domingo, 13 de novembro de 2016

Coronhas

Apesar de por muitos a coronha ser um pouco desprezada esta é a par dos aparelhos de mira um dos componentes mais importantes para o sucesso de um tiro, imagine-se disparar uma arma sem coronha para assim se perceber a importância deste componente.
Atualmente as coronhas em madeira de faia continuam a ser as mais vulgares mas esta madeira está longe de ser a única que se usa no fabrico das coronhas, madeiras laminadas com diversas cores ou a madeira de Nogueira (as minhas preferidas) são hoje em dia vistas com alguma frequência, eu próprio já tive uma laminada e tenho atualmente uma em Nogueira, já o polímero mais conhecido como plástico vai sendo também cada vez mais visto devido à sua resistência a riscos e impactos que por norma provocam danos nas madeiras mas que neste material nem sinais deixam, o preço é outra das vantagens do polímero, por norma as armas neste material são um pouco mais baratas, é que tanto o material como o custo de produção é inferior mas até já conheço alguns fãs destas coronhas que apesar de não ser o meu caso não posso deixar de reconhecer as vantagens, não só por também já ter tido uma mas também porque me facilitou bastante a tarefa de adicionar um pouco de peso para reduzir o recuo, como está fácil de ver, é só vantagens. Finalmente o alumínio, este é talvez o material mais raro por apenas ou na sua grande maioria se encontrar apenas em armas de competição, quem não viu já na tv provas Biatlo? No ar comprimido o alumínio é mais usado nas PCP mas neste momento tenho um colega que também atira e que está a produzir coronhas de alumínio para springers, no caso para a Wather LGU.
A coronha é de de tal foma importante que se podem ver nas formas mais diversas, as modalidades de tiro de precisão são um bom exemplo, das duas uma, ou a coronha é construída propositadamente para o atirador e ainda assim adiciona equipamentos anatómicos ou as coronhas se produzem logo com um sem número de afinações por forma a ajustarem-se à anatomia de cada atirador, no ar comprimido que é o caso que conheço melhor e o que é tratado neste blog é bastante frequente ver estes chassis nas PCP, sejam elas de papel a 10m ou FT.
As coronhas são também determinantes na beleza de uma arma, eu corro mesmo o risco de dizer que são as coronhas que dão ou tiram a beleza a uma arma talvez por ser o maior componente e por sua vez esconder parte do corpo da arma, no caso das sutzen chega mesmo a acompanhar o cano até quase à sua estremidade, não esquecer que me estou a referir às armas de ar comprimido, obviamente que o que estou a dizer não se aplica na integra às espingardas embora uma espingarda com o metal muito trabalhado com um blued de alto nível e de elevada beleza dificilmente deixa de ter uma coronha a condizer em raiz de nogueira.
Ficam alguns exemplos.


Obras de arte em madeira




Blocos de nogueira em bruto
















 Chassis metalicos


Coronhas em polímero


















quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Diana 54 Air King 4,5 (.177)

