terça-feira, 3 de novembro de 2015

Posição de tiro

Habituei-me a atirar em apoio com mão direita no gatilho (sou destro) e mão esquerda junto ao peito apoiando a coronha e guiando assim a mira, esta é a minha posição natural de tiro.
Mas, há sempre um mas um amigo mais experiente que eu nestas coisas apesar de bem mais novo, diz-me que essa é a posição de tiro para armas de fogo ou para PCP, a posição correta deve ser com a mão esquerda no fuste, o certo é que se eu atirar assim não paro de tremer, parece que tenho um brinquedo feminino enfiado nas entranhas.
Como não sou casmurro e gosto sempre de aprender, hoje tentei fazer uns grupos na tal posição que apesar de já a ter experimentado voltei hoje a insistir mas os resultados mais uma vez foram os que já esperava, uma bela m#&$a como vou mostrar.


A coisa começou assim, grupos com mão no fuste, estes 5 até foram os melhorzitos


Aqui, para comparar grupos, 2 com a mão no fuste e 2 na minha posição natural, o de baixo à esquerda ficou tão bonitinho no primeiro tiro que não dei mais nesse alvo


Neste, estava eu na minha luta a tentar fazer alguma coisa de jeito quando uma mosca se lembrou de pousar no alvo a que estava a atirar, posição natural e lá vai disto, cagou-me o alvo mas com as vísceras.
 
 
Bem mas voltando ao assunto, para já acho que disparar na posição que o Nuno me aconselha até pode de facto ser a mais correta no caso das springers mas não aquela onde consigo os melhores resultados, talvez por não me sentir confortável. E agora vou mudar?
Sinceramente até acho que com a mão no fuste a arma se funde melhor com o corpo do atirador mas o problema é que assim tremo e na minha posição natural não. 


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Grupos da HW77

Dias ou tardes neste caso, sem vento como a de hoje são coisa rara, como esta estava calminha dei um salto ao campo de tiro para fazer uns grupos aqui para o Balázios.
Cheguei ao campo já por volta das 15:30 apesar do céu cheio de nuvens a chuva tinha parado e vento nada, então em vez de ir para à pista dos 50/25m onde habitualmente atiro, fiz o registo e fui direitinho à pista dos 100/50m.
Não havia ninguém nas pistas para além de mim, assentei arraiais, caminhei os 100m onde meti uma lata no chão 1m antes e agrafei no suporte o alvo que prefiro voltar ao contrario para assim conseguir ver todos os tiros, é que com o circulo preto voltado para mim não consigo ver quando lhe acerto, só os que ficam na parte clara dão para ver  perfeitamente, rodei a torre de elevação até ao limite e bumba, vá de atirar à lata para confirmar que era o terceiro dot que devia fazer coincidir com o ponto que pretendo acertar, lata acertada três vezes tá bom, vamos espalhar chumbo pelo alvo.     

 
 
O ponto rosa florescente é o centro do alvo, o branco é um tiro que o alvo já tinha, o chumbo usado em todos os alvos que se seguem foi sempre o mesmo JSB Exact 4,52
 
 
Alvos mais pequenos a 50m e grupos de 10 tiros dentro do que habitualmente faço a esta distancia

 
 
Ainda pensei em meter uma nota de 500€ como termo de comparação mas por acaso não tinha nenhuma na algibeira, só mesmo por acaso.




Aqui está a coisa que fez valer a pena a tarde, é que este meus amigos, foi o melhor grupo que fiz até hoje a 25m, quando comecei era para fazer grupos de 10 tiros tal como fiz a 50m mas depois do quinto tiro nem estava a acreditar que estava a agrupar desta maneira e decidi ficar-me pelos 5 tiros, bendita a hora que decidi mudar para o alvo ao lado, é que o sexto tiro saiu em cima do numero 10 e tinha assim estragado o meu melhor grupo a 25m.
Não fiquei eufórico porque não sei quando irei conseguir outro assim, para dizer a verdade nem sei se algum dia farei outro destes mas fiquei contente à brava por ter conseguido este grupo, ficaria muito mas mesmo muito contente se soubesse que a cada dez grupos de 5 conseguia um destes assim sei perfeitamente que foi pura coincidência. 


