quarta-feira, 13 de abril de 2016

Primeiro contacto com o Field Target

Na semana passada estive em Sousel, uma vila rural Alentejana não muito longe da cidade de Estremoz.
Em Sousel existe um clube de caça e o terreno circundante serve de campo de treino a um dos melhores atletas mundiais de Field Target, o Luís Barreiros.
No sábado iria realizar-se uma prova e como as pistas estavam montadas o Luís concedeu-me o prazer de fazer uma pista de 40 alvos e assim tomar contacto com a modalidade.
Para ser sincero nem as regras deste maravilhoso desporto eu conhecia mas também não havia assim muito para saber uma vez que não estava a competir com ninguém, apenas comigo mesmo. Basicamente existia um circuito com vinte portas de tiro, cada uma com dois alvos e assim que me sentava na almofada tinha três minutos para medir as distancias através do paralaxe da mira e fazer dois tiros, um em cada alvo, apenas três ou quatro portas tinham posições de tiro diferentes, que podiam ser de pé ou de joelho no chão.
Para ser sincero devo dizer que até hoje não dei mais do que uma mão cheia de balázios sentado no chão numa almofada de Field Target e para mim esta é uma posição que está longe de ser confortável, de pé já atirei mais vezes mas apenas a dez metros e de joelhos nem me lembro quando foi a última vez, uma coisa é estar sentado nesta posição com a arma apoiada no joelho, outra bem diferente é sentadinho numa cadeira com a arma apoiada num saco de arroz numa bancada de tiro que não mexe nada que é como habitualmente eu mando os meus balázios.
No final estava um bocado desapontado, dos quarenta alvos que a pista tinha só em catorze é que acertei no kill zone, ou seja não acertei nem em metade dos alvos, o Luís disse-me que não era um resultado assim tão mau para quem nunca tinha atirado daquela forma e bem tentou convencer-me a aderir à modalidade o certo é que tenho poucas condições de treino, cada vez que vou mandar os balázios tenho de pagar no clube de tiro a que pertenço o que não me permite treinar com a frequência necessária para participar num campeonato. 
O certo é que a experiência foi bem positiva e serviu para valorizar ainda mais a malta do Field Target que são para mim a par da malta do Biatlo os melhores atiradores de precisão, os primeiros pela forma como sabem compensar o vento e o ângulo de tiro, os segundos pela forma como conseguem controlar os movimentos toráxicos de um coração que está a bombar a valer e os pulmões enchem e esvaziam a uma velocidade impressionante. 
Já que estava lá acabei por assistir à prova e tomar contacto também com os atletas, babar-me ao ver as suas armas e miras telescópicas bem como a vê-los atirar.
Para concluir digo só que o Luís na prova acertou apenas 37 em 40, quase como eu o fraquinho.
 
 
Clube de caça

 Uma das portas da pista
 Zona de zeragem
 Pista de silhuetas
 Linha de tiro das silhuetas
 Algumas das armas da rapaziada










domingo, 3 de abril de 2016

quarta-feira, 30 de março de 2016

Air Arms TX200 4,5 (.177) VS Weirauch HW77 SE 4,5 (.177)

