias de hoje?
Para além do nome, tem o maravilhoso gatilho Record que basicamente é igual, ainda que com pequenas diferenças que não vou agora esmiuçar.
Ao primeiro olhar o que imediatamente nos salta à vista são duas coisas, a coronha totalmente old shcool lisa com a base do pistol grip arredondada, a outra é um entalhe lateral ao longo do fuste, o cano tem os mesmo 15mm de espessura mas ao contrário dos 39.5cm da atual, esta tem 46,5cm, aqui está grande parte da resposta para os seus mais 6cm de comprimento total face ao modelo atual, a massa de mira não possibilita a sua remoção e também não possibilita a troca de inserts, já o túnel é mais pequeno que os atuais e comuns em várias marcas alemãs, não só na Weihrauch como também na conhecidissima Diana, tanto nesta marca como nas Weihrauch de hoje, a massa de mira pode ser removida se assim se desejar, são muitas as armas alemãs que têm uma massa de mira que fixa ao cano através de um carril em tudo idêntico ao que permite fixar as miras telescópicas mas obviamente que bem mais pequeno, para além disto têm também no túnel uma porca recartilhada que permite aceder e fixar o correntemente chamado ponto de mira que no modelo atual poderá até ser escolhido um de entre os cinco inserts que a marca fornece na compra da arma, o desta mamã quarentona não tem nada disso, é todo em metal fixo ao cano com um simples e mais pequeno túnel que este sim, pode remover-se.
A alça de mira embora um pouco mais pequena que as atuais não tem tantas diferenças, também ela é fixa ao bloco do cano através de dois parafusos, um na sua extremidade anterior e o outro mais posterior no parafuso que permite regular a elevação, o seu formato em cunha faz com que o sistema de elevação atue como uma mola de lamina, tal e qual como as atuais, quanto aos tornilhos de ajuste, o de elevação tem uma escala numerada, já o de ajuste da deriva não tem qualquer tipo de escala tal como ainda hoje.
Na ação, o piston tem 23,9mm de diâmetro e 75mm de curso, transfer port 3mm, meno 0,5mm que as atuais, embora não imediatamente visível na foto mas vista mais de perto percebe-se imediatamente que para se chegar ao interior será preciso desenroscar o bloco traseiro onde se acomoda a unidade de gatilho ou seja, é exatamente igual ao que hoje em dia se pode encontrar nas HW77/97.
Até aqui, tivesse esta arma uma coronha mais moderna e ninguém diria que é uma quarentona, claro que a ferrugem é notória e levaria sempre a perceber que não estamos na presença de uma menina de colégio mas verdade seja dita, estou fartinho de ver armas com meia dúzia de anos e com ferrugem bem mais profunda e que quando removida deixa cicatrizes bem marcadas ao contrario desta que apesar de abundante é  apenas superficial.
Tal como nós, por muito jovens que possamos parecer, ninguém nos tira os anos que nos pesam nos ossos, também esta 50 assim que lhe olhamos para as entranhas instantaneamente nos salta à vista um guia de mola metálico e uma bucha em couro, que por acaso até está muito bem conservada embora cheia de óleo como seria de esperar, pois era embebendo o couro em óleo que se conseguia flexibilidade por forma a conseguir uma vedação perfeita ao tubo da ação, o que me leva a equacionar se a troco ou não por uma nova recorrendo a um sistema que me permita colocar uma de borracha com os 25mm da praxe, medida bastante comum nas pressões de ar desta idade.
Uma outra coisa também bem visível, assim que se retira a coronha e ao contrário das HW50 de há meia dúzia de anos é o braço de armar que não roça na parte de baixo da ação provocando o arrepiante ruido metálico e pior que tudo o desgaste do tubo da ação.
Penso que estão descritas as principais diferenças entre esta 50 de 1974/5 para as de hoje ano em que saiu mais um modelo da 50 que ao que sei apenas mudou o desenho do recartilhado da coronha.
Vamos então às habituais fotos.

Este é o aspeto de uma arma com 46 anos, não se pode dizer que tenha sido das mais bem tratadas mas de certeza que já todos vimos algumas bem mais recentes e com muito pior aspeto.








