quinta-feira, 15 de junho de 2017

BR 25 com 8J

A Ana fez o convite e eu aceitei, afinal há muito que queria saber o que pode valer a Fein.300s no BR.
A pista dos 25m estava por nossa conta, eu, o Sérgio Rita e a Ana Pereira mas no Jamor como acho que em qualquer campo de tiro com muitas barreiras, não é fácil perceber o vento,  fazer remoinho e num curto espaço os ventos acabam por se cruzar levando-nos muitas vezes a errar o lado da compensação do vento.
Ok, não estava muito preocupado com o resultado, estava mais preocupado em ver como a Fein se comportava, por norma sempre que tenho de atirar com ela em outdoor uso o JSB RS por ser leve e porquê a arma tem apenas tem 8j mas hoje o vento embora não fosse forte estava um pouco mais forte que de costume e usei chumbos AA 8,4 ou seja JSB Exact. O resultado não foi brilhante nem podia ser mas confesso que esperava melhor, até a Ana e o Sérgio se a queixaram do vento, como apoios tinha apenas os saquitos da Gamo cheios de arroz, o jeito e a experiência também não são grande coisa como tal estava dada a receita para o desastre.
Pode ser que da próxima vez a coisa corra melhor, com menos vento e com o RS já que pelo que percebi esta Feinwerkbau não gosta muito do Express 4.52 mas falta-me experimentar o 4.51 para dissipar dúvidas.
Valeu pelo convívio, pela experiência e porque fiquei a saber mais uma hoje; em 5.5 não se conseguem chumbos com a mesma qualidade dos 4.5, isto dito pelos prós o que já me está a dar ideias para a próxima semana.
Já me esquecia, a mira que usei foi a Hawke Varmint 6-24X44 SF.

Ficam as fotos.




terça-feira, 6 de junho de 2017

O meu primeiro pódio

Ainda nem sei bem como é que isto foi possível mas o certo é que neste momento é enorme a alegria que estou a sentir, é que este pódio foi totalmente inesperado, no nosso campeonato apesar de não sermos muitos o nível dos atiradores é alto e eu vou na minha segunda prova oficial, acho que o que consegui se deve ao facto de estar ainda no meu primeiro ano e não me sentir minimamente pressionado pelos resultados dos outros, participo apenas por prazer, pelo convívio, o que se irá manter sempre e para ir ganhando experiência, depois com alguma dedicação e uma dose de sorte as coisas acabaram por acontecer. Esta é a parte da minha responsabilidade, depois vem a parte que depende dos outros, daqueles que me têm ajudado e esta alegria só é possível porque alguém um dia também inesperadamente me pôs a participar num open de FT quando eu até só ia assistir à prova, só tive esta alegria porque mesmo com as poucas dicas, deu-me algumas das que considero mais importantes, só tive esta alegria porque um pouco antes desta prova esse alguém me voltou a dar uma dica e mesmo durante esta prova a deu-me um bom conselho e incentivo.
Estou a falar daquele que é neste momento o meu ídolo, a minha referência neste desporto, não só pela técnica e conhecimento que tem mas também pela pessoa que é e que me ensinou até agora muito do pouco que sei, para ti Luís Barreiros, um grande abraço e o meu muito obrigado, este pódio também é teu, bem sei que ganhaste a prova em PCP e que um segundo não é coisa que te deixe lá muito contente como é o meu caso, acho que até te deve deixar "lixado" mas gostava que partilhasses comigo esta minha enorme satisfação por este meu resultado que tem muito mas mesmo muito do que me ensinaste, por isso aqui vai mais uma vez um muito obrigado por esta alegria que sinto.
Quando estava no pódio lembrei-me também do meu amigo Gilberto que já me tinha dito que estava à espera de um pódio, acho que ficou um pouco desapontado com a minha classificação na prova de Sousel mas olha, foi o que se pode arranjar, eu também não fiquei lá muito satisfeito.
- Gilberto pá, não te entusiasmes muito com isto porque para já isto foi acidental, há uns quantos gajos a atirar melhor que eu e o pódio só tem três lugares.
Um obrigado também para o meu irmão que treina comigo e que qualquer dia também lá vai estar, um obrigado também ao Gonçalo, ao Nuno, ao Zeca, ao António e ao Gabriel com quem mando uns balázios e que também gostam de mandar os seus.
Obrigado por esta alegria também ao Mário Dias e ao Sérgio Rita que me abriram as portas no Clube de Tiro de Campo (CTC), o clube pelo qual atiro e que considero o melhor do país mas só no Field Target porque o melhor clube do país e do mundo é o Glorioso Benfica.