Em primeiro lugar devo desde já dizer que estamos na presença de duas armas de elevada qualidade que se distinguem das mais vulgares por terem cano fixo ou seja, neste caso em vez de quebrar o cano para se municiar a arma, é basculada uma alavanca que se encontra paralela ao cano e na parte inferior deste, a HW77 é de origem alemã concebida na década de 80, a TX200 de origem britânica que tem como base mecânica precisamente a HW77 que surgiu na decada seguinte.
Olhando para as duas ninguém ficará indiferente à qualidade dos acabamentos sendo que algumas diferenças entre ambas saltam desde logo à vista, a germânica apresenta—se aqui em edição especial com coronha laminada, o cano apesar de longo existe também na versão (K) de cano mais curto tal como na TX que existe também em versão HC (Hunter carabine) com cano mais curto, podemos também ver que esta arma possui miras abertas o que permite prazer imediato a quem pretender adquirir uma arma de qualidade ainda que não tenha orçamento para adquirir no imediato uma mira telescópica ou então se preferir atirar de mira aberta, no guarda mato desta arma podemos também observar o orifício de acesso ao parafuso de regulação do peso do gatilho, na arma inglesa é impossível não se reparar no maravilhoso entalhe na madeira em forma de escamas com uns floreados que na minha opinião ficam bastante bem e que acrescentam ainda mais beleza à coronha, o bluing (oxidação) é de elevadíssima qualidade, aquilo parece um espelho, para ser sincero tenho de dizer que nunca vi nada assim embora já tenha visto parecido numa arma também ela de fabrico inglês, uma Webley Patriot de um amigo, outra diferença notada nesta arma é a coronha destra, fruto da politica da marca que decide fabricar coronhas para destros e para canhotos levando também a que deste modo sejamos obrigados a municiar a arma com a mão direita por força do lado da abertura da janela de municiamento, pessoalmente e apesar de destro dá-me mais jeito municiar com a mão esquerda mas isto também não é nada que não nos habituemos com facilidade, mais difícil é ganhar o habito de pressionar a patilha de segurança adicional que se encontra do lado direito junto à janela de municiamento que permite o retorno da alavanca depois de basculada, por último reparamos na soleira também ela em borracha mas neste caso ventilada e em preto, apesar de não ser uma arma "coiçuda" sempre permite melhor absorção do recuo no momento do disparo, a secção do cano é outro ponto que as diferencia sendo neste caso um pouco superior ao da HW77 e que na minha opinião não só tem um melhor efeito estético como também sonoro mas já lá vamos.
As diferenças visuais ficam basicamente por aqui mas quando vamos fazer o gosto ao dedo notamos mais algumas, desde logo no acionamento da alavanca que no caso da TX basta puxar a mesma na direção do acionamento enquanto que na HW tem de se primir um botão com o dedo indicador por baixo do topo do cano no sentido longitudinal da alavanca. Depois de municiadas as armas, operação bem mais fácil na HW devido às dimensões, formato da janela de municiamento e ausência da tal patilha extra de segurança que apesar de nunca ser demais acaba por complicar um bocadinho a operação, patilha essa que também acaba por ser responsável pelo ruído que se ouve no final do curso da alavanca e que em países onde se pode caçar com armas de ar comprimido vai certamente denunciar o caçador, seguidamente temos de primir a segurança do gatilho, segurança essa que em ambos os casos é automática e se encontra localizada na parte anterior da ação. Pronta a disparar outra diferença se torna notória na TX, a ergonomia da pega da coronha, esta ao contrário da HW não é simétrica levando-nos a adotar a correta posição do dedo polegar na vertical apontando ao alto, o pistol grip é também mais grosso na zona da palma da mão tornando—o mais anatômico este é sem dúvida um ponto que nos dá uma maravilhosa sensação ao pegar na arma e que marca pontos a favor. Dispáro efetuado as "insemelhanças" continuam, apesar das armas estarem sensivelmente com a mesma potência o tiro da TX é menos ruidoso e mais suave, menos ruidoso porque o cano desta arma não tem apenas uma maior secção como na extremidade existe uma pequena câmara que ajuda a reduzir o ruído do disparo e mais suave porque mesmo com o maior curso do piston a arma tem menos preload, secção, só assim se justifica um ciclo melhor quando o curso do piston até é superior.
Este comparativo foi efetuado com as duas armas com as molas de origem de 16j a TX tem cerca de duas centenas de tiros efetuados, apenas foi aberta para se proceder a uma correta lubrificação e um polimento nos topos da mola como de resto se pode ver no post anterior, a HW conta já com cerca de 4000 disparos e a potencia está muito próxima da da sua congênere inglesa embora ligeiramente mais potente como veremos a seguir.
Para confirmar a potencia recorri a um cronógrafo que mediu dez disparos em cada arma para desta forma encontrar a velocidade média de cada uma, o projetil utilizado foi o preferido de ambas, o JSB Exact 4,52 de 0,54g ou 8,44gr tendo como resultados 239,4 m/s na TX e um spred de 4,0 m/s e 240,6 m/s com um spred de 5,5 m/s no caso da germânica, este valor era de pouco mais de 2 m/s quando o seal do piston era novo. 
Embora os aparelhos de mira não fossem iguais são ambos da mesma marca (Hawke), no caso da TX uma Airmax 8-32X50 SF e uma Varmint 6-24X44 SF no caso da HW, os grupos a 50m foram todos efetuados com 18 aumentos.
O vento apesar de se fazer sentir era fraco e para que se percebesse até que ponto poderia ou não afetar a trajetória dos projeteis ou até mesmo a destreza dos atiradores recorreu-se a uma arma de fogo bastante menos sensível ao vento e mais reveladora das capacidades dos atiradores, pelo facto agradeço desde já ao meu amigo Pirata do bloge Piratices a cedência da sua CZ 452 e à participação no comparativo, faltou apenas o dono da AA TX200 que como veremos pelos grupos seria de extrema utilidade para assim poder desempatar, se um dos atiradores atirou melhor com uma das armas o outro atirou melhor com a outra.

