terça-feira, 6 de junho de 2017

O meu primeiro pódio

Ainda nem sei bem como é que isto foi possível mas o certo é que neste momento é enorme a alegria que estou a sentir, é que este pódio foi totalmente inesperado, no nosso campeonato apesar de não sermos muitos o nível dos atiradores é alto e eu vou na minha segunda prova oficial, acho que o que consegui se deve ao facto de estar ainda no meu primeiro ano e não me sentir minimamente pressionado pelos resultados dos outros, participo apenas por prazer, pelo convívio, o que se irá manter sempre e para ir ganhando experiência, depois com alguma dedicação e uma dose de sorte as coisas acabaram por acontecer. Esta é a parte da minha responsabilidade, depois vem a parte que depende dos outros, daqueles que me têm ajudado e esta alegria só é possível porque alguém um dia também inesperadamente me pôs a participar num open de FT quando eu até só ia assistir à prova, só tive esta alegria porque mesmo com as poucas dicas, deu-me algumas das que considero mais importantes, só tive esta alegria porque um pouco antes desta prova esse alguém me voltou a dar uma dica e mesmo durante esta prova a deu-me um bom conselho e incentivo.
Estou a falar daquele que é neste momento o meu ídolo, a minha referência neste desporto, não só pela técnica e conhecimento que tem mas também pela pessoa que é e que me ensinou até agora muito do pouco que sei, para ti Luís Barreiros, um grande abraço e o meu muito obrigado, este pódio também é teu, bem sei que ganhaste a prova em PCP e que um segundo não é coisa que te deixe lá muito contente como é o meu caso, acho que até te deve deixar "lixado" mas gostava que partilhasses comigo esta minha enorme satisfação por este meu resultado que tem muito mas mesmo muito do que me ensinaste, por isso aqui vai mais uma vez um muito obrigado por esta alegria que sinto.
Quando estava no pódio lembrei-me também do meu amigo Gilberto que já me tinha dito que estava à espera de um pódio, acho que ficou um pouco desapontado com a minha classificação na prova de Sousel mas olha, foi o que se pode arranjar, eu também não fiquei lá muito satisfeito.
- Gilberto pá, não te entusiasmes muito com isto porque para já isto foi acidental, há uns quantos gajos a atirar melhor que eu e o pódio só tem três lugares.
Um obrigado também para o meu irmão que treina comigo e que qualquer dia também lá vai estar, um obrigado também ao Gonçalo, ao Nuno, ao Zeca, ao António e ao Gabriel com quem mando uns balázios e que também gostam de mandar os seus.
Obrigado por esta alegria também ao Mário Dias e ao Sérgio Rita que me abriram as portas no Clube de Tiro de Campo (CTC), o clube pelo qual atiro e que considero o melhor do país mas só no Field Target porque o melhor clube do país e do mundo é o Glorioso Benfica.

Com este semi-sucesso também tirei lições e ensinamentos, não deve ser apenas quando as coisas não correm bem, neste momento percebi que se eu fizer a minha parte bem feita não preciso de me preocupar com material de topo, obviamente que quanto melhor for o material mais vezes provavelmente terei alegrias e tenho dúvidas que alguém consiga ser campeão com material como o meu mas que ninguém pense que por não ter material de topo o pódio é algo inalcançável. Depois, mesmo que o treino dos últimos dias não tenha corrido bem, não significa que o mesmo aconteça no dia da prova, se estiver tudo bem com o equipamento só tenho de dar o melhor de mim e esquecer o resto. Se havia prova que tinha tudo para correr mal, esta era a prova. Durante a semana tinha treinador os tiros de pé e não estava a acertar nada de jeito, nesta prova acertei 5 dos oito alvos nesta posição. O dia da prova estava muito mas mesmo muito ventoso, muito mau para quem como eu tem pouca experiência, após a zeragem cheguei mesmo a comentar que 12 acertos me deixavam já muito satisfeito, acabei por fazer 31, finalmente um pouco de estratégia também ajuda, se está muito vento talvez não seja boa ideia investir muito tempo nos alvos lá muito longe, é preferível ter mais tempo para esperar pelas melhores condições de vento nos alvos mais próximos em cada uma das portas, ou seja, um alvo longe e outro perto ou menos longe prefiro dedicar mais tempo ao que estiver mais próximo mas isto sou eu, duvido que aquela malta de top o faça.

