sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Mundial de Field Target Lisboa 2016 segunda parte

Bem já vem um bocado atrasada a reportagem e também não terá grande qualidade porque estou neste muino há pouco tempo como tal ainda não conheço bem os craques da modalidade mas como digo no inicio deste bloge, este é um blogue onde passo as minhas experiências no ar comprimido, muito tenho aprendido neste último ano e muito mas muito mesmo tenho ainda a aprender no tiro e mais concretamente no FT.
Desculpem a pouca informação e alguma que possa não estar correta porque também não tive muito tempo para andar a fazer perguntas, primeiro porque os atiradores portugueses já tinham demasiadas coisas em que pensar, acreditem que organizar uma prova destas está muito muito longe de ser fácil, como tal a maior parte do tempo que passei no Estádio nacional foi para ajudar no que estivesse ao meu alcance como tal senti que não devia andar a chatear com perguntas.
Vou apenas colocar algumas fotos, links e dar a minha visão pessoal do evento.

Em primeiro lugar devo dizer que fiquei surpreendido porque nunca tinha visto pessoas de tão elevada idade a praticar este desporto, havia dois senhores pelo menos com mais de oitenta anos, acho que a maioria de nós talvez nem chegemos a esta idade quanto mais deslocar-mo-nos a outro país para praticar algum desporto, com oitenta anos se lá chegar acho que querer é sopas e descanso.
No extrmo oposto estava um atirador "tuga" com doze anos que conseguiu o terceiro posto na classe juvenil. De resto é o que já se sabe o FT é um desporto para ambos o sexos embora nas senhoras até porque eram bastante menos não havia de idades tão elevadas, aquilo a que chamamos normalmente "velhotas"
Para alem de grandes atiradores deu também para ver armas e miras maravilhosas, coronhas lindas, desde as muito trabalhadas em madeira, às muito coloridas, vi ao vivo uma coronha única no mundo construída pelo próprio Bruno Silva para a sua Walther LGU.
não estava à espera de numa prova deste calibre poder aproximar-me dos atiradores, a principio foi com alguma timidez que procurei o meu atirador favorito, o Luís Barreiros, que me desculpem os outros atiradores portugueses mas o Luís é o meu padrinho neste desporto, é um magnifico atirador e de uma humildade incrível e a pessoa que chateio para pedir conselhos mas como dizia, foi com algum receio de incomodar que no primeiro dia de prova me aproximei dos atiradores com receio de perturbar algum mas como queria dar o meu apoio aos "tugas" lá me fui aproximando e cheguei mesmo a desejar boa sorte a alguns.
quero salientar também o magnifico senario escolhido, a mata do Estádio Nacional é um local de muita beleza onde até uns coelhos se podem fotografar, o calor esse era mais que muito, este ano o agosto tem sido bem quentinho com temperaturas sempre bem a cima dos 30º mas 90% das três pistas estavam à sombra talvez por isso a malta se queixasse do elevado grau de dificuldade das pistas.

Passemos então às fotos, não sei como disse no início o nome de todos os atiradores, para dizer a verdade só sei mesmo o nome de alguns dos portugueses.  

Os patrocinadores da prova

 Bruno Silva, 5º classificado em springer com a sua Waither LGU e coronha fabricada pelo próprio

 Luciana Pereira, a representante brasileira em springer a quem os portugueses retribuiram o apoio que os brasileiros nos deram nos Jogos olimpicos do Rio de Janeiro

 Ana Pereira a nossa Campea do mundo

 Nesta pode-se ver as excelentes condições oferecidas aos atiradores, estou a falar do tapete de relva sintética e o rolo para apoio do tornozelo, estava em todas as portas em que os tiros eram efetuados de joelho

 Sim, ela atira mesmo nesta posição


 O hicham todo concentrado e que atira pelas nossas cores

 Um dos atiradores bem sénores

 Tão sénior que já passa as noites em claro


 Outro jovem para lá dos 80

 Mais uma sénior

 O nosso Vasco Rodrigues

 Luís, o meu padrinho no FT e bicampeão nacional

 O Sergio, Presidente da World Field Target e Federação Portuguesa de FT

 O petiz Santiago de apenas 12 anos que fez 3º lugar no seu escalão

 O Estádio do jamor com algumas atrações extra prova


 Bixinhos destes era com fartura, até se deixavam fotografar

 A rolote onde se vendia o precioso nectar dourado

 A tenda dos stands e do lado esquerdo as cinco pistas de zeragem


Luís Barreiros, o tipo que me meteu nestas andanças

E agora algumas armas e coronhas exóticas 

A malta em competição e algumas armas exoticas











 Aqui o melhor atirador de todos mas que não tem cá tempo para andar aos tiros durante a semana senão limpava aquilo de certeza
   