Que eu saiba a Feinwerkbau 300s, foi a primeira arma com um sistema em que a ação desliza numa calha o que leva a que o atirador praticamente não sinta o recuo da arma.
Este sistema parece ter feito escola e marcas como a Diana e a Air Arms fabricaram carabinas baseadas neste projeto, os britânicos da Air Arms com a TX200 SR e a Diana com este modelo 54 de que hoje aqui vou falar.
A minha curiosidade era imensa, não só por experimentar um sistema que já conheço noutra marca mas principalmente para perceber como é que o sistema se comporta numa carabina magnum que recua 15mm na coronha com o disparo por forma a corrigir erros de empunhadura e assim retirar sensibilidade à arma, a Fein. é uma arma de tiro olímpico logo pouco potente por isso eu queria perceber também até que ponto esta Diana 54 levaria vantagem comparativamente a outras armas também elas de cano fixo que são referências neste segmento mas sem este sistema recoiless.
Em primeiro lugar devo dizer que esta Diana não é apenas cara tal como as suas irmãs, esta é mesmo muivo mais cara que  uma HW97 ou mesmo uma TX200.
A principal qualidade que uma arma deve ter é a precisão, depois se tiver beleza, bons acabamentos e potência melhor ainda. Como já aqui disse várias vezes e até já expliquei, as armas de ar comprimido e as de mola mais concretamente não devem ser muito potentes sob pena de perderem aquela que para mim deve ser a principal qualidade de uma arma, seja ela de que tipo for. Contudo esta Diana apesar de não me ter parecido ser uma referência em precisão fiquei com a clara ideia de se tratar de uma springer magnum de grande precisão, coisa que não se encontra facilmente, obviamente que não conheço assim tantas springers para poder afirmar que esta é a que tem melhor relação potência/precisão até porque depois de já ter atirado com uma Webley Patrot nunca mais direi que é impossível uma pressão de ar ter uma potência descomunal e ainda assim ser precisa.
Ainda em relação à precisão não se pode dizer que esta Diana 54 Air King seja uma arma invejável que a leve para o mundo da competição embora tenha um bom peso para tiro apoiado, o que faz dela uma excelente arma com potência que pode ser útil nos paises onde se caça, o problema é que em Portugal não se pode caçar com ar comprimido logo a potência não é algo que nos faça assim tanta falta mas também nos países onde se pode caçar não será talvez muito boa ideia carregar com uma arma destas durante uma manhã ou uma tarde inteira, isto é coisa pra mandar um ombro a baixo.
Outro aspeto de grande importancia numa arma é o gatilho, dele depende grande parte do sucesso do tiro e este embora não tivesse pesado mas também não me impressionou, parafusos para o afinar não faltam mas como não conheço o mecanismo a 100% e a arma não é minha não me meti em aventuras. Para armar esta menina teremos de apelar ao físico é que apesar de uma alavanca até comprida (395mm) o certo é que é preciso alguma força que em tiro continuado acaba por fazer mossa no braço. Outra particularidade desta Diana é a massa de mira ter ajuste vertical deslizando num carril para subir ou descer. No que toca a acabamentos também não fiquei impressionado, boa madeira, boa oxidação, uma borrachinha macia para encostar no ombro mas nada de extraordinário.
Para testar a Diana usei uma mira telescópica Leapers 4—16X40 AO  com montagem monopeça da Hawke e para o teste foram usados cinco projéteis diferentes a 18 e 50 metros inclusivamente o chumbo da casa, o RWS Superdome, para além deste usei também da JSB o Exact e o Heavy e da H&N o FTT e o Baracuda ou seja, aqueles que para mim são os chumbos de qualidade mais correntes. Finalmente não posso deixar por dizer a velocidade e energia média que deu ao fim de dez tiros com o chumbo de referência nestas e em muitas outras coisas, o JSB Exact de 0,547g ou 8,44gr. Velocidade, 931.6 fps que dá 283.9 m/s e uma energia de 22J  
De realçar ainda o gatilho o T01 com segurança automática e à imagem da Air Arms TX200 também aqui podemos encontrar uma pequena patilha do lado esquerdo da ação que serve para libertar a camara após bascular a alavanca, finalmente importa referir o comprimento do cano, 450mm ou seja 20 polegadas.
Mas vamos às fotos da prache para que se fique com uma ideia melhor do que acabaram de ler.



Grupos a 18 metros

 Grupos a 50 metros

Chumbos usados no teste

 A Diana


 O teste a 50metros

 Fotos de pormenor





domingo, 6 de novembro de 2016

Primeira Prova

Foi hoje a minha prova em ambiente mais a sério, foi nas Caldas da Rainha, terra dos... perdão das Cavacas, um doce com cobertura de açúcar.
Para já ainda sem fotos, assim que as tenha se conseguir algumas atualizo mas não posso deixar de assinalar a data, como tal a publicação tem de sair hoje.
A prova foi de 50 alvos, dos cinquenta acertei 32, no final foi atribuido um alvo mais a todos os atiradores porque um dos cinquenta estava a distância irregular, não foi muito mas deu—me o 5° lugar nas springer, fiquei feliz pelo convívio, pela classificação, porque fiz a minha primeira linha completa, ou seja dez acertos seguidos na mesma coluna horizontal, foram 13 se não me engano os acertos seguidos, fiquei muito feliz também porque acertei o tiro mais longo do circuito, estava vento, restavam cera de 45 segundos e o alvo a 50m era o número 12, o último da porta quatro, tinha a mira um dot à direita à espera que o vento abrandasse e a cerca de uns 10 segundos de terminar o tempo o vento abrandou por um segundo, puxei o gatilho e... hit.
Senti—me um pró, range bem medido, vento bem analizado, esperei, esperei, a mira não abanava quase nada apesar dos 32X, os nervos não me dominaram e gatilho puxado quando tinha de ser puxado, grande tiro, pelo menos para mim pelo nível em que ainda me encontro. Fiquei feliz também porque me calhou na rifa atirar com o Bruno Silva (Vakeiros), o atual campeão nacional, não é que neste momento me sinta pressionado a atirar com tubarões da modalidade mas é difícil ficar indiferente quando se vê alguém a atirar melhor que nós ainda por cima quando esse alguém está a fazer uma excelente prova.
Quando terminei mais uma vez pensei que a prova não tivesse corrido muito bem mas depois à medida que fui perguntando os acertos do pessoal comecei a ficar animado e os que tinham mais acertos que eu há muito que andam nestas andanças e afinal também não tinham acertado muito mais que eu, a exceção foi mesmo quem atirou ao meu lado.
Falhei tiros que me pareciam fáceis mas que para que percebe de Field Target não eram fáceis, falhei tiros que me pareciam fáceis e que realmente eram fáceis mas também acertei tiros que não eram fáceis, o numero 12 foi um deles que tão depressa não vou esquecer, acertei dois tiros de pé, acertei quatro de joelho, fiquei a um tiro de quem já foi campeão nacional e a dez do atual campeão nacional e quinto classificado a nível mundial que atirou muito bem, neste momento não me lembro bem mas o segundo classificado de hoje penso que fez mais uns 5/6 tiros que eu. Parece um discurso arrogante, até pode ser, eu apenas me sinto muito contente e quero apenas registar o meu contentamento aqui, no meu blog que é como um diário das minhas experiências no tiro com ar comprimido.
Que me desculpe quem por aqui passar mas fiquei contente, fiquei mesmo comtente com a minha prestação.
Até breve.
O Cartaz da prova 

