domingo, 26 de fevereiro de 2017

Quando uma springer tem demasiada potência.

Tenho atirado muito à noite dentro de uma garagem mas hoje foi na rua e a 45 metros.
Os amigos do Je gostam mesmo é de PCP mas como eu gosto mais de springers, não podia deixar passar a oportunidade de comparar uma HW80 com muitos Joules (demasiados) com a minha HW50S de apenas 14j, (a fisga) como eles lhe chamam. Os resultados não foram brilhantes, a 80 tinha uma mira de apenas 12X, resolvi usar os mesmos 12X na 50, o alvo vê-se relativamente bem mas o vento não, do vento não se via mesmo nada por ser noite e como estava às cegas apontei sempre para o centro do alvo.
Atirei em posição de BR com apenas um saco de arroz a servir de base para cada uma das armas, os grupos foram de 10 tiros e penso que ficou provado que demasiada potência, não serve para coisa nenhuma numa springer, já nas duas PCP dos meus companheiros de balázios a coisa é bem diferente mas como a ideia hoje foi apenas demonstrar que uma springer com muito power não tem a mínima hipótese com uma outra com um pouco menos de metade da potência, ainda que a mais potente seja em calibre 5,5 e a menos musculada seja em 4.5.
Como disse não era possível ver o vento porque se fosse a diferença teria sido um pouco maior, não lamento contudo que não tenha sido possível compensar o vento, é que um projétil com mais do dobro do peso, disparado a mais do dobro da energia é menos afetado pelo vento logo a dispersão do grupo da HW50 deve-se mais ao vento, já a dispersão do grupo da HW80 fica a dever-se sobretudo ao incremento de potencia numa arma que de fábrica já é bastante potente. Desta forma prova-se de forma clara que de nada serve ter uma springuer com demasiada potencia porque só fica a perde em precisão, saliento no entanto que qualquer uma das armas tem alterações por forma a melhorar os agrupamentos.    

Estes dois querem é PCP

Iluminação artificial dos alvos

Ficavam assim

A HW80 com a Hawke Panorama 4-12×50





A HW50S com a Hawke Varmint 6-24X44 SF


10 Tiros com a HW80

10 Tiros com a HW50

domingo, 19 de fevereiro de 2017

História da Diana

A Diana nasceu na Alemanha em 1890 na cidade de Rastatt, fundada por Jakob Mayer e Josef Grammelspaher e a 31 de janeiro de 1908 nasce a primeira arma da marca, ao que parece uma pistola de ar comprimido de carregar pela boca.
Infelizmente a Diana por interesse próprio, por falta de organização ou devido à guerra não tem documentos com os seus modelos e números de série organizados cronologicamente, existe algum trabalho feito curiosamente nos EUA pelo Dr. Beeman que importava para este país armas de ar comprimido.
Do pouco que conheço da marca e dos modelos mais recentes, sei apenas que algumas armas têm dois dígitos gravados algures na ação que nos dizem o ano de fabrico.
Pessoalmente acredito que devido à quantidade de bombas que foram despejadas na Alemanha entre 1939 e 1945 durante a segunda guerra mundial se tenham perdido, não só as pessoas que trabalharam na fábrica e que poderiam acrescentar algo à história mas também todo o arquivo da empresa até ao fim da guerra, fábrica que produziu até peças para a Mauzer.
Sabe-se no entanto que entre 1930 e 1947 as armas desta marca serviram como armas de treino no exercito alemão, a seguir à segunda guerra mundial chegaram mesmo a fabricar-se na Escócia depois dos Ingleses terem garantido os direitos de fabricação de ferramentas, máquinas e peças de armas. Os irmão Millard de Londres produziram então na sua fárica (Milbro - Millard Bros.) na Escócia e exportando a marca para os Estados Unidos sob o nome de Daisy embora nunca fabricando o Mod.27 com este nome, no entanto tiveram a necessidade de adicionar o logo "Original" para desta forma evitar a confusão. Nos EUA muitos ainda hoje pensam que quem fabrica esta marca é a RWS, marca que apenas exporta a Diana para a América.
Devido ao pouco que se sabe sobre esta mítica marca de armas deixo algumas fotos de modelos que resistiram até aos dias de hoje e outros que não sendo dos mais antigos são dos mais emblemáticos.