Com este semi-sucesso também tirei lições e ensinamentos, não deve ser apenas quando as coisas não correm bem, neste momento percebi que se eu fizer a minha parte bem feita não preciso de me preocupar com material de topo, obviamente que quanto melhor for o material mais vezes provavelmente terei alegrias e tenho dúvidas que alguém consiga ser campeão com material como o meu mas que ninguém pense que por não ter material de topo o pódio é algo inalcançável. Depois, mesmo que o treino dos últimos dias não tenha corrido bem, não significa que o mesmo aconteça no dia da prova, se estiver tudo bem com o equipamento só tenho de dar o melhor de mim e esquecer o resto. Se havia prova que tinha tudo para correr mal, esta era a prova. Durante a semana tinha treinador os tiros de pé e não estava a acertar nada de jeito, nesta prova acertei 5 dos oito alvos nesta posição. O dia da prova estava muito mas mesmo muito ventoso, muito mau para quem como eu tem pouca experiência, após a zeragem cheguei mesmo a comentar que 12 acertos me deixavam já muito satisfeito, acabei por fazer 31, finalmente um pouco de estratégia também ajuda, se está muito vento talvez não seja boa ideia investir muito tempo nos alvos lá muito longe, é preferível ter mais tempo para esperar pelas melhores condições de vento nos alvos mais próximos em cada uma das portas, ou seja, um alvo longe e outro perto ou menos longe prefiro dedicar mais tempo ao que estiver mais próximo mas isto sou eu, duvido que aquela malta de top o faça.

Como disse anteriormente e acho que se compreende, este segundo lugar deixou-me bastante contente por ter sido o meu primeiro pódio e pelo animo que me deu para as próximas provas. Não estou a escrever isto tudo por ter feito algo de especial mas como sabem este blog é uma espécie de diário dos meus balázios. Escrevo também porque há muito que queria agradecer publicamente a algumas pessoas que me têm ajudado na prática desta modalidade, agora pronto está feito, tenho plena consciência que este segundo lugar não é demonstrativo do meu real valor, ainda tenho muito para aprender e muito chumbo para gastar para que isto possa acontecer mais vezes, para já fica o gostinho, uma palavra de agradecimento também para a organização, sim porque estas coisas dão trabalho, não caem do céu.

Fica mais uma página deste meu diário dos balázios e seguem as habituais fotos.


A minha melhor foto dos balázios até agora

O troféu 

O clube que organizou a prova

Como foi esta a última prova do campeonato, aqui ficam os dois campeões nacionais desta época em 16J internacional 
Da esquerda para a direita 
Alex em Springer e Sergio Rita em PCP 

Pista da zeragem
Ao fundo de pé o Barreiros e mais próximo também de pé o vencedor da prova e novo campeão nacional de Springer Alex 
O amigo Gonçalo e eu na zeragem

A atirar na porta 10

À espera enquanto o Paulo Marques atirava 

Alguns alvos


O magnifico espaço do Campo de Tiro de Quiaios

O mano Canoa

O cartaz da prova 

As classificações





O Forno que nos cozinhou o almocinho, é que no final o estômago já reclamava por comida



sexta-feira, 2 de junho de 2017

Tirar conclusões

É por estas e por outras que tirar conclusões dá tanto prazer (trabalho)

                         

sábado, 20 de maio de 2017

Aula de tiro a 10m com Sara Antunes

Há muito que ansiava por uma aula de tiro na posição de pé, ontem tive a oportunidade de ter essa aula com a Sara Antunes, campeã nacional na vertente do tiro com ar comprimido a 10m.
Para já não penso competir nesta vertente, o certo é que no Field Target o tiro de pé é uma das posições técnicas de tiro e nada como uma especialista nesta variante do tiro para me corrigir a postura e aconselhar na forma mais correta de atirar.
O repto foi lançado no Facebook para quem quisessem experimentar o que não foi o meu caso, o certo é que a Sara foi uma simpatia, bastante atenciosa e sempre disponível  para ensinar.
A aula foi no Ginásio Clube Português e as armas eram as velhinhas Feinwerkbau 150/300s que eu tanto gosto, pena mesmo estarem já muito cansadinhas mas valeu bem a pena as duas horas e meia de aula, como tal volto a agradecer, agora por esta via, depois de o ter feito pessoalmente.
Ficam as fotos da praxe.