Como disse anteriormente e acho que se compreende, este segundo lugar deixou-me bastante contente por ter sido o meu primeiro pódio e pelo animo que me deu para as próximas provas. Não estou a escrever isto tudo por ter feito algo de especial mas como sabem este blog é uma espécie de diário dos meus balázios. Escrevo também porque há muito que queria agradecer publicamente a algumas pessoas que me têm ajudado na prática desta modalidade, agora pronto está feito, tenho plena consciência que este segundo lugar não é demonstrativo do meu real valor, ainda tenho muito para aprender e muito chumbo para gastar para que isto possa acontecer mais vezes, para já fica o gostinho, uma palavra de agradecimento também para a organização, sim porque estas coisas dão trabalho, não caem do céu.

Fica mais uma página deste meu diário dos balázios e seguem as habituais fotos.


A minha melhor foto dos balázios até agora

O troféu 

O clube que organizou a prova

Como foi esta a última prova do campeonato, aqui ficam os dois campeões nacionais desta época em 16J internacional 
Da esquerda para a direita 
Alex em Springer e Sergio Rita em PCP 

Pista da zeragem
Ao fundo de pé o Barreiros e mais próximo também de pé o vencedor da prova e novo campeão nacional de Springer Alex 
O amigo Gonçalo e eu na zeragem

A atirar na porta 10

À espera enquanto o Paulo Marques atirava 

Alguns alvos


O magnifico espaço do Campo de Tiro de Quiaios

O mano Canoa

O cartaz da prova 

As classificações





O Forno que nos cozinhou o almocinho, é que no final o estômago já reclamava por comida



sexta-feira, 2 de junho de 2017

Tirar conclusões

É por estas e por outras que tirar conclusões dá tanto prazer (trabalho)

                         

sábado, 20 de maio de 2017

Aula de tiro a 10m com Sara Antunes

Há muito que ansiava por uma aula de tiro na posição de pé, ontem tive a oportunidade de ter essa aula com a Sara Antunes, campeã nacional na vertente do tiro com ar comprimido a 10m.
Para já não penso competir nesta vertente, o certo é que no Field Target o tiro de pé é uma das posições técnicas de tiro e nada como uma especialista nesta variante do tiro para me corrigir a postura e aconselhar na forma mais correta de atirar.
O repto foi lançado no Facebook para quem quisessem experimentar o que não foi o meu caso, o certo é que a Sara foi uma simpatia, bastante atenciosa e sempre disponível  para ensinar.
A aula foi no Ginásio Clube Português e as armas eram as velhinhas Feinwerkbau 150/300s que eu tanto gosto, pena mesmo estarem já muito cansadinhas mas valeu bem a pena as duas horas e meia de aula, como tal volto a agradecer, agora por esta via, depois de o ter feito pessoalmente.
Ficam as fotos da praxe.

Publicação no FB

Cartão do local onde decorreu a aula

Pista de treino


sábado, 15 de abril de 2017

História da Air Arms

Para quem começou agora a seguir este blog volto a salientar que a rubríca História das Armas de Ar Comprimido não pretende ser um levantamento exaustivo sobre a história das marcas porque isso daria um livro, aqui o que se pretende é dar apenas a conhecer a origem e alguns modelos mais antigos das diversas marcas aqui apresentadas.
Apesar de jovem a Air Arms é hoje uma das referências em carabinas de ar comprimido, sejam elas de mola ou PCP.
A marca Inglesa nasceu em Hailsham no ano de 1983 fundada por Bob Nicholls e Cilin King a que mais tarde se juntou Bill Sanders como diretor de vendas e markting.
Em 1988 foi decidido produzir uma PCP com recurso a maquinaria de controlo numérico e na década de 90 o CNC era uma realidade na jovem marca de armas de ar comprimido quer no fabrico de PCPs quer nas de piston-mola. Para para crescer a Air Arms teve de fazer algumas parcerias, com John Rothery Wholesale para a distribuição no Reino Unido e pouco de depois com Ken Turner e Nick Jenkinson consultores de nível mundial na área deste tipo de armas que levaram para a marca o know how, classe e criatividade necessárias. Como consequência da subida de qualidade nos seus produtos, as vendas dispararam levando a marca para o primeiro plano mundial no inicio deste século.
Na Air Arms com exceção de alguns parafusos e porcas a marca produz todos os componentes das suas armas inclusive os canos Lothar Walther, o magnifico acabamento espelhado passa por oito etapas de polimento e acabamento que é efetuado por funcionários de luvas brancas de algodão tendo estes hoje em dia 15 anos de experiencia após os seis meses de formação na marca.
A TX200 é hoje a referencia mundial em springers de cano fixo com 16j tendo nascido em 1991 com base na lendária Weirhauch HW77, hoje embora a base mecânica continue a mesma, as cotas internas são um pouco diferentes.