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Balázios com a 77

A pedido de várias famílias, aqui ficam os balázios desta tarde efetuados com a minha Flober, de pé, com mira aberta a 100m de distancia, de realçar que estava muito mas mesmo muito vento, até tive de fazer uns brakes para beber uns Red Bulls.
Poderia ter ficado muito melhor se não fosse uma persistente comichão no escroto. 



Pistola Gamo P23

 
 

 
 
Apesar de até agora só ter apresentado carabinas não se pense que não experimentei já pistolas.
Por acaso já e a experiência não foi grande coisa, também a arma em causa não era nenhuma referencia na classe mas deu para perceber perfeitamente que a precisão fica muito à quem da de uma carabina da mesma gama ainda que se atire a distancias proporcionalmente mais reduzidas.
Não estou com isto a dizer que as pistolas são inferiores às carabinas, o meu jeito com elas é que acho também não ajudar nada.
Esta foi até à data a minha primeira e única pistola e não vou aqui fazer um review, em primeiro lugar porque já vendi a arma tal como muitas outras coisas que já não usava e assim pude comprar as carabinas, em segundo porque a minha experiência com este tipo de armas é praticamente nula, em terceiro não tenho nem nunca tive uma com qualidade assinalável que sirva como termo de comparação e desta forma avaliar objetivamente as capacidades da Gamo P23. 
Este post serve apenas para apresentar uma das armas que tive e para deixar as minhas impressões que valem o que valem como se justifica pelo que disse anteriormente. Na minha opinião uma arma destas é ideal para quem tem um espaço muito reduzido para se divertir com armas, o máximo que consegui e nem era sempre, foi acertar em maços de tabaco a 5m porque a 10m só com muita sorte o conseguia, como vantagens tem em primeiro lugar a menor perigosidade relativamente às carabinas que são na maior parte dos casos mais potentes, em segundo lugar está o facto de esta pistola possuir um magazine para 10 projeteis que neste caso concreto só podiam ser esféricos e como sabem menos precisos que os de formato diabolo, como contra para mim está a questão de necessitar de se comprar as botijas de CO2 para que se possa usar a arma, o que vai onerar mais a diversão, junta-se a variação de potencia em função da pressão que vai diminuindo dentro da botija.  
Espero contudo que os amantes das pistolas que por aqui passem não entendam este post como estando eu a menosprezar as pistolas mas sim a fazer aquilo a que se destina este blogue, contar as minhas experiências com as armas de ar comprimido e tagarelar com outros tipos que gostem disto.        
E pronto já está, espero que tenham gostado, em breve voltarei para mais cenas tipo coiso. 


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Revisão HW77

 
 

Hoje foi dia de descascar a menina, não sou armeiro nem nada que o valha mas também não é preciso ter uma esperteza extrema para ver como está a lubrificação interna, o estado da camisa, a bucha e as guias.
Não se pense que isto é só meter chumbo apontar e dar ao gatilho, de vez em quando também temos de perder um bocadinho de tempo a fazer manutenção, uma arma BEM lubrificada e Bem não MUITO lubrificada, com mola e bucha em bom estado é sempre uma garantia de balázios melhores do que os de uma arma negligenciada.
 


História das armas de ar comprimido

 Carabina Girandoni


Não sou nenhum guru na matéria, estou muito longe de o ser mas como adepto que sou das armas de ar comprimido procurei alguma informação que venho aqui partilhar com quem segue o Balázios ou simplesmente tropece no blogue e tenha curiosidade em passar os olhos por alguns dos tópicos.
Penso que já todos viram em fotos ou ouviram falar na arma de ar comprimido mais antiga do mundo, a Zarabatana, um tubo feito apartir de uma planta com caule oco onde eram e são soprados projeteis, esta arma destina-se sobŕetudo a caçar animais de pequeno porte, a arma ainda hoje é usada por tribos da América do Sul e Sudeste da Ásia e também em Portugal, bem me lembro de ser puto e usar tubos de eletricidade para da mesma forma disparar grão de bico, milho e também cones de papel que no interior do bico levavam uma mistura de serradura com cola branca para que com o acréscimo de peso a "bala" fosse mais precisa o bico ficasse mais duro e desta forma doesse um bocadinho mais ou seja, já naquela altura eu era bom nisto.
Brincadeira à parte, devo dizer  que nos EUA se fazem competições com este tipo de arma, não sei em que moldes fazem, esta foi pelo menos a informação que encontrei na pesquisa que fiz.