Diana Mod.15 em 4,5 (.177)






Mais tarde surgiu então o medelo 27 já com gatilho ajustável, tornando-se famosa na altura precisamente por este facto

Primeiro Mod. 27




Em 1924 nasce a pistola de carregar pela boca



O já bem mais recente mod. 6G Recoilless



Em 1960 surge o primeiro modelo da marca sem recuo, o mod. 60, uma carabina de cano basculante


Modelo com coronha Tirolesa


Diana Mod.75




Em 1980 a famosa mod. 48-52 de longo alcance com cano fixo e de alavanca lateral (sidlever)



Em 2000 o mod. 350 Magnum, a arma de mola mais potente do mundo com um V.O de 380 m/s.




2011 a PCP P1000




em 2014 a marca dá-nos a conhecer o sistema N.TEC com piston a gás e nesse mesmo ano é comprada pela German Sport Guns


Em 2016 a Diana atualiza a 54 Air King com a 56 




Para conhecerem toda a atual gama de armas acessórios, chumbos e ótica fica o Link
Catálogo da marca



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

História das marcas de armas de ar comprimido.

Sei que estou a enveredar por um caminho sinuoso ao vir aqui trazer a história de algumas marcas tão antigas e conceituadas mas como já referi no post anterior a minha intenção não é nem pode ser a de fazer um levantamento exaustivo da história das marcas o que daria um livro para cada uma como tal vou trazer apenas informação mais básica para que se fique a conhecer um pouco mais sobre as marcas. Estamos na presença de um blog que não nasceu para ser popular, aqui pretendo sobretudo anotar todo o conhecimento teórico e prático que vou acumulando sobre o maravilhoso mundo das armas de ar comprimido, no entanto ao criar o blog pretendo não só enriquecer a minha cultura mas também a de todos aqueles que com mais ou menos regularidade seguem este blog e que em alguns casos estão a dar os primeiros passos tal como eu no início desta aventura. Para tal, obviamente que a participação de todos os que por aqui passarem é sempre bem vinda, sejam eles mais ou menos experientes que eu nesta matéria, por vezes até as perguntas a que não sei responder me vão obrigar a pesquisar e a ganhar um pouco mais de conhecimento transportando-o para aqui.
Como é óbvio, estou muito longe de ser uma entidade no mundo do ar comprimido, ao longo do pouco tempo que levo de Balázios adquiri alguma bagagem mas muito ainda tenho a aprender, não só com os mais experientes mas também com os que estão a dar os primeiros passos, posso dizer que muita coisa sobre o mundo tenho aprendido com os meus filhos.
Não vou tornar este post muito mais longo até porque tornar-se-ia maçador, hoje apenas quero esclarecer quem por aqui passar e pretender conhecer a história das marcas que não vai encontrar nada muito elaborado, aqui vão quanto muito saber apenas a origem, os criadores e os modelos mais emblemáticos, não vou fazer comparações nem opinar sobre as mesmas porque as marcas quando nascem têm targets definidos logo, nem sempre são comparáveis, também não posso como até aqui assegurar que todas as semanas sairá uma história, pelo meio podem surgir outras estórias ou até mesmo acontecimentos que me façam vir aqui escrever umas linhas.     
Fiquem bem e mandem uns balázios sempre que possam.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

História da Feinwerkbau

Ao fazer o comparativo do último post é impossível não pensar na riqueza histórica destas duas marcas alemãs que infelizmente por razões também elas históricas levaram este país a especializar-se entre muitas outras coisas na produção de armas de ar comprimido.
Vejamos então em primeiro lugar o porquê da Alemanha ser o país onde nasceram as melhores armas de ar comprimido e quando falo de ar comprimido não estou a falar das primeiras obviamente, essas nasceram na selva, onde se disparavam dardos soprando-os dentro de tubos derivados de plantas, as armas de ar comprimido com a forma de carabina ou pistola já aqui falei há uns tempos, segundo sei a primeira foi mesmo uma PCP com o nome do seu inventor italiano Girandoni, já lá vão alguns secúlos. As armas de ar comprimido a que me estou a referir concretamente são as mais usuais, as de mola, as que mais gosto e as que melhor conheço, são estas as que nasceram num país impedido de fabricar armas de fogo a seguir à segunda guerra mundial e sendo a Alemanha um pais altamente desenvolvido tecnologicamente obviamente que não deixou de inventar, reinventar e desenvolver produtos da mais alta qualidade, claro está que um país acabado de sair de uma grande guerra não se esquece das armas e se não pode construir as de fogo então que se desenvolvam e construam as de ar comprimido.
Marcas como Diana, Weihrauch, Walther, Feinwerkbau e Anschutz são apenas alguns dos exemplos das de mais elevada qualidade e dos contrutores mais consagrados mundialmente, outras marcas de grande qualidade nasceram também no Reino Unido como sejam a BSA e a Webley mas não com o requinte tecnológico das alemãs, marcas como a Air Arms criaram armas com a base mecânica da Weihrauch HW77 embora desenvolvida e muito bem.