A primeira PCP, a Shamal


As springers 

AA Camarge, uma arma de cano fixo side lever
 Aqui com coronha tirolesa

A brack barrel Proelite infelizmente já descontinuada


A TX200
 O maravilhoso entalhe nas coronhas

 A literalmente brilhante oxidação
 A Prosport


A HFT500

A HFT900 pronta para competir



    

sábado, 8 de abril de 2017

7 Truques para tirar o máximo da arma

Na sequência do último post dedicado a quem está a dar ou pretende vir a dar os primeiros passos com armas de ar comprimido, aqui fica um post com algumas dicas para que se tire o máximo rendimento da arma.

Todas as armas são precisas, cada uma de sua maneira, obviamente que uma pistola não pode ter a precisão de uma carabina o que não quer dizer que a pistola não seja precisa ou até muito precisa, tudo depende do fim para que determinada arma foi concebida, mesmo entre armas do mesmo segmento as diferenças podem ser notórias precisamente pelo mesmo motivo, uma carabina construída para competir no desporto terá sempre de ser mais precisa e consistente que uma para caça e esta por sua vez mais melhor ainda que uma construída para plinking. No entanto todas as marcas anúnciam extrema precisão nos seus produtos e méritos fantásticos. Quando compramos uma carabina mesmo que seja nova não nos podemos esquecer que é preciso sorte, mesmo em armas da mesma marca e modelo, com o mesmo controle de qualidade têm componentes como o cano com pequenas variações que podem tornar uma arma um pouco mais precisa que a outra mas hoje venho aqui falar da parte que depende do comprador, o que cada um de nós pode fazer para que se retire o máximo rendimento da sua arma, neste caso concreto das springers por serem aquelas com que mais me identifico, as mais exigentes tecnicamente e aquelas com que se por norma se começa no ar comprimido, quase tudo o que a seguir vai ser descrito se aplica à maioria das armas, até mesmo às de fogo.
Quando pensamos em comprar uma arma nova devemos ter presente que esta não se encontra na maior parte dos casos a 100% do seu potencial, então o que é que podemos fazer para que se retire o máximo do nosso investimento?

1° limpar a arma corretamente e não me estou a referir ao exterior, quem não souber abrir a arma deve pelo menos limpar o cano, sendo que o ideal é enviar a um armeiro para que possa preparar a arma. Já várias vezes aqui disse e até demonstrei através de fotos que as armas vêm com excesso de lubrificação até mesmo dentro do cano estas veem lubrificadas, quem não se lembra de ver sair fumo do cano nos primeiros balázios que se dão com a arma, o fumo é o primeiro indicador de que não vamos obter grupos consistentes, ou pelo menos com a melhor consistência.



2° Afinar o gatilho, um gatilho muito pesado retira boa parte do sucesso do tiro, não é por acaso que armas criadas a pensar no desporto têm mais e melhores afinações de gatilho que as mais comuns, também aqui quem não estiver perfeitamente à vontade para o fazer deve enviar a arma para o armeiro.



3° Uma das regras mais básicas. Quem escolhe o projétil é a arma e não o atirador, de nada adianta comprar os chumbos mais caros do mercado, obviamente que com os de melhor qualidade por norma se obtém melhores resultados mas testar vários chumbos de várias marcas ainda que sejam marcas diferentes da da nossa arma é fundamental, para tal devemos fazer o maior número de grupos possível ou grupos de muitos tiros, com cada modelo fica ao gosto de cada um.



4° Conhecer os aparelhos de pontaria e saber que uma má mira telescópica em cima de uma excelente arma vai dar barraca, há por aí muitas marcas de miras telescópicas que nos fazem gastar mais tiros a zerar do que a atirar a contar.
Para começar, miras demasiado baratas dificilmente apontam meia dúzia de tiros para o mesmo sítio ou seja uma mira dever ser suficientemente robusta para aguentar o recuo da arma, quando a resistência da mira é fraca esta não aguenta o zero logo nem se consegue perceber sequer se a arma é precisa ou não, uma mira deve ser robusta, com clicks precisos e bem definidos e deve de preferência ter ajuste de paralaxe, pois só assim saberemos também que o nosso erro ao apontar para o alvo é minimizado e para isto não é preciso gastar nenhuma fortuna, no caso das miras abertas não é muito diferente, os clicks devem ser precisos, bem definidos e o mais pequenos possível.