Número de atiradores por nação  

 Número de armas por marca

Armas - Número de modelos por marca 

 Número de miras telescópicas por marca

 Número de atiradores por marca de munição

 Classificação geral em PCP






 Classificação geral em springer


 PCP por nações

 Springer por nações

 Classificação PCP masculina 

 Classificação PCP feminina

 Classificação PCP veteranos

 Classificação PCP juniors

 Classificação springer masculina

Classificação springer feminina

Classificação springer veteranos

 Classificação geral springer


 A mais desejada

 Patrocinadores




Mais medalhas todas elas magnificas


     
    

domingo, 21 de agosto de 2016

Mundial de Field Target 2016




Pois é, lá calhou assim, este ano o mundial foi cá neste cantinho à beira mar plantado, um cantinho pequeno mas até hoje nunca um mundial desta modalidade teve tantas participações e foram quase 400 contra as cerca de 300 do campeonato realizado na Alemanha
O campeonato teve inicio na quinta feira passada dia 18 e terminou ontem dia 20, isto para os atiradores porque para quem organiza começou muito, muito antes com toda a planificação e resolução das questões burocráticas, no terreno é que só começou mais a sério umas duas semanas antes do inicio da prova com a limpeza de mato e colocação dos alvos.
Num país onde as armas mesmo as de ar comprimido são vistas como objetos do demo que só trazem morte e desgraça ao mundo é obra bater o record de participações por isso os primeiros parabéns à organização/atletas.
Fico sempre contente de cada vez que se organiza um evento desportivo de dimensão mundial no nosso país e eu tal como todos os Portugueses fico ainda mais contente se o vencermos obviamente.
Neste caso concretamente não se pode dizer que as prestações portuguesas tenham sido negativas, a Ana Pereira conseguiu o Primeiro lugar nas na classe PCP feminina, em masculino e na mesma classe o melhor que se conseguiu foi o vigésimo quinto lugar do Luís Barreiros e em juniors o puto Santiago Costa com 12 anos conseguiu o terceiro posto, já em Springer o Bruno Silva ficou muito perto do pódio fazendo a quinta posição ficando a seleção Lusa num honroso quarto lugar.
Mas como nem tudo são rosas tenho a lamentar que a Federação Portuguesa de Tiro não tenha dado mais apoio a esta vertente do tiro desportivo, não sei se por não cheirar a pólvora ou se por um outro motivo qualquer, o certo é que é uma pena os nossos melhores atiradores que estão também no topo mundial tenham participado no seu país em clara desvantagem relativamente aos outros .
Lamento ainda que quase todo o trabalho e responsabilidade da organização de um evento desta importância tenha recaído nas costas dos nossos melhores atiradores, enquanto todos se preparavam na zona de zeragem ou descansavam nos hotéis, os nossos tugas trabalhavam até altas horas da noite para que nada faltasse a atletas, juízes, patrocinadores, segurança, etc, etc.
Obviamente que os resultados poderiam ter sido bem melhores mas neste país a única seleção que tem todas as condições para poder brilhar e pouco tem brilhado é mesmo a seleção de futebol.
Se há desportos em que é preciso muita tranquilidade, os de tiro de precisão são alguns deles, estar a atirar enquanto se pensa em toda a logística não é de certeza o mais aconselhável por isso aqui vai o meu muito obrigado á forma como representaram Portugal, não apenas pelos resultados que alcançaram perante tamanha adversidade mas principalmente pela magnifica organização do evento.
Não tenho a mínima dúvida de que muito melhor se teria conseguido se por exemplo o vice campeão nacional não tivesse na última manhã de prova abdicado de atirar para coordenar os elementos da Federação de tiro e desta forma não se voltassem a repetir atrasos como se repetiram em dias anteriores ou se como disse anteriormente todos os nossos atiradores e ainda foram muitos os que gastaram bastante energia e horas de descanso para que tudo tivesse corrido muito bem tal como correu.
Por certo não era o texto que queria aqui escrever mas doe-me ver a forma como outras modalidades são tratadas por parte do estado comparativamente ao  futebol onde para um Europeu se construíram estádios a mais que custaram muitos milhões de euros que hoje estão às moscas e que mais dia menos dia terão de se demolir alguns deles.
Falta de bons atletas não temos, temos é falta de políticos competentes que não se ponham só em bicos dos pés nas modalidades mais mediáticas.
Para terminar tenho de dizer que esta não foi definitivamente a fraca reportagem que fiz do evento, essa virá daqui a uns dias com muitas fotos.
Abraços.      