Agora que já dei um lamiré do porquê das melhores armas de ar comprimido terem surgido na Alemanha, vou então falar um bocadinho da Feinwerkbau, até porque também não conheço assim tanto da marca para vir aqui dar uma grande palestra.
A Feinwerkbau foi fundada na Alemanha em Oberndorf no ano de 1949 por Karl Westinger e Ernest Altenburger ambos antigos funcionários da Mauser onde o primeiro tinha sido um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento do projeto da pistola Mauser C96, na decada de 50 a possibilidade de produzir armas de fogo na Alemanha não era equacionável, a empresa direcionou-se para a produção de peças mecânicas e maquinas (calculadoras eletromecânicas) e só no final da década de 50 se voltaram para a construção de uma carabina de ar comprimido de excelência surgindo então em 1963 a LG150 nome de código e dois anos mais tarde a primeira pistola, tanto uma como a outra foram direcionadas para o mundo do desporto ou seja, eram e são ainda hoje armas de tiro ao alvo e não de caça, filosofia que se mantém até aos nossos dias mas agora já com armas de fogo no catálogo embora sendo apenas no pequeno calibre .22LR. O desenvolvimento da FWB150 que muitas medalhas importantes conquistou deu origem à FWB300s um ícone da história mundial nas carabinas de cano fixo para a prática do tiro em papel a 10m o que levou Robert Beeman, importador da Weihrauch para os EUA a dizer que a FWB300s é a única arma não Beeman que gostaria de ter se de repente fosse forçado a escolher apenas algumas armas da sua colecção, os outros modelos seriam o R1, o R7 e o P1.
Obviamente que a história da marca não termina neste modelo, a marca tem no seu catálogo muitas outras referências em PCP inclusive e que veremos de seguida em algumas fotos.

Espero que tenham gostado e se gostaram não se esqueçam de dar um joinha e subscrever o nosso canal. Se fosse um video do Youtube seria assim que terminava mas como é o meu bloge e não vivo obsecado com o número de visualizações ou likes espero apenas que quem venha a ler este texto fique um pouco mais rico culturalmente, eu pelo menos fiquei e estou a pensar fazer o mesmo em relação a outras marcas deste tipo de armas.

Ficam as habituais fotos de alguns dos modelos miticos da marca.



Feinwerkbau 65

 Feinwerkbau 110

 Feinwerkbau 124

 Feinwerkbau 300s Universal

 Feinwerkbau 601

Feinwerkbau 800

Agora em fogo .22LR
Feinwerkbau AW 93

Feinwerkbau 2700 .22LR



Para quem quiser conhecer melhor todos os modelos da marca fica o Link
Catálogo da marca





   

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Feinwerkbau FWB 300s VS Diana 75