Abrir para dar uma vista de olhos e perceber como está por dentro para trocar o que for preciso.





Um polimento no piston é uma coisa que melhora sempre um pouco no funcionamento.

Abrir o gatilho para limpar todo o lubrificante seco dá uma ajuda a um melhor funcionamento.
Não tinha sujidade nenhuma...

Esta rosca estava moida pelo que foi preciso recorrer ao sistema atual com porca.


Depois de limpo ficou um "bocadinho" diferente.

Um polimento interno para ficar xpto.

Aqui estão as diferentes lixas que usei para polir as várias partes.


Et voilá.

Depois de limpinha e revista, uns tiritos da praxe as uns 15m numas latas para ver o que vale toda a "descomunal" potência desta arma.


Além da lata redonda, apenas fez isto na seguinte.

A velocidade média com que ficou com o JSB Exact 8.44gr.

Mira aberta a uns 15m +/-, não medi.

Espero que tenham gostado, subscrevam e dêem um like para ajudar o canal a crescer.
Ups, isto é só um blogue caraças, não é preciso nada dessas merdisses, no entanto espero que tenham gostado na mesma.


sexta-feira, 3 de julho de 2020

Mais um bricolage

Em primeiro lugar devo desde já dizer que a ideia de acrescentar a roda não é minha mas sim de um colega do FT, eu apenas pretendi fazer um pouco diferente tentando não estragar muito a roda original.
Desta vez não foi um bricolage total, a roda já estava feita mas era pequena, eu apenas me limitei a comprar uma vara de alumínio, desbastar de lado para ficar com a mesma largura do aro da roda, moldar e depois de mandar soldar, dar o acabamento nas soldaduras. O primeiro projeto não era tão simples e passava por preservar a roda por completo, iria acoplar um aro mais largo a toda a volta desta sem soldadura mas depois de construir a primeira peça em alumínio e meter um parafuso que iria fixar o aro à roda, percebi que a coisa ia ficar um bocadito pesada e abandonei a ideia.
Decidi então fazer um aro menor e mandar soldar o que deu simplicidade, robustez e leveza ao projeto, o contra era o risco de não ficar bem soldado ou derreterem a roda durante a soldadura.
Tal como pensava, as duas soldaduras ficaram com um monte de solda e lá derreteram um bocadito da roda que foi o mais grave já que o excesso de solda se pode tirar com alguma paciência.
No meio de tudo só posso dizer que até  nem cobraram muito pela javardisse. A partir daqui era comigo, cheghei a casa, arregacei as mangas e agarrei-me às limas de calado e depois às lixas e lá ficou uma coisa mais ou menos apresentável como se vai poder ver e penso eu, concordar.