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Ando cá com umas ideias...

Vontade não me falta mas será que sou capaz? Coisas destas não se aprende a fazer assim do pé prá mão e fazer bem à primeira deve ser tão fácil como acertar no Totoloto. 
Não tenho data  nem  tempo limite e  a base para  copiar já existe, até  porque  está montada  na arma.
Este pistol grip está espetacular, ao estilo TX200 mas nem é bem este o grip que mais gosto, o meu preferido até é  mais fácil  de fazer, é tipo o da Fein. 300s como também  é possível  encontrar na HW50.
O que me dá mesmo mais dor de cabeça é a caixa para a arma, é conseguir que ela encaixe perfeitamente na coronha.
É como digo, vontade não me falta, falta-me é coragem para começar.


  Neste vídeo a coronha é para uma Weihrauch HW97k

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Walther LGV-SPEZIAL vs Feinwerkbau FWB 150 vs Feinwerkbau FWB 300s

O meu amigo Zé das Armas comprou recentemente mais uma arma, a Walther LGV e como não tem cronógrafo pediu-me para para lhe medir a bichinha, eu como até nem gosto nada destas coisas não recusei, obviamente que não recusava e até lhe emprestava o aparelhometro se me tivesse pedido mas também não foram estes os primeiros tiros que dei com esta arma do Zé, até já a tinha experimentado, como tal não foi por este motivo que aceitei trazer a gaja pra casa.
Ora bem, com a arma em casa não resisti a um simples comparativo, daqui a uns dias espero fazer outro mais completo com o Amílcar Alho, com mais armas e com mais chumbos.
Para começo devo dizer que esta Walther LGV tal como as Fein. é uma das melhores armas de todos os tempos para competir em papel a 10m. Ao contrário das Fein. esta é uma arma de cano basculante e bascular o cano é coisa que se faz com muita leveza mesmo não sendo dos mais compridos (45cm), alias leveza é o seu apelido, pelo menos quando comparada com as outras duas (3,650Kg), a Walther é também a mais curta, tem 103 cm, menos 5cm que as duas FWB, a Fein. 150 pesa 4,550Kg, menos 300g que a sua irmã mais nova que parece até pesar um pouco mais. Estas foram sem dúvida as duas coisas que mais me agradaram mas como não há nada perfeito, ou pelo menos como não se consegue agradar a toda a gente, outras coisas houve que não me agradaram lá muito, o gatilho foi uma dessas, para mim a pior, pode até ser problema de afinação, quase de certeza que é mas ter apenas um estágio longo e ainda por cima não se perceber quando vai sair o tiro é pouco abonatório mas como a arma não é minha e o dono não se queixou não me meti em aventuras. A outra que não gostei mesmo nada foi a coronha, a coronha não, porque a pega match agarra-se bem e a mão fica bem posicionada apesar de menos ergonómica que a da sua concorrente Fein. 150 e muito idêntica à da Fein. 300 que tem para mim o melhor pistol grip das três, a altura da almofada é que achei exagerada, tenho de esmagar a cara contra a coronha para conseguir olhar pelo dioptro que se encontra na máxima elevação e mesmo assim não consigo ver a parte superior do túnel da massa de mira, isto quando se atira com a arma apoiada, porque se atirar de pé a posição varia ligeiramente e o problema fica resolvido, ou seja este é um não problema, pois a arma foi projetada para tiro de pé e não apoiada.
Esteticamente acho-a bonita e muito compacta talvez devido ao cano 5cm mais curto que o das Feinwerkbau mas a estética é das coisas mais discutíveis por isso não vale a apena grandes comentários, o que conta mesmo é a eficiência e essa está lá como já vamos ver.
Com estas três meninas atira-se de pé mas isso é para quem sabe, eu ando agora a dar os primeiros balázios assim e se fosse compará-las dessa forma não me parece que fosse tirar grandes conclusões, só me ia enxovalhar sem necessidade, como tal, resolvi apoiar as armas no meu amigo saco de arroz tanto nos tiros a 10m como nos tiros a 18m, a esta distancia a coisa não foi fácil, é que as pintas apesar de vermelhas são pequenas e veem-se com dificuldade, estes sistemas de mira estão pensados para pouco mais de metade da distancia como tal não se deve estranhar, só atirei a 18m porque quanto maior for a distancia melhor as armas nos demonstram a sua precisão.
Para este teste usei duas marcas e quatro modelos de chumbos, da RWS o Diabolo Basic e o "Mestylgnlsnbsflkjnb", qualquer coisa assim impronunciável e os Exact e Exact Express da JSB para a maior distancia e apenas com o auxilio de miras telescópicas. 