 Briefing


 Zeregem


 O junior

 Cronografagem

 O Sr. Rogério do Staff

 O Mário um meu consócio

 O Batalha

 O Luís, bicampeão nacional em PCP 

Os troféus 

Os vencedores da prova de PCP em masculino e feminino
a Ana e o Sérgio, a Ana campeã nacional e vencedora
absoluta desta prova com o impressionante registo de 
49 acertos em 50 possíveis 

Aqui também o vencedor Júnior em PCP, o Santiago 

Os vencedores em Springer, o Alex e o Bruno (Vakeiros)


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Uma manhã bem passada a fazer cenas maradas

Já nem me lembrava da manhã passada com o youtuber Carecovzki e mais malta da boa.
Passar uma manhã de tiros sem alvos convencionais também é muito fixe.



terça-feira, 1 de novembro de 2016

Teste simples para miras telescópicas

Uma forma de testar as torretas das miras telescópicas consiste numa brincadeira muito simples, começa-se por mandar um balázio numa folha em branco em segida damos uns clicks nas torretas por forma a obter um quadrado, repetindo volta após volta e assim perceber a consistência dos clicks, ou seja se os clicks são ou não fiáveis e se depois de alguns movimentos nas torretas estas retornam sempre ao mesmo ponto levando a arma agrupar perfeitamente.
Para demostrar como fiz o teste usei a minha Hawke Sidwinder 8-32X56 SF, a arma é a Air Arms TX200, a distância 18m, o número de voltas que dei no quadrado foram 5 no sentido horário e nas torretas dei 40 clicks de cada vez, o grupo do ponto 4 ficou um pouco maior que os outros devido a um erro meu, ou seja o tiro mais a baixo neste ponto 4 deveu-se a mim tal como na maior parte dos casos em que não acerto onde quero.
Deixo uma chamada de atenção para uma curiosidade, o ponto onde fiz mira em todos os tiros não coincide com nenhum dos grupos, isto deve-se apenas ao facto de a arma estar zerada para atirar com o hamster de FT e como este teste foi feito na posição de BR com a arma apoiada num saco de arroz  e sem hamster o ponto de apoio é diferente logo agrupa também de forma diferente.
Fica a foto para um melhor entendimento.
P.s. Primeiro post a partir do telefone


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Pistola SPA CP1-M


Finalmente uma pistola, não é a primeira, já há uns dez anos comprei uma Gamo P23 também ela de Co2 mas era uma arma que disparava BBs (projeteis esfericos) logo, sem estrias no cano e ainda por cima este era curto quando comparado com o desta CP-1M. Sempre atirei mal com pistola, mesmo na tropa com as de fogo e acabei por vende-la para ajudar na compra da Cometa Fusion.
Como disse nunca me lembro de ter atirado bem com pistola, não é que eu seja artista com carabina mas com pistola sou ou era mesmo muito mau, muito mau mesmo, digo era não por ter passado a ser um John Wayne mas a partir do momento em que me apercebi onde estava o erro (movimento ao premir o gatilho) com as armas curtas parece que melhorei alguma coisa, pelo menos tenho mais atenção a puxar o gatilho e os resultados refletem-se nos alvos.

Bem mas este post não é para falar de como atiro ou deixo de atirar com pistola, este post é para fazer um reveiw à SPA CP1-M, então cá vai.