Resultado final

Primeiro projeto que acabou por 
ir direto pró lixo


A roda depois de vir soldada
da serrelharia



Depois da paciencia do gajo
das limas e das lixas




Não acrescentou praticamente peso
e ficou com melhor aspeto


terça-feira, 23 de junho de 2020

Organização de prova do Campeonato Nacional

Conforme disse num dos últimos posts, em 2019 aconteceu muita coisa que acabou por não ser aqui registada, algumas até foram bastante importantes para mim por terem sido a minha primeira vez, uma delas e a mais importante foi a organização de uma prova do Campeonato Nacional de Field Target. Já tinha dado uma mãozinha na organização do mundial de Portugal, esta até foi mesmo a primeira vez que ajudei num evento da modalidade mas na altura nem licença federativa tinha ainda, como tal não atirei, só dei uma ajuda, depois já com licença de atleta, passei a ajudar em algumas provas organizadas pelo meu anterior clube mas acrescentar mais uma prova ao nosso curto calendário foi especial para mim.
Como primeira vez não podia ter corrido tudo na perfeição obviamente mas não estou nada arrependido, aprendi muita coisa, umas que apesar de terem corrido bem podem ser melhoradas e outras que por certo não se voltarão a repetir.
Ao dizer que nem tudo correu na perfeição não estou felizmente a referir-me à pista e à forma como decorreu a prova, essa até foi abençoada já que a chuva fez questão de fazer uma surpresa em pleno mês de junho, não fora este pequeno pormenor e a prova teria corrido quase na perfeição, o certo é que a chuva acabou por atrapalhar novidades que eu gostava de ver implementadas nas provas do nosso campeonato, tais como a participação de lojas de armas por forma a promover a modalidade junto deste setor,  o stand da Espingardaria Ideal Torrense que convidei para estar presente foi uma delas bem como a cerimónia do pódio mas não foi nem de perto nem de longe a chuva que mais me incomodou. Uma das coisas foi responsabilidade apenas minha e esta será seguramente das que terão de ser retificadas na próxima vez, falo da distância a que coloquei os alvos. Não queria para primeira vez uma prova demasiado difícil mas na minha opinião também escusava de ter um nível de dificuldade a baixo do standard para as provas nacionais ou seja, coloquei poucos alvos para lá dos 40/45 metros, durante a prova pensei muita vez que ira haver alguns empates com 49 ou até mesmo 50.
Depois da prova tive muita vontade de fazer este post mas também pensei muita vez se escreveria ou não tudo o que me apetece escrever. O que aqui escrevo é público e provavelmente este será um post que vai criar alguma fricção entre mim e as pessoas que deram o nome à organização da prova, como tal fui  protelando, como este espaço é meu, decidi que não poderia deixar passar um evento desta natureza sem aqui o registar, terei de escrever aqui tudo aquilo que me vai na alma e como as coisas de facto se passaram, não só o que de bom aconteceu mas também o que de menos bom segundo a minha perspetiva e desta forma continuar fiel a mim próprio e ao motivo que me levou a criar este espaço, para que em futuros eventos se voltarem a acontecer segundo as minhas diretrizes como foi o caso deste, certos erros não se voltem a repetir, acrescento até que farei questão de aqui vir reler e lembrar tudo por forma a melhorar o que correu bem e alterar como já disse, o que correu menos bem mas comecemos pelo principio.   
Em 2019 troquei o clube por quem atirava há dois anos, onde comecei a praticar este desporto e a quem devo muito do que hoje sei, o maior clube de FT em Portugal, (Clube de Tiro de Campo) aquele que mais atletas de FT tem em Portugal, deixei o CTC e associei-me a um clube da Margem Sul, (Casa do Povo de Corroios) não foi uma decisão fácil  mas quando temos projetos em mente temos de tomar opções, opções que por vezes não são fáceis de tomar, por outro lado, o facto de passar a ter um treinador de carabina ou melhor, pensar que poderia vir a ter um treinador também ajudou a tomar a decisão, não só iria ter a possibilidade de realizar projetos num outro clube, no que toca à evolução da modalidade mas também a possibilidade de eu próprio poder evoluir mais rapidamente enquanto atirador, pelo menos esta foi uma das coisas que me foram prometidas, um treinador de carabina mas até agora nada.
O Field Target é um desporto que desde que o comecei a praticar me tocou profundamente, é com muita pena que olho para a maioria das provas e vejo apenas cerca de 40 atiradores bem como um calendário tão curto e com tão poucas provas mas pronto, atiradores até há mais mas pouco mais, resta-me então fazer os possíveis por dar o meu contributo para que a modalidade cresça e possa no futuro ter alguma visibilidade num país onde o futebol parece ser o único desporto à face da terra, ou seja, é melhor arregaçar as mangas e fazer alguma coisa, ficar de braços cruzados a lamentar que somos poucos e temos um calendário de provas curto é que não leva a lado nenhum.