Passemos então aquelas que são na minha opinião as virtudes e defeitos de cada uma das armas.
Na minha opinião a TX leva vantagem nas virtudes por ser uma arma mais recente e pelo número de upgrades em relação à 77 MKl, leva vantagem também porque a HW pouco ou nada evoluiu desde que foi criada sendo que a alteração mais significativa que sofreu tenha sido segundo algumas opiniões para pior ao aumentar o diâmetro da câmara de 25mm para os atuais 26mm. A malta quer é potencia e por vezes obrigam os fabricantes a "sujar o pé", os 25mm eram excelentes em armas sub 16J ou seja, na potencia em que são mais precisas, por outro lado a TX embora com alguns defeitos é para mim uma HW77 refinada mantendo os tais 25mm internos.
Comecemos pelas virtudes da TX, a estética embora nada importe para a precisão da arma não deixa de ter peso no momento da aquisição e pormenores como o entalhe da coronha, a oxidação e o maior diâmetro do cano marcam pontos face à arma alemã.
Manutenção, este é para mim um aspecto que marca muitos pontos a favor da TX, até mesmo se comparada com uma outra rival também de fabrico germânico, refiro-me à Walther LGU que um dia espero ter o prazer de testar, para chegar às entranhas da TX além dos quatro parafusos para separar a coronha da ação apenas é necessário desapertar um outro que liberta o conjunto do gatilho permitindo desta forma chegar à mola e respetivas guias, piston e bucha, para retirar a câmara, basta-nos sacar um dos dois freios do eixo que fixa a alavanca ao braço desta e assim remover a câmara. Na HW há uma coisinha que realmente me chateia  o martelo e as consequentes marteladas  que são necessárias para abrir a arma. Mecanicamente há que realçar o facto de o piston não estar acoplado ao braço da alavanca o que permite que rode livremente quando a mola se distende, facilitando também a remoção, o piston da TX vem já de fábrica com duas guias em material plástico, este é um dos tunings a efetuar nas Weihrauch e que obviamente custa dinheiro.
A ergonomia da pega é outro aspecto que me agrada bastante, para além dum melhor conforto, leva-nos também a adotar uma correta posição da mão no momento do disparo.
Para finalizar as virtudes vem o menor ruído do disparo, o maior diametro do cano Walther possui uma câmara que reduz de forma significativa o ruído do disparo.
Esta TX como já vimos tem muitas virtudes mas tem também defeitos na minha opinião, entre os quais aquele que para mim é mais significativo é o seu municiamento, o facto de só se poder municiar por um dos lados é algo que não me agrada particularmente, a juntar a isto está o ruído provocado pela patilha de segurança extra e também a obrigatoriedade de a acionar para retornar a alavanca á posição de tiro, eu percebo perfeitamente que a segurança nunca é demais e arrepia-me pensar que posso ficar sem a cabeça do dedo no caso do piston se libertar acidentalmente enquanto municio a arma mas se já existe um travão de segurança não vejo necessidade alguma de mais esta segurança que para além do ruído que provoca, complica ainda mais o ato de municiar já de si um pouco mais difícil do que numa arma com cano basculante.
Já que estamos nos aspetos mecânicos tenho de acrescentar que as guias de mola também não me agradam na TX, em primeiro lugar porque são metálicas provocando assim maior ruído parasita e em segundo porque têm folga na mola, penso que a arma não iria ficar mais cara por vir com guias em derlim e mais justas à mola reduzindo assim ruidos eo vibrações internas.
Outro ponto negativo é a ausência de orifícios no guarda mato que nos permita aceder aos parafusos de regulação do gatilho, este tipo de afinações não é coisa que se faça a toda a hora mas também não faz sentido nenhum que para o fazer tenhamos de retirar o guarda mato.
Por último a ausência da alça e massa de mira limita todos aqueles que gostam de atirar de mira aberta o que não é o meumelhor caso.
O preço mais elevado pode para muitos ser um ponto a considera na hora de optar entre esta e a HW97 por exemplo, na minha opinião o facto de nos custar cerca de 130€ a mais acaba por se justificar quando comparado com o preço quer da HW77 ou mesmo da HW97, muito sinceramente não me parece que seja muito elevado devido aos pontos que a destacam positivamente face às concorrentes diretas, neste caso concreto a HW77.