Isto vai dar mau resultado

Aqui está um bom exemplo de que não é preciso gastar muito numa mira


5° Esta é mesmo dedicada às armas de mola como quase todo este blog.
Devemos procurar o melhor ponto de apoio para a arma, apoiar a arma um pouco mais à frente ou mais atrás pode fazer muita diferença, uma vez encontrado o melhor ponto de apoio devemos apoiar sempre no mesmo sítio para desta forma manter a consistência, o ponto de apoio não deve nunca ser duro mas sim macio por forma a absorver a vibração no momento do disparo. 

Duvido muito que seja este o melhor ponto de apoio para a arma 
Normalmente é a meio onde a arma se encontra equilibrada

Nesta foto podemos ver o atirador a apoiar a arma onde à partida se deve apoiar

Até mesmo nas PCP o apoio deve ser fofinho


6° Agarrar a arma sempre da mesma forma, a arma é como um passarinho, se a agarramos muito vamos mata-lo se o agarramos pouco ele foge, a arma não deve nunca ser apertada com qualquer das mãos e deve ser agarrada sempre da mesma forma.


Reparem que a mão esquerda não agarra a arma, apenas a apoia


7° Por último e o principal, treino, muito treino, um bom atirador consegue maravilhas com uma arma média mas um atirador médio ou mau não irá certamente conseguir os mesmos resultados com uma boa arma.




Em jeito de conclusão devo dizer que estes são os passos mais básicos para retirar o máximo da arma mas não são obrigatórios para nos divertirmos ao máximo. Nem sempre o divertimento máximo se retira da arma mais precisa ou dos agrupamentos mais pequenos. Se eu pretender apenas fazer grupos pequenos faço somente tiros apoiados, a curtas distâncias e possivelmente vou morrer de tédio, daí eu gostar tanto das springers, os cavalos selvagens das armas de ar comprimido, cavalos que me dão um enorme prazer domesticar para tentar fazer umas habilidades. Por outro lado se o que me diverte é acertar numas latas ou caraças no quintal o investimento pode ser menor sem beliscar a diversão, importante é que se divirtam a mandar balázios e o façam em segurança.







sábado, 1 de abril de 2017

Field Target e os Primeiros Passos

Recentemente conheci alguém que hoje é meu amigo, que gosta de atirar e que decidiu começar a fazer Field Target, comprou uma arma, comprou a mira e depois perguntou-me, então e agora vamos mandar blázios?
Resposta, agora temos de preparar a arma e a mira.

Os praticantes não são muitos mas o desporto está a crescer, por isso este post destina-se a quem está a começar ou a quem quiser começar a praticar a modalidade de tiro mais completa do mundo.
Não não estou a puxar a brasa à sardinha é a pura verdade. Quantas modalidades de tiro conhecem em que se atira em mais do que uma posição? No FT atira-se em três posições. Quantas modalidades de tiro conhecem em que se atire a mais do que uma distância? No FT atira-se a qualquer distância que se queira entre os 9 e os 50 metros. Quantas modalidades de tiro conhecem que o projétil tenha uma curva balística tão acentuada como nas armas de ar comprimido? Quantas modalidades de tiro conhecem que o projétil seja tão sensível a uma ligeira brisa e que ainda por cima se atire em ângulos positivos e negativos?
Este é o motivo para que uma qualquer mira não sirva para esta modalidade e também é por este motivo que é preciso tanto conhecimento e técnica para um bom tiro.
Se optarem pelas armas de mola não se esqueçam que o recuo do dispáro acontece antes do projétil abandonar o cano o que torna a coisa ainda mais difícil.
Jovem, se te queres tornar num grande atirador alista-te e lê o que vem a seguir para começares uma linda carreira de sniper, sim é verdade, um bom atirador de FT atira bem com qualquer arma de precisão.