Este post demorou tanto a sair do forno que vamos lá ver se sai daqui alguma coisa de jeito,  comparativos destes não se veem muito por aí até porque também não há assim tantas armas destas.
Felizmente tive a sorte de poder atirar com ambas por forma a compará-las, quem não tiver esta sorte mas tiver a felicidade de atirar com uma delas pelo menos, aproveite e desfrute da oportunidade porque estas são duas das armas mais precisas com que atirei, são do tempo em que não se fabricava em massa nem na China com a preocupação quase única e exclusiva de obter lucro.
Para começar devo dizer que estamos na presença de duas armas para competir em papel a 10m, esta FWB fabricada em 1974 e a Diana em 1991, ambos os modelos com inúmeros títulos, desde Jogos Olímpicos a Campeonatos Regionais, ainda hoje se podem ver por esse mundo fora a competir e a sacar medalhas. Devido aos seus sistemas recoiless estas duas armas que têm cano fixo competem lado a lado com as PCP e não se pense que são enxovalhadas, muito pelo contrário, são senhoras muito capazes de dar cartas às meninas de hoje (PCP).
A Diana é por muitos considerada a melhor de sempre nesta classe das springers de cano fixo para tiro olímpico, a Fein. com mais uns anitos em cima é respeitada por todos os amantes desta vertente do tiro, mesmo os das Dianas 75, simplesmente por saberem que as diferenças de precisão são ínfimas.
Ao fazer este comparativo não fiquei à espera de encontrar uma superioridade relevante de uma face à outra, como disse anteriormente, estamos na presença de duas armas de top e no top as diferenças são sempre mínimas apesar de projetos algo diferentes, enquanto que na Fein. 300 não se anulou o recuo, após o tiro a ação recua num trenó solidário com a coronha, já no caso da Diana a solução passou pela completa anulação do recuo ao criar um engenhoso mecanismo com dois pistons que no momento do disparo se deslocam em sentidos opostos à mesma velocidade anulando desta forma o efeito um do outro.
Em termos de acabamentos o melhor que se pode dizer é que estão ao nível da precisão ou seja, do melhor que ainda se faz, coronhas em nogueira e oxidações 5 estrelas, isto para falar apenas do aspeto exterior, nem uma nem outra têm os vulgares picos de ferrugem passados estes anos todos, é certo que estas armas quando saíram das lojas não foi para ir aos pássaros e depois serem deixadas a um canto, quem as comprou e por bom dinheiro, ou foi para competir ou para uns tiros de recreio mas sempre foram tratadas como donzelas da borguezia germânica,
Passemos então aos balázios, assim que lhes pegamos imediatamente nos apercebemos da solidez de cada uma, são armas pesadas que nos aconchegam bem o braço às costelas 4,6kg cada uma foi o que acusou a balança, até no peso são identicas, apesar de projetos diferentes que procuram anular o recuo, não deixam de ter mais umas quantas coisas em comum, as duas são de cano fixo com alavanca lateral para armar, no caso da 300s esta é um pouco mais curta, o que nos dá maior conforto devido a um movimento de menor amplitude mas que ainda assim não se reflete num maior esforço do que aquele que se faz na 75 ou pelo menos num esforço adicional que seja relevante mas se por um lado se tem mais conforto devido às dimensões da alavanca, esse mesmo conforto é perdido no momento de a retornar à sua posição inicial, é que enquanto na 75 basta levar a alavanca à sua posição sem qualquer esforço, na 300s temos de fazer alguma pressão no final do movimento, por aqui se pode avaliar também no caso da Fein. o estado de conservação da borracha (neste caso verde) que se encontra no topo da câmara de compressão e que serve de vedante entre a câmara e o cano.
Introduzido o chumbo no cano, chega o momento de fazer o gosto ao dedo e ao empunhar uma e outra nota-se imediatamente a distância das teclas de gatilho ao pistol grip, distância que é um pouco mais curta na Fein. apesar desta ter afinação para quem a pretenda um pouco mais afastada mas um pouco mais apenas, nota-se também uma outra diferença na tecla da  Diana por ser uma tecla match com regulação de rotação ao passo que na sua rival encontramos uma tecla convencional mas as diferenças nos gatilhos não se ficam por aqui e se em termos de peso não posso dizer que encontrei alguma diferença  já no primeiro estágio a coisa não é bem assim, embora não se possa dizer que algum dos gatilhos tenha um curso longo, no caso da 75 este é mais curto ainda que o da 300 mas este é um ponto discutível, muito dado ao gosto pessoal, se há quem como eu goste de ter um primeiro estágio em que o gatilho quebra muito leve sem segundo estágio também há quem goste de outras configurações, o certo é que para mim estes são os dois melhores gatilhos que apertei até hoje.
Gatilho apertado, chumbo a voar em direção ao alvo e, woooooouuu, a Diana é uma verdadeira delicia, nem parece que se disparou uma arma de mola, é impressionante a engenharia desta Diana 75 que não sendo o único modelo da marca com este sistema mas que agora nos vamos centrar apenas neste modelo. Se formos mariquinhas o suficiente até podemos encontrar diferenças para um tiro de PCP mas é se formos bem mariquinhas, na Feinwerkbau o tiro sente-se, nada que se compare com as armas de mola convencionais e com a mesma potência é certo até porque também me parece ser mais silenciosa mas pronto, sente-se ligeiramente.
Quanto a aparelhos de pontaria, ambas vêm equipadas de série com dióptro e com massas de mira em forma de túnel com a possibilidade de cada um escolher o insert que preferir, por eu ser ignorante nesta modalidade fiquei bastante surpreendido e agradado com o insert da Diana que é em acrílico incolor, basicamente, aquilo é obviamente um pedaço de acrílico com um furinho no meio o que nos proporciona uma melhor visão do alvo, na Fein. é o insert normal penso eu, o que tem o circulo constituido por um aro metálico ligado ao túnel lateralmente por dois finos fios também metálicos.
Quanto a cotas,  nos canos, na Fein. temos 510mm, na Diana 480mm, a coronha da FWB mede 730mm, a da Diana 750mm e no comprimento total a Diana tem 1095mm contra os 1080 da Feinwerkbau .
Para este comparativo decidi atirar em duas posições de tiro, de pé e em BR mas com um apoio apenas, a duas distâncias, 10 e 13 metros, com dioptro e com mira telescópica e com três marcas de chumbos, JSB, RWS e H&N e já agora vários modelos destas marcas.
Infelizmente nenhum dos atiradores está rotinado no tiro para o qual elas foram criadas mas até aqui estava curioso para perceber se uma teria vantagem em relação à outra, será que tendo a Dina mais fama terá também melhor ergonomia ou melhor pontuação? Não. Os atiradores são um zero à esquerda neste aspeto e qualquer diferença de pontuação é pura coincidência mas nem por isso deixámos de fazer o teste.
Quis também perceber e mostrar até que ponto os dioptros são precisos, sendo estes aparelhos de pontaria desprovidos de qualquer tipo de ampliação, por isso fizemos tiros apoiados no saco de arroz a 13 m eliminando a maior parte do erro humano, esta distância e forma de atirar foi também obviamente a escolhida para os tiros com mira telescópica, na Diana montámos uma Hawke 4-12X50 AO, na FWB uma Leapers 4-16X40 AO, em ambas as "duas" armas atiramos com 10 aumentos, por ser esta a forma de atirar com mais precisão, foi nesta posição também que resolvemos testar a maior quantidade de chumbos para assim se perceber ou talvez não qual o projétil preferido de cada uma.