Na HW77 o realce vai direitinho para a funcionalidade, muito mais prática devido a uma janela de municiamento bem maior, esta tem cerca de 180º de abertura, na TX serão pouco mais de 100º.
As miras abertas, também marcam pontos para quem é adepto do tiro desta forma.
A coronha laminada confere sempre uma beleza adicional e neste caso em tons camuflado, muito conveniente por exemplo no Reino Unido onde é possível caçar com esta arma.
O orifício no guarda mato permite acesso fácil ao parafuso de regulação do peso do maravilhoso gatilho Record que no caso da HW97 vem com tecla em dourado    
E quanto a vantagens face à concorrente britânica estamos conversados, para já não consigo ver mais nenhuma, o facto de ter um cano maior leva a que precise de um pouco menos de mola para a potência que tem é claro mas tenho duvidas que se traduza em vantagem, normalmente as springers tornam—se mais sensíveis com canos maiores.

No lado oposto ou seja nas desvantagens, vale a pena referir a complexidade necessária para abrir a arma e proceder à manutenção, desde logo porque para abrir a abrir é sempre preciso retirar a mira telescópica no caso de se usar claro, depois é preciso fixar a arma num torno para que se possa desapertar a parte traseira da ação, existe ainda uma chapinha que serve de guia ao braço da alavanca, abrir esta arma sem retirar o conjunto de gatilho ainda se torna maismais difícil e para o retirar lá temos dar marteladas para extrair os pinos tal como na TX só que tirar o gatilho é coisa para se fazer apenas uma vez na vida da arma caso se pretenda fazer algum tuning o que acho desnecessário por este ser já muito, muito bom, para extrair o braço da alavanca caso haja necessidade de retirar câmara e piston lá vem novamente o martelo.
Outro ponto negativo nesta arma alemã é, já que o piston não é guiado não custava nada que viesse polido de fábrica evitando maior atrito na camara, quanto à mola, esta apenas tem guia traseira que embora seja em material plástico vem com folga tal como no caso da TX, não tem o chamada top hat, penso que estes pequenos pormenores não iriam onerar muito mais o preço final da arma mas também é certo que não seriam estes pormenores que fariam uma diferença determinante na  precisão da arma.    
Vamos então às fotos.
A CZ 452 .22 que também entrou na brincadeira