As armas de ar comprimido com formato de carabina, mais ou menos como as conhecemos nos dias de hoje, existem desde os sec. XV e XVI, sendo que uma das mais antigas se encontra no museu de Livrustkammaren em Estocolmo, estas armas eram usadas essencialmente para caçar e não se pense que para caçar pardais ou coelhos, com estas armas caçavam-se veados e javalis, a chamada caça grossa, por esta altura só a nobreza tinha acesso a estas armas devido ao seu elevado custo e ao tempo que demoravam a ser construídas. 
A mais famosa destas antigas carabinas é a Girandoni, nome original mas que nos EUA onde esta arma também serviu na revolução americana pode também ser chamada Girardoni/GR Dhoni, desenvolvida pelo italiano Bartolomeu Girandoni em 1780 como arma de guerra que foi produzida e usada pelo exercito austríaco, esta arma era uma PCP que disparava projeteis esfericos com o "modesto" calibre .46 com 153 grain esta carabina ja tinha um magazine de 22 esferas, outra curiosidade é que o reservatório de ar conseguia reter uma pressão que podia chegar aos 850 PSI, o normal hoje em dia para as mais comuns .22(5,5) com cerca de 25 grain são 250/270 Bar, para carregar o reservatório da Girandoni eram precisos 1500 cursos da bomba de enchimento (belos abdominais que aquela rapaziada precisava ter para esta menina).
Estas armas apresentavam várias vantagens em relação aos mosquetes no campo de batalha. Não denunciavam a posição do atirador por serem mais silenciosas e não produzirem a enorme nuvem de fumo provocado pela queima da pólvora, podiam também ser operadas à chuva e com neve, condições em que jamais a pólvora poderia queimar, é que estas não tinham pederneira e logo também não provocavam as faíscas que por vezes feria os olhos do atirador, tinham também uma potência de tiro mais constante tornando-as mais precisas e a cadencia de tiro era muitíssimo superior às armas convencionais naquela épocaj  que disparavam dois tiros por minuto enquanto estas podiam disparar 22 em metade do tempo.
As Girandoni eram de tal maneira temidas que durante as guerras napoleônicas quem fosse capturado com elas era automaticamente fuzilado.
Não se pense no entanto que eram só vantagens, os atiradores destas armas teriam de ser pessoas com alguns conhecimentos técnicos o que por esta altura não era fácil encontrar, era precisao também bastante energia para encher o reservatório que devido à sua fragilidade e à alta pressão contida rebentava com alguma facilidade.

Mais recentemente as carabinas de ar comprimido sofreram uma grande evolução, sobretudo depois da segunda guerra mundial em que os alemães muito contribuíram no desenvolvimento destas armas devido à proibição de fabricar armas de fogo.
Hoje em dia são usadas principalmente com fins desportivos e estão presentes nos Jogos Olímpicos desde 1984.

Este não será de certeza o texto mais completo sobre a história das armas de ar comprimido mas penso que em traços gerais serve para que se fique com uma ideia da mesma e espero sobretudo ter de alguma forma contribuído para enriquecera o conhecimento de quem como eu gosta destas armas.
Daqui vai também uma palavra de agradecimento pela dica que recebi por parte do Blogue Piratices que me levou a retificar algumas coisas neste texto e a adicionar mais um vídeo.





domingo, 25 de outubro de 2015

Enormes balázios de ar comprimido

Hoje vou postar aqui alguns vídeos de armas de ar comprimido de grandes calibres.
Para quê? Para que se perceba o potencial deste segmento das armas, chamo a atenção para quem fique impressionado com imagens de caça não assista aos vídeos.
Espero que gostem


 
 