Em cima a Feinwerkbau 300s e em baixo a Diana 75



Em cima a Diana e em baixo a Fein.


Os aparelhos de mira da Fein.



Os aparelhos de mira da Diana



Janela de municiamento da Fein

Janela de municiamento da Diana



Seguem as fotos com os grupos mas não sem antes chamar a atenção para três pontos que me parecem ser relevantes para melhor se entender este este comparativo.

1— Os grupos foram medidos de fora a fora e não de centro a centro, preferi fazê-lo desta forma por considerar que se conseguem medições mais exatas, quem preferir o método tradicional basta subtrair 4,5mm. Em nenhum dos grupos de alvos excepto nos tiros de pé houve a preocupação de acertar no centro, apenas fazer grupos e medir os mesmos, ainda assim segui a mesma regra,  medir o grupo e desprezar os pontos que não tenho muita prática a contar.

2— Nos tiros apoiados, as armas foram apoiadas apenas no fuste sendo que o apoio foi um simples saco de arroz da marca Gamo, o segundo apoio para a coronha não foi utilizado.

3— Também nos tiros apoiados mas agora com mira telescópica participaram três atiradores por ser esta a forma mais precisa de atirar e para desta forma tentar encontrar alguma convergência  nos grupos. Nos tiros de pé fomos apenas dois atiradores, já agora aproveito para pedir desculpa por os grupos terem ficado granditos mas a elevada qualidade dos atiradores não conseguiu suplantar a forte corrente de ar que se fazia, sentir na garagem. Não reduzimos o número de atiradores por nenhum motivo, foi apenas por indisponibilidade de um Atirador e como nesta parte do comparativo não iria tirar grandes conclusões sobre a acurácia das armas resolvi não perder mais tempo.