Em primeiro lugar devo dizer que se pensarem em adquirir uma arma destas esqueçam o manual, não é que faça muita falta porque a arma é bastante intuitiva mas dava jeito pelo menos para explicar como se municía e se regula a alça de mira em deriva pois esta tem dois parafusos, um de cada lado da regulação e é preciso puxar um bocadito pelos neurónios para regular a arma como se exige. Esta arma até pode parecer uma PCP mas infelizmente é apenas de Co2, o cilindro por baixo do cano mais não é do que um tubo para albergar botija de 12g de Co2. Optei pelo calibre 4,5 (.177) porque sinceramente ainda não me habituei à ideia de calibres com curvas balísticas mais acentuadas, depois optei pelo modelo M (magazine) por achar ser mais funcional mas o certo é que usar esta arma em modo mono shot (adicionar a peça para tal) até é bem fácil e prático, como tal pouco usei ainda o carregador, carregador que é em tudo idêntico ao que as carabinas PCP da marca sueca FX usam, não só pelo formato mas também pela forma de carregar, ou seja, roda-se a tampa transparente no sentido anti horário (não se estranhe a pequena resistência de uma mola no interior) e coloca-se o primeiro chumbo do lado contrario, no orifício de saída, seguidamente colocam-se os restantes sete chumbos do lado da tampa transparente rodando no sentido horário.

Esta arma pesa 920g segundo a marca, não é muito quando se atira com as duas mãos mas se empunharmos a arma com uma mão apenas a coisa já muda de figura ou então continua a ser a minha falta de jeito com armas curtas que dificulta a coisa, a juntar ao peso da arma teremos de adicionar os 44g que é o peso da botija de Co2.
Assim que coloquei a botija tive logo uma agradável surpresa, não é preciso enroscar a tampa do reservatório muito rápido para que não se perca o precioso gáz propulsor, pode-se enroscar a tampa normalmente e nem é também preciso apertar muito para que se obtenha uma boa vedação.
Com a arma pronta a atirar, apontei a um alvo de 14X14 a cerca de 5m e... ui, não acertei no alvo, não acertei mas também não fiquei decepcionado com o gatilho que não sendo um Record também não é nenhum Gamo, digamos que tem um primeiro estágio longo mas sem muito atrito, o peso deve mesmo ter a ver com alguma mola, sinceramente desconheço por completo o sistema do gatilho desta arma. Bem mas como o tiro saiu demasiado alto toca a baixar a alça de mira e aqui está o primeiro ponto negativo desta arma e até agora a meu ver o único ponto negativo, a alsa de mira, estava quase na sua posição mais baixa ou seja mesmo a 10m o tiro sai sempre muito alto e para fazer centro tenho de apontar para o limite inferior do alvo, a lamina com a ranhura da alça até roda um pouco para trás o que permite baixar o tiro mesmo assim é insuficiente o que me obrigou a inventar para levantar a massa de mira e desta forma ser possível fazer centro apontando normalmente, para isso tive de construir um calço em PVC e colocar entre o cano e a massa de mira.

A coronha desta arma, é em madeira e está longe de ser uma referência em ergonomia mas está ainda mais longe de se poder dizer que se agarra mal, o diamantado desta confere algum grip adicional o que ajuda na empunhadura da arma. A oxidação, não me parece ser das melhores embora também não se possa considerar de má qualidade mas numa arma de 100€ não se pode exigir melhor, eu é que estou um bocado mal habituado.
A marca anuncia 40 tiros como autonomia da botija o certo é que a partir do 35° a velocidade começa a descer claramente e não se pode dizer que estivesse frio no dia deste review, estavam 22°C, acredito que num dia de muito calor a velocidade comece a cair um pouco depois, não acredito é nos 40 tiros. Comparei também duas botijas de marcas diferentes, a primeira da Crosman e a segunda da ASG, contudo os resultados foram idênticos, estamos a falar de uma arma de Co2 a fazer 6j com o chumbo de referência, o JSB Exact 8,44gr quase tanto como uma carabina para papel a 10m, na embalagem a marca anuncia uma potencia de 8J.

Neste teste cronografei a arma com 3 diferentes marcas de chumbos e com 4 modelos, da JSB o Exact e o RS, da Crosman o Domed e da RWS o Diabolo Basic e cinco, foram os disparos que fiz com cada projétil, a velocidade média de cada um foi: com o Exact 148.7 m/s e 1.5 m/s de Avarage, com o RS 155.9 m/s e 1.8 m/s, com o Diabolo Basic 158.6 m/s e 3.2 m/s e finalmente com o Domed 155.2 m/s e 2.5 m/s, nos alvos excluí o JSB RS nos grupos dos tiros apoiados apoiados e atirei de pé com aquele que se revelou o mais preciso tal como é referido no site da Mundilar, a loja onde adquiri a arma e onde se faz referencia aos projeteis Checos como sendo os que melhores resultados produzem.
Passemos à fotos.




Bancada de ensaio




Grande plano da arma

Grupos a 10m apoiada



 Grupo a 10m de pé a segurar com as duas mãos

 A arma como vem na Embalagem

 Nesta foto é possível ver o calço que adicionei na massa de mira