 
 
 

A pressão de ar do puto


Gamo 600 Sénior 4,5 


 
Alvo da esquerda a 10m
Alvo da direita a zerar a 18m após tirar a mira telescópica
 
 
 
Depois de ter lido o post do curso de tiro no blog Piratices apeteceu-me mandar uns balázios de mira aberta, mira aberta mas apoiado é que sem apoio acho que os grupos saem sempre uma merda e não gosto de ver aquilo tudo espalhado, acho que até nem atiro muito mal sem apoio, pelo menos a única taça que ganhei na vida foi num torneio de tiro em papel a 10m, fiquei em segundo lugar após desempate com o tipo que ficou comigo em primeiro, foi  na terra dos meus pais em Veiros uma vila no concelho de Estremoz há uns vinte e tal anos, na recruta da Marinha também atirei benzito de pé com a G3 mas pronto fui um puto que ainda atirei muita balázio, talvez muito mais que a maioria dos recrutas que lá estavam comigo e acredito que uma juventude passada a caçar passaredo e a espetar tiros em latas e garrafas me tivesse dado alguma bagagem.
Mas voltando ao assunto dos tiros de mira aberta, aproveito para apresentar a carabina que comprei ao meu puto para que sob a minha supervisão e no quintal ele aprenda a mandar balázio a sério, é que na Playstation aquilo é demasiado fácil, a arma já tem uns risquitos na madeiras e um pouco de ferrugem no cano, tem também a soleira com a borracha mais macia que tive até hoje.
A arma, como já viram na legenda da primeira foto é uma Gamo 600 Sénior de 1998, comprei-a em segunda mão há um ano mais ou menos, é uma carabina leve com pouca potencia o que logo à partida contribui para ser um pouco mais precisa, passada no Chrony deu 202 m/s com JSB Exact, comprei também a pensar que como foi barata talvez servisse para eu aprender alguma coisa. O quê? Abrir para ver como são as entranhas de uma carabina de ar comprimido, claro que primeiro fui ver ao Youtube, percebi que teria de construir um compressor de mola que ainda aqui hei-de mostrar e pronto meti mãos à obra, abri, limpei e lubrifiquei à maneira, meti uma bucha nova toda gira, vermelhinha e tudo, encamisei e até tunei o gatilho, não ficou um Record mas ficou estupidamente melhor do que como estava de origem o que também não era difícil mais pesado sim seria precisa muita estupidez, depois foi só meter-lhe em cima a Gamo 4x32 que tinha na minha Hunter 440 e estava pronta para iniciar o puto. 
Bem, atirou o puto e atirei eu claro, ao fim duns tiros deu logo para perceber que aquilo até fazia bons tiros, tiros ao nível dos que fazia com a Cometa Fusion que tinha na altura, para além dos bons tiros a 18m que é o espaço que tenho no quintal fiquei também a gostar muito do pouco recuo que esta velhinha tem.
Como o puto até parece que nem gostou muito destas coisas não tenho forçado mas também a arma não pode ficar ao abandono, por isso volta e meia lá tem que dar os balázios da ordem e neste caso o pretexto que tive para fazer umas fotos para vir aqui ao Balázios apresenta-la, só meto fotos dos grupos para que se perceba do que é capaz uma carabina em segunda mão, que bem negociada até pode custar 50€ como foi o caso.
Tiros a 10m podem-se fazer no interior de qualquer casa desde que estejamos sozinhos obviamente e quem goste disto pode tirar prazer às pazadas com pouco orçamento.
Pensando bem, agora que vem o inverno é uma brincadeira a ter em conta em dias de chuva e vento, sempre se passam umas belas tardes com amigos e se houver uns queijinhos, chouriços com bom pão e tinto a condizer melhor ainda.
Fica a estória, a apresentação e a sugestão.
Bons balázios.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Feinwerkbau, arte pura.