Devido à minha atividade profissional conheci o Júlio num cliente para o qual eu prestava serviços, conversa para aqui, conversa para ali, lá me disse que era treinador de carabina nas modalidades de 10 e 50m no clube para onde acabei por me mudar, mudança essa que se deu mais por proposta deste, nada de muita insistência é certo, apenas abriu a porta, como tal a mudança acabaria por dar um valente empurrão para a realização de alguns dos meus projetos, em primeiro lugar porque o Júlio como já disse era e é treinador de carabina, já tinha conhecimentos no tiro por estar no meio há bastante mais tempo que eu logo, deveria ter bastante mais experiência nestas andanças e desta forma ser uma mais valia como na realidade foi e me convenceu que seria.
Mudei de clube e o Júlio concorreu com uma prova para a Federação depois de eu lhe dizer que podia contar com a minha ajuda, ainda que eu tivesse continuado no CTC poderia na mesma contar comigo e com o que sei, não sendo muito, é suficiente para pôr o evento de pé.
Prova confirmada pela FPT levou o Júlio e bem a agendar uma reunião na e com a Câmara Municipal do Seixal onde estive presente para explicar o que é o FT e o que seria necessário que a Câmara Municipal do Seixal cedesse para a realização do evento, desde já o meu agradecimento particular à CMS que tal como eu esperava, cedeu tudo o que lhes foi solicitado, desde o espaço, passando pela limpeza do mato na zona da pista, até ao pódio, mesas, cadeiras, estacas para delimitação das áreas por onde o público podia circular e mais ainda se fosse solicitado, como tal, um grande obrigado à CMS sem a qual nada teria sido possível.
Na reunião, para além de mim como já disse, estiveram obviamente os responsáveis da Câmara pelos eventos desportivos, estiveram também presentes, o Júlio, o Presidente do clube da Casa do Povo de Corroios e o Presidente da Junta de Freguesia de Corroios, a todos um obrigado, não é que a prova não fosse do interesse de todos pelos motivos óbvios mas aqui no meu espaço cabe-me agradecer pela parte que me toca.
A prova como já disse, realizou-se em junho mas tudo começou para mim em fevereiro nesta reunião ao serão na Câmara Municipal do Seixal, reunião que terminou já de madrugada com tudo praticamente acertado, para que tudo ficasse confirmado, bastou apenas que no dia seguinte eu fosse ver se o espaço cedido reunia as condições pretendidas, o que obviamente veio a verificar-se, não só eram suficientes como até tinham outras condições bem melhores do que o esperado.
A mim cabia-me montar a pista, a mim é como quem diz, cabia-me a mim com a ajuda do Edgar, do Pedro, e do Marcos também eles atiradores de FT e sem os quais não seria possível montar a pista em pouco tempo já que o recinto serve para outros eventos, mesmo assim ainda foram 3 dias de trabalho no recinto, por isso aqui vai mais um obrigado aos três pela preciosa ajuda e agradecer também ao Júlio por tudo o que já tinha feito e também porque apareceu para dar uma ajuda de braços no dia antes da prova.
Ao clube competia dar a cara à CMS para a realização do evento.
Mas, tem de haver sempre um "mas", entre a reunião e a data da prova, mais coisa, menos coisa, vim a saber que afinal a prova era da responsabilidade da ARTS (Associação Regional de Tiro do Sul) e não do clube ao qual eu pertencia e pertenço enquanto atleta.
Ok, tudo bem, eu não conhecia a ARTS mas o clube e a ARTS lá saberão o porquê da parceria e não sou eu que vou questionar quem quer que seja, sobre o que quer que seja, nem tão pouco tinha ou tenho qusquer motivos para tal, a minha palavra estava dada e não seria obviamente por isso que não haveria evento até porque não tinha motivo nenhum para achar que uma outra entidade pudesse prejudicar o mesmo e eu próprio como já se percebeu, também tinha interesse em mais uma prova para o calendário.
Mas sendo assim, a coisa mudava substancialmente, à ARTS com a qual nunca tive, não tenho, nem terei nenhuma relação, caberia obviamente enquanto entidade organizadora, a promoção do evento e toda a logística segundo as indicações que eu daria através da experiência que fui adquirindo, a menos que tivesse alguém mais capacitado que eu para organizar o evento mas se assim fosse, de certeza que não me tinham convidado para tal "missão", caberia também arranjar o árbitro, comprar os troféus e arrecadar as receitas para lhes dar o destino que bem entendesse, este parece-me ser um ponto claro e normal em tudo.