Neste comparativo, para além de comparar cano basculante com cano fixo interessa também comparar as duas armas de cano fixo, a Fein. 150 do ano de 1966 e a 300s evolução da sua irmã mais velha mas do ano de 1978, doze anos mais nova.
Como se vai poder ver, não se notaram resultados de relevância provavelmente por culpa do gajo que estava atrás das armas mas ao pegar e atirar com uma e outra começamos logo por notar o maior peso da 300s, depois ao acionar a alavanca da mais nova também se encontram diferenças, a 300s tem de se fazer um pouco mais de força para comprimir as molas devido ao facto de esta ser mais curta mas sendo mais curta nem por isso é mais desagradável de acionar e para retornar à posição de tiro após o municiamento basta empurrá-la ao passo que a alavanca maior da sua irmã mais velha necessita que se puxe a pequena patilha na extemidade ao mesmo tempo que se empurra a alavanca, conclusão, gosto mais da alavanca da 300s, leva-nos a um movimento de menor amplitude e acaba por ser mais fácil de encaixar.
Outras duas diferenças são também notórias entre as duas irmãs, o cano mais grosso da 300s é a primeira, 18mm contra os 14,5mm da 150, o comprimento de ambos "os dois" é o mesmo,50cm, depois na 300s para além do pequeno encaixe para o dioptro, existe também um carril de 11m para a instalação de outros tipos de aparelhos de pontaria, não é que nas outras duas não se possam instalar miras telescópicas mas na 300s a montagem monopeça que liga a arma às miras pôde agarrar a arma ao longo de todo o seu comprimento ao contrario das outras duas em que um dos quatro parafuso não pode ser totalmente apertado sob pena de criar offset nas miras. 
Ao disparar uma e outra nota-se outra diferença, as duas molas das 300s fazem-se ouvir muito mais que a da mana, ou seja chocalham muito comparativamente com a única mola da 150.
Os gatilhos, uiiii os gatilhos, o da 150 era o melhor que tinha puxado até hoje mas o da 300s está com metade do curso no primeiro estagio e com o mesmo peso de cáca do da 150, passou a ser a partir de agora a minha referencia em gatilhos, deixem me avisar que estou habituado a gatilhos como os Record das Weirhauch e os não muito diferentes da Air Arms, no que toca a gatilhos o da Walther é mesmo o horrível aqui do comparativo, não pelo peso, que até nem é pesado mas por ter um estágio apenas e muito, muito longo que com afinação só pode melhorar.  
Finalmente devo dizer que não foi possível utilizar a Leapers 4-16X40 AO IR na Walther devido ao tamanho da mira, por este motivo fui obrigado a recorrer a uma mira mais curta para poder bascular o cano, usei então uma Hawke 4-12X40 AO, os disparos com recurso a miras telescópicas foram feitos nos aumentos máximos das respetivas miras mas digo já que não se notaram grandes diferenças, nos 12X da Hawke que não ficam nada a dever aos 16X da Leapers.     
Com esta conversa toda estava a esquecer-me do motivo porque veio parar cá a casa a Walther, medir a velocidade e saber a potencia, ora bem então a coisa ficou assim, Walther LGV 8,8J e 179m/s, AVG 3,1m/s foi o que deu com o JSB Exact que é o standard para estas situações e que foi o chumbo utilizado também para o mesmo efeito nas duas outras armas, a Fein. 150 tá com 8,2J ao fazer uma velocidade de 173m/s com um AVG 4,8m/s, a sua irmã mais nova está com 8,2J e 173m/s o AVG é de 2,4m/s, achei o valor de velocidade da Fein. 150 um bocado baixo e o valor de average  um bocado alto o que não me deixou muito convencido, talvez por não ter aquecido bem a arma, as armas com anéis de compressão devem aquecer bem antes dos tiros a sério, tenho de repetir qualquer dia com a arma um pouco mais quente.
Para chegar a estas medidas tive obviamente de recorrer a um cronógrafo e efetuar 5 disparos com cada uma das armas para desta forma saber a velocidade média e assim calcular a potencia de cada arma.
Pronto, seguem-se as fotos e agora tirem as vossas conclusões que eu já tirei as minhas mas prefiro não revelar aqui, não é por nada, é apenas porque estas três são muito mas muito melhor que eu, logo, as minhas conclusões podem estar muito longe da verdade, por isso a melhor coisa é ficar caladinho e não dizer asneiras limitando-me a dizer apenas o que notei nas três.
Mas vamos às fotos que é o que a malta gosta mesmo.