 Air Arms TX200

Weihrauch HW77 SE

 Entalhe  efetuado a lazer


 Os para fusos da TX permitem também melhor aperto

Logotipo da marca

 Soleira em borracha ventilada

 O guarda mato sem furação

 A diminuta janela de municiamento e a patilha extra de segurança

 O grip do fuste

 Soleira de borracha

Guarda mato e pormenor da laminagem da coronha

 Massa de mira e botão da alavanca

Janela de municiamento

Chumbo usado no comparativo

 Alvos colocados a 50m









sexta-feira, 4 de março de 2016

TX200 na mesa de operações do Bullit

Chegou a menina do meu irmão e antes mesmo do primeiro tiro há que abrir para limpar todo o excesso de lube que vem de fábrica e que mais cedo ou mais tarde vai acabar por provocar o maldito efeito dieseling, para os menos informados este efeito consiste na combustão de óleo ou da vulgar massa consistente dentro da câmara de compressão devido precisamente à compressão, este fenômeno é perceptível quando nos cheira a óleo queimado ou notamos fumo no interior do cano após o dispáro, em situações que a javardisse no interior é maior chega mesmo a fazer uma nuvem de fumo na boca do cano, nestes casos sente-se também um coice maior da arma, devo salientar que o fumo no cano pode acontecer também se meterem óleo no seu interior, (seu, do cano claro) mas sobre o efeito dieseling vou num destes dias dedicar um post e assim explicar todos os seus malefícios.
O beneficio de refazer a lubrificação é que desta forma podemos aplicar os lubrificantes indicados para cada componente da ação tais como câmara, piston ou mola e guias.
Lubrificação feita, chega a hora de ver se não sobraram peças nenhumas e se todas voltaram aos devidos lugares para que o dono possa dar muitos e muitos balázios com esta maravilha, não só pela sua incrivél precisão mas também pelos maravilhosos acabamentos e já agora também pela extrema facilidade com que se abre e fecha.
Passemos então às fotos para que se possam ver as entranhas da TX .

 
Cegada ao bloco operatório 

Toda esventrada 
 
Ação ainda com câmara e piston no interior
 
Piston completamente cheio de massa consistente
 
Câmara e piston onde é possível ver que também
as guias apresentam deficiente lubrificação 
 
Limpeza do interior do cilindro da ação
 
A mola com o acabamento de corte inexistente e que teve
de ser o Bullit a fazer
 
Colocação da mira telescópica por forma a ficar
com os eixos bem nivelados
 
Arma pronta para os primeiros tiros
 
Primeiro grupo
 
Segundo grupo
 
 
 


quinta-feira, 3 de março de 2016

Mais uns balázios

Não tenho estado sem atirar mas já há uns dias que cá não vinha, no entanto hoje estavam reunidas as condições para mais um dia de testes, um bocado à pressa é certo ainda assim deu para ficar com uma ideia do que vou fazer assim que apanhe um bom dia de vento.
O teste era simples, o chumbo que o cano da HW77 mais gosta é o JSB Exact 4,52 pelo menos foi com este que fez os melhores grupos, no entanto estou longe de dizer que ela não gosta do Exact Heavy, como este é um pouco mais pesado tenho a curiosidade de saber se em dias de vento o chumbo preferido perde a ligeira vantagem que tem face a outro um pouco mais pesado ainda que não seja o seu preferido.
A manhã de hoje estava ventosa e apenas serviu para perceber que mesmo uma PCP (HW100) com 24 Joules atirando com o Heavy que por acaso é o preferido não agrupa da mesma forma e que continua a ser mais precisa que uma arma de mola, restava saber ou ter uma ideia de quão mais precisa é.
Visto isto, a ideia para uma próxima oportunidade em dia de vento é fazer vários grupos com o Exact e com o Exact Hevy e ficar com a certeza de qual o melhor nestas condições meteorológicas.
 
O pequé pequé é muito bonito mas nada como umas fotos para alegrar a malta e ajudar a perceber.   
 
 
 