Como sabem, ando nisto do tiro com ar comprimido à pouco mais de um ano e por isso volta e meia lá descubro coisas que me fazem saltar os olhos das orbitas.
A mais recente descoberta são umas carabinas de ar comprimido de uma marca quase impronunciável que dá pelo nome de Feinwerkbau, apesar de não serem para mim as armas mais bonitas do mundo, são armas de um requinte impressionante e de grande eficiência devido em grande parte á qualidade de construção bem como à ausência de recuo quando disparam.
De momento pouco sei para não dizer que não sei nada sobre a marca mas prometo que assim que tiver mais informações relevantes sobre a mesma cá estarei para escrever umas linhas.
Daquilo que consegui apurar sobre a que mais me despertou a atenção por ser precisamente uma Springer (mod. FWB 300s) é que é uma arma de cerca de 7,5J e que se destina a competição em papel a 10m é também visível que se trata de uma arma de cano fixo, descobri também que a marca possui carabinas PCP e algumas pistolas com fotos mais a baixo e que em qualquer dos casos se destinam essencialmente a competição. 
Visto não se encontrar por aí muita coisa que caracterize os diversos modelos das armas, aqui ficam umas fotos e vídeos para melhor entendimento daquilo que me enfeitiçou, até podem ser um bocadinho longos mas demonstram bem a mecânica requintada tal como a excelente acurácia de uma das suas carabinas, ficam também algumas fotos de pistolas e carabinas PCP.
Lamento não poder (saber) falar muito mais sobre a marca ou qualquer modelo mas não resisti a vir aqui mostrar um pouco do que descobri e que me deixou um pouco mais rico no conhecimento sobre armas de ar comprimido.
Se alguém poder contribuir com mais algum conhecimento e nos possa elucidar  ficarei imensamente grato. 
Carabina de cano fixo para tiro a 10m FWB 300 Universal



300s, 300Universal e 300RT (Running Taget)
A FWB150

Mod. LP65











Mod. P11



Vídeos que vale bem a pena assistir




sábado, 17 de outubro de 2015

Treino com HW77

Na quarta feira o bichinho estava a morder e como até tive um tempinho olha...

 
Disparos efetuados com H&N Baracuda, parecem apenas 8 tiros mas por coincidência os furos no 6 e 7 têm dois tiros cada
 

 
 
Pena mesmo o flyer , tinha sido um ótimo grupo, pelo menos para mim
 




O JSB Heavy aqui está mais à esquerda e ao mesmo nível em termos de curva balística mas o facto é que tem menos 2,5 dot`s de queda que o H&N Baracuda  
 

 
 
Como o jeito não é muito é frequente fazer flyers do tipo dos três que se podem ver
 


 
Aqui não está escrito mas o chumbo usado é aquele com que tenho atirado ultimamente, o H&N Baracuda
 


domingo, 11 de outubro de 2015

Weihrauch HW 50s 4,5 (.177)




 
 