 
A Feinwerkbau 150

 A Walther LGV

A Feinwerkbau 300s

 Os chumbos usados para o teste foram os que se seguem.
Fiquei com a sensação que a 10m não existe diferença de precisão que justifique a diferença de preço mas a distancias maiores o da lata amarela e preta leva vantagem sobre o Diabolo Basic

A Walther a 10m com o Diabolo Basic à esquerda e o "outro" à direita

 A Fein. 150 a 10m com o Diabolo Basic à esquerda e o "outro" à direita

A Fein. 300 a 10m com o RWS Diabolo Basic e o outro



 Alvo dos 18m com dioptro
na linha de cima a Fein. 150 e na de baixo a Walther
na coluna da esquerda o Meisterkugeln e na da direita o Diabolo.
Na foto seguinte o upgrade da Fein. 300s
Como se pode constatar pelas duas fotos que se seguem, as miras dióptricas são extremamente precisas e as pintas vermelhas a esta distancia não são nada fáceis de ver

A Fein.300s a 18m com projeteis Match


Para ter uma noção melhor da precisão, recorri a miras telescópicas

A LGV com a Hawke 4-12X40 AO

A Fein. 150 com a Leapers 4-16X40 AO IR

 A Fein. 300s com a Leapers 4-16X40 AO IR


Grupos com as três mas agora atiraram com recurso a Miras telescópicas
Não fizeram muito melhor que os melhores grupos com dioptro neste caso resolvi usar projeteis da marca Checa JSB nos modelos Exact e Exact Express, o primeiro de 0,54g e o segundo um pouco mais leve com 0,51g






Espero que tenham gostado, foi o que se pôde arranjar






















 


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Porque se devem abrir as armas antes do primeiro tiro?

Como todos sabemos as armas são na sua maioria fabricadas em aço, o aço é um metal que oxida facilmente levando a um menor desempenho das mesmas como tal nada como estarem bem lubrificadinhas, esta é uma verdade de la palice.
Bem lubrificadas não significa demasiado lubrificadas nem com qualquer lubrificante, as massas têm características próprias que podem ser aplicadas de acordo com o componente da arma ou seja a massa que serve para lubrificar o piston e o seal, não tem de ser a mesma que lubrifica a mola por exemplo, para o seal do piston deve usar-se uma que resista a altas temperaturas para que se uma pequena parte passar para a câmara de compressão não provoque o tão indesejado efeito dieseling levando a um desgaste prematuro deste componente queimando-o e consequentemente levando á perda de potência, tiros com velocidades diferentes é o efeito imediato e que forçosamente vai alterar a curva balística, no lado da mola este fenómeno não acontece, logo o que se deseja é uma massa de alta aderência para que quando se dá o choque do piston no fundo da câmara esta não salte da mola e salpique todo o interior da ação, sujando aquilo tudo. 
A correta lubrificação é algo a que nem todos dão a devida importância e na maioria dos casos quando se compra uma arma de ar comprimido a primeira preocupação é regular os aparelhos de mira para dar ao gatilho.
Então mas se arma é nova porque é que nos devemos preocupar?
Simples, os fabricantes mesmo os que fabricam armas de marcas mais caras e de maior qualidade talvez para baixar custos de produção não perdem tempo nem dinheiro a lubrificar com as massas adequadas nem de forma correta, limitam-se a despejar massa consistente lá pra dentro e pronto, no interior do cano fazem o mesmo não com massas mas com óleo o que também não se deve fazer.
Até compreendo que as armas venham com óleo no interior do cano, nunca se sabe quanto tempo vão estar em armazém até chegarem ao dono, já a qualidade e quantidade de massa nos componentes é que me choca, depois dá no que veremos nas fotos que se seguem, aquilo fica uma verdadeira javardisse no interior ao fim de meia dúzia de tiros.
Meus amigos, quando comprarem uma arma, seja ela usada ou nova façam ou mandem fazer uma correta lubrificação, não só vão acertar mais como vão também poupar dinheiro e manter a potencia durante mais tempo e mais constante.
Para demonstrar esta lenga lenga toda que aqui tenho estado a despejar mostro dois exemplos que recentemente passaram pela minha bancada de sapateiro, duas excelentes armas que muitos usam para provas de ccart, uma Weihrauch HW35 e uma Slávia 631 que embora tenha acabamentos um pouco mais modestos que a germânica não deixa de ser uma das melhores armas de ar comprimido.
Weihrauch HW35