Publicação no FB

Cartão do local onde decorreu a aula

Pista de treino


sábado, 15 de abril de 2017

História da Air Arms

Para quem começou agora a seguir este blog volto a salientar que a rubríca História das Armas de Ar Comprimido não pretende ser um levantamento exaustivo sobre a história das marcas porque isso daria um livro, aqui o que se pretende é dar apenas a conhecer a origem e alguns modelos mais antigos das diversas marcas aqui apresentadas.
Apesar de jovem a Air Arms é hoje uma das referências em carabinas de ar comprimido, sejam elas de mola ou PCP.
A marca Inglesa nasceu em Hailsham no ano de 1983 fundada por Bob Nicholls e Cilin King a que mais tarde se juntou Bill Sanders como diretor de vendas e markting.
Em 1988 foi decidido produzir uma PCP com recurso a maquinaria de controlo numérico e na década de 90 o CNC era uma realidade na jovem marca de armas de ar comprimido quer no fabrico de PCPs quer nas de piston-mola. Para para crescer a Air Arms teve de fazer algumas parcerias, com John Rothery Wholesale para a distribuição no Reino Unido e pouco de depois com Ken Turner e Nick Jenkinson consultores de nível mundial na área deste tipo de armas que levaram para a marca o know how, classe e criatividade necessárias. Como consequência da subida de qualidade nos seus produtos, as vendas dispararam levando a marca para o primeiro plano mundial no inicio deste século.
Na Air Arms com exceção de alguns parafusos e porcas a marca produz todos os componentes das suas armas inclusive os canos Lothar Walther, o magnifico acabamento espelhado passa por oito etapas de polimento e acabamento que é efetuado por funcionários de luvas brancas de algodão tendo estes hoje em dia 15 anos de experiencia após os seis meses de formação na marca.
A TX200 é hoje a referencia mundial em springers de cano fixo com 16j tendo nascido em 1991 com base na lendária Weirhauch HW77, hoje embora a base mecânica continue a mesma, as cotas internas são um pouco diferentes.

A primeira PCP, a Shamal


As springers 

AA Camarge, uma arma de cano fixo side lever
 Aqui com coronha tirolesa

A brack barrel Proelite infelizmente já descontinuada


A TX200
 O maravilhoso entalhe nas coronhas

 A literalmente brilhante oxidação
 A Prosport


A HFT500

A HFT900 pronta para competir



    

sábado, 8 de abril de 2017

7 Truques para tirar o máximo da arma

Na sequência do último post dedicado a quem está a dar ou pretende vir a dar os primeiros passos com armas de ar comprimido, aqui fica um post com algumas dicas para que se tire o máximo rendimento da arma.

Todas as armas são precisas, cada uma de sua maneira, obviamente que uma pistola não pode ter a precisão de uma carabina o que não quer dizer que a pistola não seja precisa ou até muito precisa, tudo depende do fim para que determinada arma foi concebida, mesmo entre armas do mesmo segmento as diferenças podem ser notórias precisamente pelo mesmo motivo, uma carabina construída para competir no desporto terá sempre de ser mais precisa e consistente que uma para caça e esta por sua vez mais melhor ainda que uma construída para plinking. No entanto todas as marcas anúnciam extrema precisão nos seus produtos e méritos fantásticos. Quando compramos uma carabina mesmo que seja nova não nos podemos esquecer que é preciso sorte, mesmo em armas da mesma marca e modelo, com o mesmo controle de qualidade têm componentes como o cano com pequenas variações que podem tornar uma arma um pouco mais precisa que a outra mas hoje venho aqui falar da parte que depende do comprador, o que cada um de nós pode fazer para que se retire o máximo rendimento da sua arma, neste caso concreto das springers por serem aquelas com que mais me identifico, as mais exigentes tecnicamente e aquelas com que se por norma se começa no ar comprimido, quase tudo o que a seguir vai ser descrito se aplica à maioria das armas, até mesmo às de fogo.
Quando pensamos em comprar uma arma nova devemos ter presente que esta não se encontra na maior parte dos casos a 100% do seu potencial, então o que é que podemos fazer para que se retire o máximo do nosso investimento?