Já agradeci a entidades e pessoas, falta gradecer também à FPT pela cedencia de quase todo o material para montar a pista e sem a qual também nada seria possível.

A primeira parte está escrita, a segunda parte, a que até agora me fez e faz pensar se publico isto ou não será escrita também com toda a certeza, só ainda estou na dúvida se vou publicar ou não.

Segunda parte.
Após muito pensar, decidi publicar o que já estava escrito e que se vai poder ler.
Porque publiquei?
Porque antes do evento, muitos colegas já diziam que seria a prova do Canoa.
Não, não foi a prova do Canoa, foi a prova da ARTS que deu muito trabalho e dor de cabeça ao Canoa que fez o que podia para que tudo tivesse corrido da melhor maneira e que para os praticantes acabou por correr de forma positiva.
Público também não só porque faz hoje exatamente um ano mas principalmente porque devido ao Covid a mesma prova que estava agendada para este mesmo mês não se realizou, nem se vai realizar, como tal o que aqui escrevo não vai fragilizar o evento.

Vamos lá então à segunda parte, a parte que me fez pensar se faria este post ou não, a parte que no meio de tudo me desgostou e a que me vai criar dissabores quase de certeza. 
Segundo o pouco que sei, a ARTS é uma entidade que apoia clubes e atiradores ou apenas um destes, pelo menos há atiradores de outras modalidades que vão a provas com o patrocínio da ARTS, se os atiradores ou os clubes são associados da ARTS ou se são ambos não sei, sei é que fui eu que tive de ir no meu carro mais do que uma vez à Carreira de Tiro do Jamor para levantar o material da prova, foi na minha garagem que todo o material ficou guardado até ao fim de semana da prova e no final da prova o material voltou para a minha garagem para ser todo ele limpo apenas por mim e fui novamente só eu e o meu carro a carregar o material para o Jamor, como se não bastasse ainda tive de adiantar dinheiro para comprar latas de tinta, as águas para a prova, pregos, fita delimitadora, combustível e o almoço de quem me ajudou a montar a prova, só faltou pedirem-me os tostões que custaram as medalhas e tudo isto para só passados 3 meses a ARTS me reembolsar, o pagamento ao arbitro pelo que sei também demorou cerca de 3 meses a ser efetuado.
Fosse o evento da responsabilidade do clube a que pertenço e nada disto seria um problema para mim.
A parte administrativa confesso que é aquela que menos conheço mas tenho muitas duvidas que a FPT demore tanto tempo a pagar às entidades organizadoras mas ainda que demorasse, quem se lança na organização de uma prova do campeonato tem de ter noção que não se pode partir para isto de bolsos rotos afinal de contas pôr de pé uma prova destas não é nada que não se consiga com 100 ou 200€ que mais tarde acabam por ser recuperados na integra.
Independentemente do tempo que a FPT demore ou não a pagar, estou a falar de valores de cerca de metade do valor arrecadado com 2/3 do valor das as inscrições, se não havia dinheiro teria de me ser dito logo, não era esperar até uma semana antes da prova para me dizerem para eu comprar as coisas que depois me pagavam as despesas que tive. Com isto não estou a dizer que eu devia ganhar alguma coisa com o evento, nunca tive intenção de ganhar 1 tostão, nem patrocínios pedi a quem foi expor no recinto já que não se sabia se a iniciativa pioneira traria ou não retorno para quem iria expor.
Não estão em causa os valores que adiantei nem quero estar aqui a falar mais de dinheiro mas há certas ações que ficam muito mal a quem as toma.
Felizmente o almoço realizou-se no restaurante e não como inicialmente eu tinha pensado, em prinício o almoço seria um churrasco no recinto da prova visto este ter balneários e grelhadores, o recinto foi construído como parque de campismo mas devido ao muito pasto seco e ao calor que se fez sentir nas semanas anteriores decidi com a concordância do Júlio, não correr riscos desnecessários e alterar o almoço para um restaurante, mais uma vez fui eu que andei às voltas de carro à procura de um restaurante que abrisse ao domingo para servir cerca de 20 a 30 almoços e decidir que pratos seriam servidos, também aqui a coisa voltou a correr mal por parte da ARTS, eu tinha combinado com o Júlio que durante a prova ele passasse por todos os participantes a perguntar qual dos pratos queriam para o almoço e em seguida o Júlio iria ligar para o restaurante a comunicar quantos pratos seriam de cada ementa, no final, a mim como a todos os outros, nada foi perguntado sobre se queriam almoçar e no caso afirmativo, que prato escolheriam, acabou por ir apenas metade das pessoas que é normal almoçarem a seguir às provas mas fui eu que dei a cara no restaurante, fiquei mal visto por não fazer uma coisa que sendo simples, me era impossível de fazer já que estava a competir.
Disse que felizmente o almoço foi no restaurante porque se fosse como estava pensado inicialmente, teria de ser a minha carteira a entrar com tudo, comida, bebidas, carvão, etc, etc, etc.
Outra coisa que me deixou profundamente desgostoso foi o facto das únicas pessoas que se preocuparam com a promoção do evento ter acabado por ser eu e o Edgar que fez o cartaz não só para a promover nas redes sociais mas também porque foi o Edgar quem imprimiu em formato A3 e A4 para mais uma vez eu andar de carro a espalhar nos estabelecimentos comerciais do concelho e no bar do clube onde na sexta feira antes da prova não havia um único papelito afixado a comunicar o evento aos sócios do clube. Ainda para mais porque a ARTS uns 15 dias antes da prova lá fez também um cartaz digital para enviar para os clubes e para a Federação.
Mas pronto, a prova lá se realizou sem problemas e no início o Júlio até me veio apresentar um individuo que já nem me lembro do nome nem da cara mas que parece que é ou era o Presidente da ARTS
Hoje tenho a plena convicção de que a ARTS olhou para o evento a pensar na receita e nem ao menos aqueles que iriam beneficiar com essa mesma receita se dignaram a aparecer para dar uma ajudinha.
O que lá vai, lá vai, o caminho é em frente e não tenho problema absolutamente nenhum em ajudar no que for preciso numa futura prova, só não estou disponível se esta for organizada pela mesma entidade, até porque não fui eu a única pessoa que reparou no real interesse da ARTS e neste momento mesmo que quisesse não tinha ajuda para por de pé um evento sob a égide da ARTS.
Resta-me dizer que já manifestei ao clube a minha disponibilidade caso este um dia queira avançar com uma prova oficial ou com um open que mais não é do que uma prova não pontuável para o campeonato.
Estou a escrever estas linhas e continuo a pensar se publico ou não esta segunda parte. 
Ninguém ganha nada com aquilo que pode ser considerado como um lavar de roupa suja mas como quem não se sente, não é filho de boa gente, a vontade enorme de clarificar o que se passou perante, o árbitro, perante o restaurante, perante as pessoas que me ajudaram, perante as instituições a quem poderei ter de recorrer no caso de futuros eventos e finalmente para ser fiel a um blog que é meu e que pretendo que continue por mais tempo, só me resta mesmo publicar, só não quero mesmo é que todo este texto provoque danos colaterais e que se compreenda o porquê de escrever o que escrevo.
Acho muito bem que as instituições tenham as suas estratégias mas não contem é com a minha carteira que é pequenina, nem com o meu suor quando a minha modalidade está completamente fora da estratégia, apenas me senti usado por alguém e para algo que não acrescenta nada aos projetos que tenho para a modalidade.   