Limpeza da câmara de compressão

 Estado em que se encontrava o pistom

Mola antes do polimento

 Mola depois de polida onde se nota já algum empeno

 Piston depois de polido

 Vedante depois de pimpo

 A Slávia

A mesma estória


quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Field Target Português é um hino ao desporto

Realizou-se este domingo 19/06/16 na Ota a última prova do campeonato português de Field Target e apesar de eu não poder participar ainda por não possuir a licença TAC, desloquei-me na mesma ao recinto no dia anterior para dar uma ajudinha a montar a prova e ficar assim a saber o trabalho que estas coisas dão a por de pé, por vezes é fácil criticar as organizações dos eventos sem saber bem o trabalho que os mesmos dão.
A prova estava a cargo do Clube de Tiro de Campo e com a ajuda dos associados praticantes desta modalidade foi possível numa manhã montar a pista mais a área de zeragem, cada porta penso que se pode chamar assim, tem 3 alvos a diferentes distancias, tamanhos e níveis de altura, a exceção é a última que apenas tem 2 alvos o que no total das 17 portas perfaz os 50 alvos.
As posições de tiro variam entre a livre que por norma é sentado numa almofada com a arma apoiada no joelho, as de pé e de joelho no chão, as armas variam entre as vulgares de mola com cano articulado, de mola com cano fixo e as de topo, as PCP.
Agora que já dei um lamiré a quem gosta de mandar uns balázios mas não conhece a modalidade vamos então ao que cada vez me está a apaixonar mais neste maravilhoso desporto.
Como disse anteriormente ainda não posso participar oficialmente mas lá vou treinando há já cerca de duas semanas, para já só assisti e agora começa a parte boa deste desporto, em Portugal os atletas não são assim tantos que não se conheçam todos, parece uma família, (a minha por exemplo é maior) mais, alguém conhece algum outro desporto onde se possa assistir ao mesmo tempo que se troca umas impressões com os atletas em prova? Não, não estou a falar de atletas de segundo ou terceiro plano, estou a falar de atletas de topo mundial, alguém conhece algum outro desporto de alta competição onde mesmo a disputar os lugar cimeiros os atletas sejam honestos e não se tente ganhar alguma vantagem iludindo ou enganando os outros adversários? Eu pelo menos não conheço.
Para contar o dialogo que comprova isto mesmo preciso dizer que neste desporto cada atirador quando está em prova tem sempre um outro que atira na mesma porta, primeiro atira um enquanto o outro assinala os acertos ou falhanços e depois trocam, o que estava a apontar os acertos vai atirar e o que estava a atirar vai apontar os acertos do adversário e controlar o tempo, sim porque existe um tempo limite para cada porta.   
Ora bem então o diálogo foi assim,
- É pá desculpa lá, esqueci-me de apontar os teus acertos.
- Então, falhei o 10 e acertei o 11 e o 12
- Ok.
Isto não tem nada de mais nem é um exemplo de fairplay se acontecer entre atletas sem ambição na tabela classificativa, acontece que este dialogo aconteceu entre os dois atletas que estavam a disputar o titulo nacional e dois dos melhores atiradores do mundo, um deles já com um titulo mundial no bolso, o que disse que falhou um tiro só falhou quatro dos cinquenta, era muito fácil ter dito que acertou todos, e para cumulo e mais curioso disto tudo é que no final desta última prova ficaram empatados no primeiro lugar do campeonato, sendo necessário recorrer aos regulamentos para decidir quem ficou em primeiro e se sagrou campeão nacional, mais curioso ainda, quem consultou os regulamentos ali mesmo no final da prova foi a mesma pessoa que deu os parabéns ao adversário pela conquista do titulo nacional, ou seja, o vice campeão foi o primeiro a parabenizar o bicampeão.
Ao assistir a isto fiquei a pensar, em que outro desporto não se estaria completamente atendo ao que o adversário estava a fazer? Em que outro desporto se confia na pontuação que o adversário nos transmite? Em que outro desporto não se tenta tirar algo ao adversário e acrescentar ao próprio?
Este simples e pequeníssimo diálogo revelou uma coisa muito, muito rara no desporto, fairplay no seu estado mais puro, o desporto no seu estado mais romantico. Um pequeno episodeo que me encheu o peito de orgulho no meu país, quero lá saber se Portugal é campeão europeu ou mundial de futebol sabendo eu e todos que no futebol desde o presidente ao roupeiro passando pelo atleta, todos tentam lixar o adversário ao máximo, por muito que eu goste de futebol, que goste de ciclismo na vertente de enduro, é isto que cativa e prende as pessoas ao desporto.
Caraças, isto nos dias que correm mexe c`um gajo. Nunca até hoje meti uma bandeira Portuguesa à janela enquanto decorria uma prova de futebol da nossa seleção mas de certeza que vou comprar uma para assistir ao campeonato do mundo de Fiel Target que se vai realizar em Portugal no próximo mês de agosto no meu país.  
 