1° limpar a arma corretamente e não me estou a referir ao exterior, quem não souber abrir a arma deve pelo menos limpar o cano, sendo que o ideal é enviar a um armeiro para que possa preparar a arma. Já várias vezes aqui disse e até demonstrei através de fotos que as armas vêm com excesso de lubrificação até mesmo dentro do cano estas veem lubrificadas, quem não se lembra de ver sair fumo do cano nos primeiros balázios que se dão com a arma, o fumo é o primeiro indicador de que não vamos obter grupos consistentes, ou pelo menos com a melhor consistência.



2° Afinar o gatilho, um gatilho muito pesado retira boa parte do sucesso do tiro, não é por acaso que armas criadas a pensar no desporto têm mais e melhores afinações de gatilho que as mais comuns, também aqui quem não estiver perfeitamente à vontade para o fazer deve enviar a arma para o armeiro.



3° Uma das regras mais básicas. Quem escolhe o projétil é a arma e não o atirador, de nada adianta comprar os chumbos mais caros do mercado, obviamente que com os de melhor qualidade por norma se obtém melhores resultados mas testar vários chumbos de várias marcas ainda que sejam marcas diferentes da da nossa arma é fundamental, para tal devemos fazer o maior número de grupos possível ou grupos de muitos tiros, com cada modelo fica ao gosto de cada um.



4° Conhecer os aparelhos de pontaria e saber que uma má mira telescópica em cima de uma excelente arma vai dar barraca, há por aí muitas marcas de miras telescópicas que nos fazem gastar mais tiros a zerar do que a atirar a contar.
Para começar, miras demasiado baratas dificilmente apontam meia dúzia de tiros para o mesmo sítio ou seja uma mira dever ser suficientemente robusta para aguentar o recuo da arma, quando a resistência da mira é fraca esta não aguenta o zero logo nem se consegue perceber sequer se a arma é precisa ou não, uma mira deve ser robusta, com clicks precisos e bem definidos e deve de preferência ter ajuste de paralaxe, pois só assim saberemos também que o nosso erro ao apontar para o alvo é minimizado e para isto não é preciso gastar nenhuma fortuna, no caso das miras abertas não é muito diferente, os clicks devem ser precisos, bem definidos e o mais pequenos possível.

Isto vai dar mau resultado

Aqui está um bom exemplo de que não é preciso gastar muito numa mira


5° Esta é mesmo dedicada às armas de mola como quase todo este blog.
Devemos procurar o melhor ponto de apoio para a arma, apoiar a arma um pouco mais à frente ou mais atrás pode fazer muita diferença, uma vez encontrado o melhor ponto de apoio devemos apoiar sempre no mesmo sítio para desta forma manter a consistência, o ponto de apoio não deve nunca ser duro mas sim macio por forma a absorver a vibração no momento do disparo. 

Duvido muito que seja este o melhor ponto de apoio para a arma 
Normalmente é a meio onde a arma se encontra equilibrada

Nesta foto podemos ver o atirador a apoiar a arma onde à partida se deve apoiar

Até mesmo nas PCP o apoio deve ser fofinho


6° Agarrar a arma sempre da mesma forma, a arma é como um passarinho, se a agarramos muito vamos mata-lo se o agarramos pouco ele foge, a arma não deve nunca ser apertada com qualquer das mãos e deve ser agarrada sempre da mesma forma.


Reparem que a mão esquerda não agarra a arma, apenas a apoia


7° Por último e o principal, treino, muito treino, um bom atirador consegue maravilhas com uma arma média mas um atirador médio ou mau não irá certamente conseguir os mesmos resultados com uma boa arma.




Em jeito de conclusão devo dizer que estes são os passos mais básicos para retirar o máximo da arma mas não são obrigatórios para nos divertirmos ao máximo. Nem sempre o divertimento máximo se retira da arma mais precisa ou dos agrupamentos mais pequenos. Se eu pretender apenas fazer grupos pequenos faço somente tiros apoiados, a curtas distâncias e possivelmente vou morrer de tédio, daí eu gostar tanto das springers, os cavalos selvagens das armas de ar comprimido, cavalos que me dão um enorme prazer domesticar para tentar fazer umas habilidades. Por outro lado se o que me diverte é acertar numas latas ou caraças no quintal o investimento pode ser menor sem beliscar a diversão, importante é que se divirtam a mandar balázios e o façam em segurança.