O texto já vai bastante longo e com uma parte do conteúdo que não me agrada mesmo nada, como tal ficam as fotos possíveis já que também não houve ninguém da organização que tivesse pegado num telefone e tivesse tirado umas fotos durante a prova para promoção do evento.




Algumas fotos no dia que fui ver o recinto da prova



 Tinha havido uma prova de atletismo e a pista ainda não tinha sido desmontada



 Vista dos balneários que estavam à disposição onde se pode também ver
os grelhadores visto o recinto ter sido projetado como parque de campismo

 A entrada do recinto onde se pode ver um pequeno parque infantil

 Entrada para o recinto pelo lado esquerdo


Onde está o Wally?




Cartaz oficial criado pela ARTS

Cartaz não oficial, como tal sem o logo. da ARTS mas devido ao atraso
desta, foi este que tive de por a circular nas redes sociais da comunidade do FT

 Material que carreguei e descarreguei não sei quantas vezes

 Não se vê bem mas está um alvo lá ao cimo da escada


 Dia da prova que infelizmente não teve ninguém da organização
para tirar umas fotos para a posteridade
Apesar da qualidade das fotos não ser a melhor, reta-me agradecer
aos atiradores que me cederam fotos tiradas pelos acompanhantes,

 no dia da prova esteve uma chuva miudinha que acabou certamente
por embacear as lentes dos telefones  



 Briefing do Juiz árbitro