Esta é até hoje a arma que mais me surpreendeu pela positiva, é uma arma de cano curto, articulado e martelado a frio com apenas 49 cm, apesar do baixo peso (3,1kg) e pouco tamanho (103cm) consegue ser incrivelmente precisa contribuindo para tal o magnifico gatilho Record que nesta arma funciona tão bem como nas irmãs da marca mas que neste caso está um bocado adiantado em relação à pega, este é a meu ver o único ponto negativo, daí a substituição da tecla por uma mais recuada como se pode ver na foto.
Esta arma é anunciada em catalogo com 16J e a fazer 250 m/s, no caso concreto da minha que já passei no cronógrafo, apresentou com o JSB Exact 4,52 uma velocidade à boca do cano de 222 m/s o que dá uma potencia um pouco inferior a 14J, potencia suficiente para perfurar sem problemas uma lata de cerveja por abrir a uns bons 75m, fiquem descansados que não desperdiço cerveja desta maneira nem é o tipo de coisa a que atire com frequência mas como já vi no youtube vídeos onde se fazem destes tiros, aqui fica como nota para que se perceba do que é capaz esta menina.
Quanto a precisão, é uma arma que não envergonha ninguém que queira atirar a moedas de 0,5€ a distancias até 35m.
Como também é possível ver nas fotos a Hawke 3-9x40 AO com paralaxe frontal e reticulo mil dot é a mira que faz companhia à HW50s abraçada por umas montagens duplas da UTG.
O facto de montar esta mira faz-me admirar ainda mais esta arma, não sendo esta uma mira de referencia nem pouco mais ou menos, é mais do que suficiente para o alcance e precisão da HW50, obviamente que se montasse uma Hawke Panorama de 12X não se perdia nada mas aí já estamos a falar de uma coisa de mais do dobro do preço e eu não sou muito abastado no tocante a Euros.  
Para terminar e para que se tenha uma noção da precisão, devo dizer que não sendo eu um atirador de excelência, ainda não consegui com a HW77 resultados significativamente melhores que com esta HW50 até aos 35m, penso que este será o melhor elogio que lhe posso fazer, ok podem duvidar, se me tivessem dito isto sem experimentar eu também não acreditava mas esta é a realidade que constato.
Finalmente quero dizer que a HW50 atira bem com quase tudo o que é chumbo mas os que mais gosta são o JSB Exact e o H&N Baracuda Match, eu uso o Exact porque este é mais leve, logo tem mais velocidade e melhor curva balística que o Baracuda.
Com este e com os outros textos aqui postados não pretendo fazer testes exaustivos às armas ou a qualquer outra coisa, para isso penso que nos fóruns, no youtube e nos catálogos se pode chegar ´`as fichas técnicas, aqui pretendo apenas passar as minhas conclusões que valem o que valem mas podem dar mais uma ideia das coisas a pessoas que tal como eu gostam de atirar sem serem campeões de tiro.    
 
 


terça-feira, 29 de setembro de 2015

Weihrauch HW 77SE 4,5 (.177)

 
 
 
 
 
 
 
Se existem objetos que são verdadeiros ícones, a Weihrauch HW 77 é seguramente um deles.
Fabricada na Alemanha desde 1983 esta arma é a mãe das HW97 da mesma marca ou até mesmo da inglesa Air Arms TX200 qualquer uma, referencias no Field Target na classe springer cano fixo.  
A HW 77SE é uma arma que não é propriamente leve, pesa 4,3kg, mais 200g que a versão de coronha normal em faia, esta é uma springer de cano fixo com excelentes acabamentos, não tão bons como os da sua congênere inglesa é certo, pois esta possui acabamentos de luxo como o entalhado da coronha que é simplesmente maravilhoso e um bluing que mais parece um espelho, a HW 77 de 112 cm de comprimento também existe na versão K (cano curto) e 10cm mais curta que nesta versão que vem igualmente equipada de fábrica com  miras abertas o que permite que se possa atirar sem mira telescópica mas tanto a alça como a massa de mira podem ser removidas, devido ao seu peso esta arma oferece-nos um excelente conforto em tiros apoiados, peso esse que também ajuda na precisão, como se sabe quanto maior for, melhor lida com o recuo produzido pelo piston.
Esta arma foi adequirida com 22J embora neste momento esteja com um pouco menos de 16J o que permite disparar o JSB Exact a 239 m/s e o JSB Exact Heavy a 212 m/s, para os amantes da potencia isto é muito pouco mas se queremos precisão teremos de abdicar da potencia, mesmo assim o Exact chega aos 100m de distancia com uma velocidade de 140 m/s e o Heavy a 170 m/s.
Não estranhem o chumbo mais pesado chegar com mais velocidade, como já se sabe quanto mais massa mais inércia, logo menos velocidade perde, a má noticia é que o acréscimo de peso produz uma curva balística mais acentuada.
Uma característica a salientar é o facto desta menina não gostar nada de comidinha de refeitório, só gosta mesmo de filé mignon ou seja não lhe metam chumbo Gamo ou de qualidade idêntica porque ao fim de um grupo vai parecer que dispararam com uma caçadeira, se querem bons grupos deem-lhe JSB ou H&N e não sei se é de mim ou dela mas chumbos como o Baracuda Match ou o Exact Heavy foi com os quais consegui os melhores grupos, embora também tenha feito bons tiros com o Exact, com o Field Target Trophy é que a coisa não correu nada bem, o H&N Baracuda até aos 25m e o JSB Exact Heavy a partir desta distancia, até porque tem uma curva muito melhor que o Baracuda apesar de só fazer mais 10 m/s que o chumbo alemão.
Não é novidade nenhuma o que acabei de dizer mas nesta arma a diferença de chumbo bom para chumbo menos bom é assustadora, já a HW50 por ex. atira relativamente bem com chumbo de menor qualidade.
Para terminar e até porque mais a baixo estão alguns vídeos com os review(s) da arma tenho apenas de salientar o facto de o maravilhoso gatilho Record fazer parte deste pacote, este é possivelmente o melhor gatilho de serie do mundo, o parafuso de afinação do peso afina realmente o peso ao contrario da maioria dos que se encontram em armas mais modestas, aqui não é preciso abrir nem fazer nenhum tipo de truque para se ter um gatilho muito leve, obviamente que para quem compete a coisa não é bem assim mas para quem atira por diversão e de forma informal seguramente que nem precisa de tanto.
Nas fotos a HW 77SE em calibre 4,5 (.177) montava ainda uma Leapers 4-16x40 IR, neste momento monta uma Hawke Varmint 6-24x44 com paralaxe lateral o que faz uma diferença brutal, não só pela qualidade de imagem e pelo reticulo mais fino e com half mil dot mas principalmente pela muito mas mesmo muito melhor qualidade de paralaxe.
Espero que gostem dos 4 videos que se seguem para assim perceberem melhor o que acabaram de ler.
 