Quatro dos melhores atiradores mundiais em meia dúzia de metros quadrados
Da esquerda para a direita, Luis Barreiros, Sérgio Rita, Vasco Rodrigues e Ana Pereira
 O Vasco a atirar e a Ana a registar
 A Ana a atirar e o Vasco a registar
 O Luís a atirar e o Sergio a registar 
 O Sergio a atirar e o Luís a registar
 Uma trincheira
 O cronógrafo entre as portas 10 e 11 para medir todas as armas em prova
 Porque nem só de armas vindas do espaço se pode praticar este desporto
Na foto uma Weihrauch HW50
 Air Arms TX200, mola com cano fixo



       

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Apenas 7J fazem isto a um chumbo

Agora que tenho uma menina para papel a 10m, confesso que tenho praticado e é engraçado ver o que os 7,1Joules da Fein. 150 fazem a um chumbo quando o dispara contra um bocado de aço que se encontra obviamente a 10m como é o caso dos círculos dos spiners.
Acredito contudo que os chumbos match sejam mais moles para reduzir ao máximo o efeito ricochete.
Neste caso o chumbo em questão é o RWS Diabolo Basic, não é grande coisa mas sempre é bem melhor que eu. 
 
O chumbo
 A arma
 O chumbo




segunda-feira, 6 de junho de 2016

Esclarecimento de um erro comum

Há uma ideia completamente errada que circula entre alguns atiradores, sejam eles atiradores de ar comprimido ou de armas de fogo.
A ideia consiste em achar que o projetil após abandonar o cano da carabina efetua uma trajetória ascendente ou seja, descreve uma parábola que ultrapassa a linha do cano cruzando essa linha duas vezes.
De facto na maioria das vezes o projetil ultrapassa a altura a que se encontra a extremidade do cano da arma para contrariar o efeito que a força da gravidade exerce em todos os corpos que se encontram à superficie do planeta Terra e assim conseguir atingir um alvo a uma determinada distancia.
Se um atirador apontar a arma para um ponto a baixo daquele em que se encontra o cano da arma o cano adota uma posição com desnível negativo, caso contrário o cano adotará sempre uma inclinação positiva levando a que o projetil ultrapasse a altura do cano mas nunca ultrapassando a linha do cano. 
Ao contrário do que alguns atiradores pensam de forma errada o projetil na realidade começa a cair assim que abandona o cano e essa queda é proporcional à perda de energia devido ao atrito do ar.
Para que se perceba melhor o que acabei de escrever deixo um vídeo que que explica perfeitamente o que alguns atiradores pensam de forma errada e o que de facto acontece com os projeteis.