 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Testes inconclusivos

Estava eu na palheta com o meu amigo Nuno, que é o meu assessor nestas coisas do tiro e que anda às voltas com a sua HW50 na busca do melhor tuning quando me chamou à atenção para o grupo que fiz com o H&N FTT 4,51 no meu teste balístico já aqui publicado.
Eu na altura não liguei muito ao grupo porque por norma olho para a dimensão total e como tinha o inevitável flyer não deu um grupo de dimensões que desse muito nas vistas, o certo é que em cinco tiros, quatro estavam no mesmo furo e o flyer não ficou muito longe, assim sendo aproveitei o dia de ontem em que não esteve vento durante boa parte da manhã e lá fui eu até ao campo de tiro fazer mais uma bateria de testes com a 50 a 25m.
Para ser sincero os testes não foram conclusivos pelo menos na minha opinião, os grupos saíram um bocado à quem do que já consegui noutras ocasiões, no entanto três projeteis acho eu que se destacaram, não muito é certo, como tenho dito inúmeras vezes a HW 50 atira bem com quase tudo o que é chumbo de qualidade mas os JSB Exact, Express e RS bem como o referido H&N Field Target Trophy 4,51 parecem ter ficado melhorzitos que os restantes.
Como disse, os testes não me deixaram muito convencido, até porque as amostras de H&N já eram poucas mas a caminho estão duas caixas de chumbo, uma de FTT 4,51 e uma de Express para assim comparar com o Exact e o RS que já cá tenho em casa.
Não podia era sair do campo num dia sem vento sem mandar mais uns balázios com a 77 a 50m e dos dois grupos que fiz, o primeiro com um monte de tiros com zeragem à mistura que não vale apena mostrar e o segundo que vou mostrar com menos balázios mas que me voltou a deixar de veras entusiasmado com a arma, pena eu só conseguir estas coisas na total ausência de vento, em alturas em que acho que nem as plantas respiram. 
 
 
Grupos do teste balístico a 18m 

Grupos a 25m com H&N FTT 4,51 - JSB Exact 4,50 - 4,51 - Express 4,52

Grupos a 25m com o habitual JSB Exact 4,52 e os JSB Heavy 4,52 - RS 4,52

Grupo com HW77 a 50m

  
 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Ar comprimido VS fogo

Hoje não venho aqui dizer coisíssima nenhuma, venho apenas publicitar um excelente blog com um post muito bem escrito e construído por parte do seu autor e em que tive o enorme prazer de participar na parte prática não só pelo prazer de "amandar" uns balázios mas também por faze-lo na companhia de uma pessoa com tamanha simplicidade e capacidades.

http://blog.piratices.com/2016/02/ArComprimidoVsFogo.html

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Weihrauch HW 97k .22

Mais uma que passou pelo atlier do Bullit, estava a fazer dieseling como nunca tinha visto nem sabia ser possivel, os últimos tiros que deu por acaso foram comigo e com o dono ao meu lado, no último fez uma nuvem de fumo azul à minha frente que mais parecia um tiro de mosquete, alguém andou com habilidades mas pronto o que lá vai lá vai, o certo é que precisava de uma limpeza interna e de uma lubrificação decente com massas próprias, coisa que até faço com todo o gosto.
Depois de toda montadinha lá teve de ter o teste da ordem, aqui as fotos do grupo a 18 metros e a 50 metros dois dias depois, no passado domingo, onde foi confrontada com uma HW 77 e duas carabinas de fogo, a Ruger 10/22 e a CZ 452. Se quiserem ver fotos terão de visitar o blog Piratices aqui mas não hoje que para já não está ainda disponível
Ficam as fotos.

Chegada à mesa de operações

Toda esventrada

A bucha depois de limpa ainda assim escurinha

Montada e testada 

10 tirinhos para confirmar que ficou tudo em ordem


Estas fotos são já uma atualização e adicionadas dois dias após a data deste post, dia em que devolvi a arma ao dono e em que acabamos por mandar uns balázios lá no quintal dele, ele com a sua preferida a HW100 e eu como não sou grande apreciador de carabinas PCP com a HW97k.
No dia de ontem tal como no de hoje sobrava um ventinho, os chumbos usados tanto numa como na outra carabina ainda são pesadotes e pesam sensivelmente o mesmo e lá fizemos uns alvos 35m após um moscatel aqui da zona para baixar os tremeliques.
A foto do alvo com os balázios da Hw100 surge aqui para que se perceba como a 97 é precisa e com atiradores de melhor qualidade obviamente que os resultados seriam melhores.
 
 
HW100 e HW97k lado a lado


Alvo da HW100 com os 14 tiros de um carregador

Alvo da HW97k com 10 tiros