Obviamente que para praticar esta modalidade a arma e a mira são o principal no que toca a equipamento mas como costumo dizer o material não faz tudo sozinho e o que está atras do conjunto é mesmo o mais importante ou seja, o atirador, antes mesmo do primeiro tiro é preciso adquirir um conjunto de conhecimentos para que o material possa responder às nossas solicitações. Neste post não vou abordar tudo o que é preciso para se ser um atirador de excelência e ter material de excelência, porquê? Porque eu não tenho ainda conhecimento suficiente e se o tivesse o melhor que teria a fazer era escrever um livro, um post num blog é claramente insuficiente para um assunto tão vasto onde mesmo os mais experientes estão sempre a aprender mais qualquer coisa.
Neste post vou abordar apenas o básico para participar numa prova de Field Target.

Em primeiro lugar em Portugal é preciso Licença Federativa que evidentemente é passada pela Federação Portuguesa de Tiro, no caso do tiro com armas de ar comprimido o teste é bastante fácil e barato, se abdicarem de um serão de copos já sobra tempo e dinheiro para a lição de manuseio e para pagar o teste.

Com a habilitação na mão podemos depois escolher a arma e a mira, a arma pode ser de mola, de cano articulado ou fixo ou então PCP, quanto à mira convém que nunca tenha menos de 24 aumentos, se tiver mais tanto melhor. A meu ver penso que no início não valha a pena gastar dinheiro em material topo de gama, sem material bom não se conseguem bons resultados mas também não é preciso começar logo com o que de melhor há no mercado, há tanta coisa para aprender que até que se consiga tirar partido do material de boa qualidade vão ser precisos uns valentes milhares de tiros.

Depois de comprada a arma e a mira a primeira coisa a fazer é dar uma limpeza interior na arma, não esquecer o cano ainda que esta seja nova em folha, como já aqui mostrei há uns tempos as armas vêm de fábrica sempre com excesso de lubrificação e por norma com lubrificantes que nem sempre são os mais adequados, caso a arma tenha sido adquirida em segunda mão convém saber junto do anterior proprietário em que estado esta se encontra por dentro, pode até acontecer que a arma seja de um praticante de tiro desportivo e se encontre em boas condições para atirar a contar.

Arma pronta, vamos tratar da mira e aqui vamos ter de começar a aplicar  alguns conhecimentos, em primeiríssimo lugar teremos de montar a mira perfeitamente alinhada e nivelada com a arma, para tal vale a pena gastar aqui algum dinheiro numas muito boas montagens até porque este é um acessório que nos pode acompanhar mesmo que se troque de arma ou mira.
Para montar a mira devemos ter presente que a zona central dos vidros é sempre onde se consegue a melhor imagem como tal devemos contar os clicks na torre de elevação por forma a montar a mira com os clicks a meio para que a arma consiga acertar a distâncias no meio da curva balística, se as montagens permitirem este tipo de afinação otimo, se não, podemos sempre recorrer a calços nos anéis de montagem, o material que eu uso para calçar a mira normalmente são as capas plásticas dos cadernos.
Neste momento estarão alguns a achar isto tudo uma grande confusão e a perguntar como é que vou fazer isto?
Tudo o que aqui vou dizer pode não ser a forma mais correta ou mais simples, provavelmente haverá quem faça de forma diferente, eu vou dizer como faço, quem quiser fazer de forma diferente força, façam da forma que acharem mais prática e de melhor compreensão.
Como disse anteriormente, eu procuro o zero da mira pelos clicks há quem o faça com recurso a um espelho e de outras formas, eu vou pelos clicks. Antes de mais preciso saber a velocidade do projétil que a arma mais gosta para simular no Chairgun (aplicação para smartfone) a curva balística e assim saber quais as distâncias que ficam +/- entre os pontos mais altos e mais baixos da curva balística. Imaginemos por exemplo que os 13m e os 40m ficam próximos do mesmo click na torre de elevação. O que tenho a fazer é riscar um traço horizontal num pedaço de cartão que vou colocar à distância de 13m e sem mexer na torreta faço dois dispáros para ver se acerto a cima ou a baixo do traço e dessa forma saber se adiciono ou retiro calços, no caso de ter anéis de montagem com regulação faço coincidir o traço horizontal do reticulo com o traço horizontal que fiz no cartão.