 
 
 
Alguns vídeos que dão a conhecer a arma
 
 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Fim de semana no Alentejo

O segundo fim de semana de setembro é por tradição passado em Veiros concelho de Estremoz onde estão as raízes familiares e este não fugiu à regra, as festas da Nossa Senhora do Mileu são o pretexto para visitar a família mais idosa bem como para assistir a umas garraiadas taurinas e a uns bailaricos.
Como o fim de semana é para divertir não podiam faltar os balázios e como basta andar uns dois km para estar no campo de tiro lá fui eu mais o mano que se encontra na foto e que também faz o gosto ao dedo, pena o espaço estar vocacionado para o tiro aos pratos e ter poucas ou melhor, nenhumas condições para tiro apoiado a consequência foi que os agrupamentos sairam uma miséria, os tijolos que serviram de cadeira estavam demasiado baixos logo a posição estava longe de ser a ideal e como a arma não tem hamster o atirador não tem almofada e pior que tudo, não sabe atirar na posição de FT tem de se limitar a atirar na posição de BR mas pronto sempre se passou uma manhã de balázios a atirar a apenas 25m porque a 50m só seria capaz de acertar em alvos do tamanho de elefantes.
 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pedaços de História

Hoje tive nas mãos uns maravilhosos pedaços de história que me deixaram de queixo caído.
É impressionante como na década de 70 se construíram armas de ar comprimido absolutamente fabulosas, armas que me deixaram impressionado acima de tudo pela engenharia e pela forma como se consegue tirar o recuo através de soluções tão simples.
As fotos apresentadas não são das armas em que pus as mãos, apenas são para mostrar três dos modelos com que hoje tive o prazer de disparar e as que mais me deixaram impressionado até hoje. 
 
 
Diana mod. 75
 
 
 
 
 
 
Diana mod. 66
 
 

 
 
 
 
 
Diana mod. 65
 
 




Video com Diana 66

 


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Gamo Hunter 440 4,5

Esta foi a minha segunda arma, comprei-a ainda no século passado em 98 e devo ter dado uns mil tiros com ela e até a patroa chegou a fazer o gosto ao dedo atirando em tampas de garrafa e coisas do gênero, também partiu umas garrafas e furou umas latas, nunca cheguei a saber o que realmente valia como arma, fez toda a sua vida nas minhas mãos com uma mira também ela Gamo 4x32, mira que ainda tenho numa Gamo 600 Sénior do mesmo ano da Hunter mas esta comprei recentemente para os primeiros tiros do puto e como cobaia nas minhas primeiras cirurgias ou seja para eu abrir, ver o mecanismo e fazer os primeiros kitanços.
Apesar dos poucos tiros que disparou devo dizer que me deu bastante prazer, é uma arma ainda hoje de preço razoável e de peso contido muito polivalente e ótima para plinking, proporcionando um gozo imenso desde que não se atire a alvos muito distantes e pequenos, tinha um gatilho muito pesado o que atrapalha bastante na precisão mas também já atirei com armas mais caras e nem por isso com gatilhos muito mais leves, acabei por vende-la praticamente nova sem um risquinho ou um pique de ferrugem.  
 