Nos próximos alvos vamos ver como as duas armas se comportaram com os três atiradores na posição apoiadas com mira telescópica com 10X a 13m de distância.
Também nos alvos que se seguem os grupos são de cinco tiros e foram testadas três marcas de chumbos diferentes em diversos modelos das marcas, pena não haver mais espaço indolor, mais modelos e mais frações do cal. 4,5 mas penso que já fica uma otima amostra, suficiente para tirar algumas conclusões.


 Chumbo JSB em três modelos e três atiradores AA, BB e CC,  não me perguntem porque é que não nomei os atiradores apenas com uma letra.



Chumbo H&N em dois modelos



Chumbo RWS em três modelos


Julgo que a primeira coisa que salta à vista é a FWB gostar mais do cal. 4,49 e a Diana do 4,50


Com os alvos que seguem pretendo demonstrar a precisão dos dióptros, como tal os tiros são novamente apoiados aos mesmos 13m mas desta vez com os respetivos dióptros em lugar das miras, os grupos são novamente de cinco tiros e novamente medidos de fora a fora.
Desta vez somos apenas dois atiradores, por este motivo fizemos duas séries para adicionar mais fiabilidade e foram usados apenas dois projeteis distintos, a Diana atirou com RWS R10 de 0,53g e a Fein. com o RWS R10 de 0,45g

1ª Série

Atirador A



Atirador B




2ª Série

Atirador A



Atirador B



Seguem-se os grupos na posição de pé mas agora a 10m, a dispersão é evidente devido ao pouquissimo treino dos atiradores nesta posição, nos alvos a baixo foi usado um chumbo de menos qualidade e bem mais económico, o Diabolo Basic da RWS e fizemos grupos de dez tiros para ver se pelo menos se conseguia colar alguns tiros nos outros.

— Fecha a porta Zeca que está muita corrente de ar.
— cala-te e atira mas é.

1ª Série

Atirador A



Atirador B



2ª Série

Atirador A



Atirador B




Em jeito de conclusão, a minha conclusão entenda-se, devo dizer que consegui com a Fein o grupo mais pequeno deste comparativo, um grupo apenas com o diâmetro de um chumbo mas já no primeiro contacto com a Diana consegui um grupo com a mesma dimensão, aqui com a Diana ainda se consegui também um grupo muito próximo, ou seja, fazer grupos destes com uma destas armas com o chumbo certo não se pode considerar nenhuma proeza embora não seja uma coisa que se consiga todos os dias, eu pelo menos não consigo, por isso sou obrigado a dizer que se tivesse de escolher uma destas duas para praticar tiro olímpico escolheria a Diana e porquê? Porque tem um tiro mais doce, um tiro que basicamente não se sente. E se eu não praticar tiro a 10m? Se apenas quiser uma muito boa arma para papel a 10m, boa para BR e também boazita para FT? Sim, para Fiel de Target, só para que conste esta arma esteve presente na primeira prova desta modalidade a 7 de setembro em Magoam Down in Sussex atrás de um pub de nome Red Lion e para ser franco tenão mesmo muitas dúvidas que a Fein. tenha desaparecido do FT. Portanto, se eu quiser polivalencia serei obrigado a optar pela versatilidade da FWB 300s, pode obviamente ser ignorância minha mas até ver desconheço qualquer possibilidade de aumentar a potência da 75 conferindo-lhe dessa forma maior polivalência. Obviamente que não se pode querer polivalência em armas com um objetivo tão declarado mas só para que se tenha uma ideia fizemos também a 13m na posição de BR uns tiros com uma Weihrauch HW100 que tinha montada em cima uma mira Falcon 10-50X60 mas que não se conseguiram grupos ao nível dos das springers por nenhum dos atiradores.

Tabela dos grupos e totáis *



*Peço desculpa por já não me lembrar como é que já adicionei neste blog tabelas de excel, se me lembrar atualizo e ponho isto mais bonitinho.

E porque este comparativo não ficava completo sem as velocidades e potencias das duas armas, aqui fica a tabela com os dados. Decidi usar o chumbo que por norma serve de padrão para a potencia das armas de ar comprimido, o JSB Exact 8,44 gr.






Finalmente um agradecimento para o Zeca que cedeu a Diana e as instalações e para o Zé das Armas sem os quais eu não teria conseguido fazer este comparativo, sei que se divertiram também mas não posso deixar de lhes agradecer, um muito obrigado a estes dois amigos.