Roda de paralaxe e torreta de elevação




Depois de regular a inclinação da mira vou então nivelar a arma e a mira, este é um ponto que não deve ser descurado, até porque é muito simples de resolver. Para tal podemos fazer A operação de duas formas, a primeira com duas bolhas de nível, uma que ficará sempre agarrada à arma ou à mira e uma outra que apenas serve para nos auxiliar nesta operação, vou explicar a forma que dá para todos os casos com uma bolha de nível apenas, este é o primeiro acessório que devemos comprar e um dos mais baratos.
Então é assim, fixamos a bolha na arma por forma a que esta fique de nível lateralmente, em seguida vamos fixar um fio de prumo a uma distância que não precisa ser muito longa mas que seja possível à mira focar para que com a arma nivelada possamos alinhar o traço vertical do reticulo com o fio de prumo e assim apertar todos os parafusos das montagens verificando sempre o nível da arma e o alinhamento do reticulo da mira.

Mira fixa vamos então para a escala de paralaxe, esta é uma característica indispensável numa mira de FT, tem de a possuir pois é esta escala que nos vai indicar a distância a que os alvos se encontram, indicar bem ou mal as distâncias é determinante para o sucesso do tiro. Sabendo nós que em prova os alvos estão compreendidos entre os 9 e os 50m teremos de nós socorrer de uma fita a métrica para nos ajudar nesta tarefa, na roda de paralaxe que deve ter o maior diâmetro possível vamos colar papel milimetrico em todo o seu perímetro depois se tivermos um alvo de treino podemos espetá-lo dentro de um vaso com terra para desta forma se poder deslocar o alvo com mais facilidade dentro das distâncias pretendidas.
Agora que temos tudo pronto vamos então fazer a escala de paralaxe que é diferente de pessoa para pessoa logo não devemos confiar na e que vem de fábrica ou numa que venha numa mira que se tenha adquirido em segunda mão, comecemos então por pousar a arma numa bancada e desenrolar a fita desde a nossa posição até aos 50m, seguidamente vamos repetir a seguinte operação de metro a metro dos 9 aos 50m que consiste em colocar o alvo a 9m e rodando a roda sempre no mesmo sentido focar o alvo o melhor possível, por vezes o alvo continua focado permitindo algum movimento da roda, nestes casos temos de fazer o traço na na roda que nos indica a distância no início o no fim da focagem ou seja, ou assim que a imagem fica focada ou então quando começa a ficar desfocada. O procedimento como já disse repete-se para todas as distâncias que se pretende, seja de metro a metro ou de meio em meio metro.

Escala de paralaxe em miras AO


Escala de paralaxe em miras SF


Agora já só nos falta fazer a curva balística que no caso de miras com clicks de 1/4 de moa podemos apontar as distâncias segundo a escala que vem na torreta mas no caso de miras com clicks de 1/8 de moa que dão mais que uma volta entre as distâncias de tiro aconselho mandar fazer uma cobertura de torreta com o maior diâmetro possível para evitar ao máximo que nos percamos nas voltas da torreta. O exemplo que vou dar por ser mais simples serve para torretas com 1/4 de moa. Para fazer a curva uso um processo muito identico ao que referi anteriormente nos primeiros tiros do conjunto, fita métrica, riscos horizontais no alvo e tentativa de acerto nos riscos, assim que acerto dois ou três tiros no risco para onde apontei aponto na cábula a distância do alvo e o click da torreta. Quem preferir rodar a torreta sempre no mesmo sentido para subir ou descer os clicks é conveniente zerar a mira para o ponto mais alto da curva balística desta forma fica muito facilitado o trabalho em prova.

Bolha de nível, um dos acessórios mais baratos e um dos mais importantes
podem sempre comprar um nível de plástico por 1/2€ retirar uma bolha e colar com fita dupla face na parte de trás da ação 

Torretas de elevação já com cábula

Aqui fica uma boa ideia para um apontador caseiro bem barato


Espero que este texto venha a ajudar de alguma forma todos aqueles que estejam a iniciar este desporto, muito mais há a dizer até porque outras formas haverá de conseguir o que aqui tento explicar, de formas até mais elaboradas por forma a conseguir fazer tudo isto com mais precisão ainda mas que só iria servir para confundir quem está a dar os primeiros passos no FT.

Agora é treinar, treinar, treinar para aprender a compensar o vento e perceber também de que forma é que a inclinação, a variação de temperatura e o raio da cor da cuecas influenciam o tiro.
Por algum motivo está é a modalidade de tiro de mais difícil do mundo, daí o prazer que se retira cada vez que se acerta no Killzone.


Aqui ficam alguns exemplos dos alvos usados no FT