 



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Cometa Fusion GPsistem 4,5

Foi a terceira e foi uma agradável surpresa, depois de assistir a muitos vídeos no youtube decidi adquirir esta arma espanhola, pela precisão, pelo sistema de piston a gás e por ser uma marca um passito à frente da Gamo.
Realmente a diferença para as Gamo que tinha tido até então foi notória, mais precisa e consistente embora também mais moderna e pesada ainda para mais depois de levar com uma Leapers 3-9x40 em cima (as fotos que se seguem foram tiradas para o anuncio nos classificados quando decidi vende-la, tinha nas fotos uma mira barata do meu irmão) que pesa bem mais que a Gamo 4x32 a que estava habituado nas carabinas Gamo também elas bem mais leves que os 3,4kg desta Cometa.
Como disse anteriormente, achei a arma bastante precisa e bem mais pesada do que aquilo a que estava habituado, achei também que tinha bons acabamentos sem serem nada de extraordinários, ainda assim bons, esteticamente apelativa com uma espécie de air striper na extremidade do cano a ajudar, por falar em cano devo referir que o cano martelado a frio apenas tem 32 cm, o restante serve segundo a marca pra atenuar o ruído e para o efeito estético que um longo cano grosso propicia.
Devo dizer que neste momento tenho uma Weihrauch HW77, arma de cano fixo de uma marca de topo com sensivelmente a mesma potencia mas que até agora não me conseguiu mostrar argumentos significativamente melhores que os da Cometa, devo também dizer que não fiquei impressionado com o sistema de mola de gás, achei o tiro muito seco e com muito recuo, acredito que com um pouco menos de potencia seja um caso sério, obviamente que o piston não tem aquele som característico da mola mas quem ficar incomodado com o zonido provocado pela mola pode sempre encamisar e fazer umas guias à medida.      
Para concluir e segundo a minha opinião que não é a de um profundo conhecedor das carabinas de ar comprimido, acho esta Cometa uma ótima arma para o preço embora existam um pouco melhores por idêntico preço nomeadamente a HW50s, que embora menos potente é mais precisa.
 
 



 
 
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quarta-feira, 29 de julho de 2015

A PCP do Bullit

Nunca pensei comprar uma arma destas até porque as que mais gosto são mesmo as de mola mas como foi muito mas mesmo muito barata decidi comprar para a minha coleção. Está um bocado mal tratada e não funciona é certo mas espero que com uma boa limpeza e lubrificação e também com um o-ring novo fique a funcionar na perfeição, depois é só tratar as madeiras mas isso será a parte mais fácil.
Não posso esconder que a parte do restauro também me motivou bastante para a compra, ver a transformação de objetos velhos e por vezes mal tratados como é o caso em objetos novos ou quase novos, é uma coisa que me dá um enorme gozo já para não falar da tentativa de compreensão do funcionamento da arma que é um pouco diferente das armas de mola a que estamos habituados.
Não tenho é a mínima dúvida de que esta pequena e velha Gamo me irá proporcionar momentos de enorme prazer, desde o restauro até ao dar ao gatilho, obviamente que não tentarei acertar em moedas de 0,1€ a 30mts porque esta é uma arma mais virada para o plinking mas não deixarei de a passar no cronógrafo e montar uma mira telescópica para perceber até onde vai a sua precisão, neste momento sei muito pouco sobre este modelo, até acho que este cano nem sequer é estriado apesar de ser uma arma que tem obrigatoriamente de disparar chumbos diabolô, para já vou deixar a foto com a promessa de fazer um review assim que esteja a meu gosto, só não prometo que seja para breve até porque no final desta semana vou de férias.


Gamo G-1200
 
 
 
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